

Espectacular prédio no 273 da 5 de Outubro, mais um exemplar de influência parisiense. Possui uma impressionante cúpula que parece estar num processo de rápida e “conveniente” degradação. Já emparedado, aguarda a infalível máquina demolidora. Ao que chegámos!
5 de Outubro: Lisboa Arruinada
Campeões do Mundo!
Guarda redes: Eduardo, Beto, Daniel Fernandes
Defesas: Miguel, Duda, Castro, R. Costa, R. Carvalho, Rolando, Bruno Alves, P.Ferreira, Pepe, Coentrão
Médios. Pedro Mendes, Raul, Deco, Nani, Simão, Veloso, Tiago
Avançados: Ronaldo, Liedson, Hugo Almeida
Assim, ou com metade de cada vez, em 3x3x3 ou em 4x4x2 ou em 3x5x2, o resultado será o mesmo! A glória!
Lena Horne (1917-2010)
Morreu Lena Horne, a grande cantora americana. Foi a primeira mulher negra a assinar um contrato com uma grande produtora cinematográfica e foi também uma activista dos direitos civis. Na década de 1970 afastou-se dos palcos, após uma série de tragédias pessoais, e só retornaria em 1981, com um espectáculo na Broadway, que esteve em cena durante mais de um ano e se tornaria a sua consagração.
Chamavam-lhe a “Cinderela Negra”, por ter vencido os estereótipos que condenavam as actrizes negras a papéis de criada. “Stormy weather”, clássico do cancioneiro americano, gravado por tantas e tantas vozes, não deixou de ser seu, apesar das outras ilustres versões.
AAP
Exmo. Senhor
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Dr. Luís Filipe Marques Amado
gii@mne.pt
Palácio das Necessidades
L i s b o a
Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros,
A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) sente-se indignada com a violação do princípio constitucional de separação do Estado e das Igrejas (Artigo 41.º (CRP), pelo que vem junto de V. Ex.ª expor e solicitar o seguinte:
O site do MNE, na sua coluna à esquerda, anuncia a “marca” da campanha de promoção em curso sobre a visita apostólica de Bento XVI, com profundo desprezo pelo princípio da separação a que o Estado é constitucionalmente obrigado perante as igrejas e outras comunidades religiosas.
O perplexidade aumenta quando, clicando sobre a marca, somos conduzidos a uma página intitulada “Visita Oficial e Apostólica de S.S. [sic] o Papa Bento XVI”, onde se indicam, em português e inglês, uma série de links úteis para a comunicação social – acreditações, “badges”, contactos, programa, etc.
A AAP está estupefacta com o site do ministério dos Negócios Estrangeiros, que mais parece o da Nunciatura Apostólica, a menos que o MNE esteja temporariamente ao serviço do Vaticano e o País se tenha tornado num protectorado da única teocracia europeia.
Sabemos que não faz parte das obrigações do Estado procurar que muitos portugueses creiam, mas sim que vivam melhor e cada vez mais livres e iguais.
Assim, em nome da Constituição da República Portuguesa, da laicidade do Estado e da liberdade religiosa, a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) solicita que seja removida do site do MNE a propaganda pia, por respeito à neutralidade do Estado e ao decoro cívico.
Apresento-lhe os meus cumprimentos,
Associação Ateísta Portuguesa, 10 de Maio de 2010
Carlos Esperança TM – 917322645
(Presidente da Direcção)
O encontro do PR com ex-ministros das finanças
Dez personalidades – rectifico, altas personalidades – genialmente esclarecidas e preclaras foram hoje manifestar ao Prof. Cavaco Silva, PR, “profunda preocupação” sobre a situação do País, mas também deixar uma mensagem de apoio às medidas de austeridade para recuperar a economia, segundo notícia do Público.
O porta-voz do grupo foi o Prof. Jacinto Nunes, cujos saberes técnico-científicos me merecem apreço. Estou a vê-lo na figura do ancião utilizado. Mas, como neste tipo de jogo de grupos, a heterogeneidade é fenómeno fatal, lá estavam mais nove ex-ministros de tonalidades fixas ou transmutáveis. Pina Moura era um destes últimos. Um comunista ex-delfim de Cunhal, que se tem transfigurado à medida das ambições pessoais, não podia desperdiçar a oportunidade de, uma vez mais, se colar aos centros de poder.
O Prof. Jacinto Nunes foi parco nas palavras, embora se adivinhe que “as medidas para recuperar a economia” correspondam a uma terapêutica, cuja divulgação se impunha perante todos os portugueses. Mas as ilustres figuras entenderam não informar minimamente o povo, imaginando, talvez, ser possível esconder o foco principal a alvejar: trabalhadores, desempregados e pequenos e médios empresários. Nas zonas da escapatória, refugiar-se-ão os deputados, de todas as bancadas, os políticos, os sacadores de avultados bónus de gestores em empresas participadas ou geridas pelo Estado e os bancos com um IRC reduzido.
Com efeito, com este género de gente, comungando de elevados rendimentos e de vestes políticas apropriadas à moda do momento; com este género de gente, dizia, tenho dificuldade em deixar o partido onde há alguns anos me filiei, o dos votos nulos.
Santana Castilho – O estado do país e do ensino
1. Ouvi recentemente Jorge Sampaio apelar e defender uma tese recorrente no discurso de políticos informados e sensatos. Segundo eles e a respectiva tese, em momentos críticos temos que nos concentrar no “essencial”. Este é o vocábulo assassino: “essencial”. No caso em apreço, tratar-se-ia de responder com vigor “à especulação financeira”, que assestou baterias contra a frágil economia portuguesa. No mesmo sentido, sucederam-se comentários e declarações, de plurais procedências, invocativas da “compreensão” e do “bom senso”dos partidos políticos, dos cidadãos e das organizações sindicais. O poder branqueador do que se sugere ser “essencial” (num ambiente carregado de dramatismo como é um cenário de bancarrota) propõe às vítimas de anos longos de erros e tropelias que se aliem incondicionalmente aos respectivos responsáveis porque, “agora”, é “essencial” salvar o povo da bancarrota. É pobre como desígnio nacional. É triste que em 36 anos ainda não tenhamos saído daqui.
2. Li no site oficial da FENPROF:
“… Só por ignorância ou má fé alguém pode afirmar que os sindicatos e, em particular, a FENPROF, não têm feito tudo o que está ao seu alcance para impedir que a avaliação de desempenho seja considerada para efeitos de concurso.
… Na história da democracia portuguesa … têm sido muitos os momentos em que as organizações que lutam pelo futuro e pelos direitos dos cidadãos sofrem os mais variados ataques movidos por pessoas e entidades instrumentalizadas pelo poder político e pelos interesses estabelecidos”. [Read more…]
o itinerário da criança
lembrança do debate entre pais e educadores em Castelo de Paiva
Aos pais sem crianças e às crianças sem pais.
1. Ser feito.
A frase, ser feito, parece ser a reiteração de uma ideia sistemática ao longo dos meus textos. Não é por acaso que a reitero, quer em ensaios, quer em artigos quer, ainda, e com maior latitude, nos meus livros. É reiterada até estarmos certos de como é que um ser humano se faz, na curta e duradoura infância, na dinâmica e repentina puberdade que abre a flor da vida de adulto. Ou, simplesmente, em adulto. Mas, será que os adultos, já grandalhões, também são feitos? Ou será que o adulto, como diz Alice Miller, que sempre lembro, leva em si uma criança. Ser feito é heterogéneo, é, diria, um processo que ocorre ao longo da vida. Um adulto é uma criança sempre a crescer até regredir. É como uma metamorfose. Uma criança é a semente processual do adulto, a base do que será como pessoa no futuro. Porém, Alice Miller e Melanie Klein, entendem que o adulto é resultado da criança, hipótese que não seria novidade se não acrescentassem a ideia da influência silenciosa que a infância tem no adulto. Todavia, ser feito é um processo sempre em desenvolvimento, que nunca pára, e que, por conveniência para as nossas contas e para deslindar responsabilidades, o mundo erudito e do poder tem classificado em ciclos com uma certa responsabilidade para a lei ver. E os pais também. Difícil questão esta de se ser feito. Já foi problema em 1633 com o jesuíta Athanasius Kirchen ao dizer que o mundo era uma sucessiva evolução, que a terra girava em torno do sol e que a Arca de Noé era a evolução das espécies, corroborando assim o sistema heliocêntrico do frade Nicholaus Copérnico que em 1530 já tinha falado de forma atrevida de que a terra não era o centro do universo contudo, para não ser queimado, negou a sua convicção, acrescentando, ao assinar a acta de retractação: ” e no entanto, move-se”. O contexto faz da frase uma infantilidade ou uma verdade. A época ajuda, ou não, a entender o que se pensa e se descobre. Porém, ser feito é difícil de explanar. Ser feito já era complexo quando a união era sacramental e para toda a vida e entre homens e mulheres não parentes. Nos nossos dias assistimos a uniões de facto entre pessoas do mesmo ou diferente sexo, que procriam ou adoptam. Haja felicidade na nossa cultura por sermos capazes de optar tal e qual sentimos. Haja paciência para dizer que ser feito é um processo delicado no ritual sacramental ou no factual. Ser feito é a criação de um indivíduo. Capaz de optar, de (se) amar e de respeitar, em consequência, aos outros. Tão simples quanto isso, mas tão complexo por se esquecerem os feitores de pessoas da existência de um contexto que acaba por nunca ser verdade no tempo do feito, mas uma tese anos depois. Respeitada e cuidada. Ser feito tem sido um andar para trás e para a frente no processo educativo dos seres humanos. Processo simples, caso se saiba como começa o processo de confecção do ser humano.
Foi Sacanice?
OU COINCIDÊNCIA?
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Ontem ao fim da tarde, o SLB ganhou um campeonato de futebol.
Ontem ao fim da tarde, os seis milhões (?) de adeptos e simpatizantes do SLB, saíram para as ruas, do mundo civilizado, e não só, gritando a plenos pulmões a sua categoria, e a sua alegria.
Depois, cansados, foram descansar com um sorriso nos lábios.
Nesse entretanto, o sr. Fernando, o melhor Ministro das Finanças da Europa, [Read more…]
A Tertúlia do Cafeína:
No Cafeína – Fooding House (Porto) reuniu, na passada quinta-feira, uma tertúlia dinamizada por um conjunto de 40 “tertulianos” do Porto. Sob o olhar atento de umas “Lulas Recheadas com Gambas, Puré de Açafrão e Chutney de Pimentos”, deliciosas, segundo palavras dos comensais presentes, o tema foi “Portugal em 2015”.
A convite de Rosa Carvalho (Jornalista), António Lopes (Médico), Pedro Froufe (Advogado) e Pedro Nunes (Médico), juntei-me a este grupo heterogéneo de homens e mulheres do Porto e com eles partilhei ideias e assimilei conhecimentos. Desta vez fui apenas tomar café mas prometi que a partir de agora serei assíduo e atento participante nesta tertúlia portuense.
Os monárquicos presentes foram duros nas palavras: “Em 100 anos a República escavacou a Mãe Pátria”, recordando que “hoje o aparelho sucede ao aparelho num verdadeiro sistema monárquico republicano”. Entretanto alguém lembrou: “Fomos à Índia e 500 anos depois continuamos cansados por tamanho esforço”. Pode ser impressão minha mas noto um crescimento do sentimento monárquico em importantes franjas da sociedade portuguesa. Estranho. Pode ser mera impressão.
Mas como o futuro era o tema, as ideias surgiram em catadupa: “Em 2015 a Europa estará em decadência” e rumo “à desagregação” ao que alguém contrapôs que por essa altura “viveremos em comunidades mais ecológicas, privilegiando a qualidade de vida e o respeito pelo meio ambiente”. Do fundo da mesa alguém atirou, “a Europa Central não olha para nós (Europa do Sul) como parceiros mas como um corpo estranho”. A ideia maioritária, pareceu-me, foi a de uma Europa e de um Portugal bem pior em 2015 do que aquele que temos hoje.
As opiniões são como as cerejas mas é com satisfação que vejo renascer, aos poucos, o tradicional espírito portuense de tertúlia e com prazer passo a integrar esta “Tertúlia do Cafeína” que uma vez por mês, entre deliciosos pitéus, discute a Pátria e outras desditas.
Contentores de Alcântara : Um caso de polícia!
Interposta acção pelo Ministério Público no Tribunal Admnistrativo de Lisboa, sobre o contrato celebrado pela Admnistração do porto de Lisboa e a Liscount, empresa do Grupo Motta-Engil. É uma cedência aos interesses da Liscount, é um contrato inédito de parceria público/privado, viola o Código de Contratação Pública e o Código de Procedimento Admnistrativo e fere a própria Constituição.
O suposto adiamento mais não é que um novo contrato de concessão de serviço público, celebrado com a única intenção de contornar a necessária abertura de um novo concurso público. Citando várias vezes um relatório do Tribunal de Contas sobre a matéria, muito crítico também ele, relata que é um contrato acentuadamente desequilibrado sob o ponto de vista financeiro e do sistema de partilha de risco.
Está longe de se considerar que o tráfego do terminal se esgote em 2009/2010, existindo por isso, um manifesto erro nos pressupostos, que conduziram a este contrato. A APL, cedeu aos interesses da concessionária e às exigências dos bancos em detrimento dos interesses públicos, assumindo garantias e obrigações manifestamente desproporcionadas.
Um caso de polícia!
Ainda bem que o Governo governa a uma só voz
Que não. Sócrates garantiu que não tem intenções de parar as principais obras públicas que o Governo tinha estabelecido como prioritárias. Talvez, se tiver de ser, respondeu o ministro das Finanças à mesma questão.
Que não. Sócrates garante que não tem pretende aumentar impostos, nem o IVA. Talvez, se tiver de ser, respondeu o ministro das Finanças à mesma questão.
Fora os detalhes de semântica e as particularidades do português dos “sound bytes”, é assim que o português médio, alheado das tricas políticas e preocupado com a carteira, entende aquilo que o primeiro-ministro e o seu ministro das Finanças vão dizendo. E o que vão dizendo é que parecem não se entender.
De Miguel Sousa Tavares no ‘Expresso’
Do artigo ‘Céu Nublado’, na edição do jornal ‘Expresso’ de Sábado, de Miguel Sousa Tavares, transcrevo o seguinte trecho:
“Na década do agora inimigo das grandes obras públicas, Cavaco Silva, construímos sem parar: auto-estradas, hospitais, escolas e tudo o mais.’O país está dotado de infra-estruturas!’, proclamou-se triunfantemente. E, de facto, o país precisava. O problema é que, enquanto se dotava de infra-estruturas para servir a economia, o país vendia a economia, a troco de subsídios para abate e set-aside; vendemos assim a agricultura, as pescas, as minas, a marinha mercante, os portos, as indústrias que podiam vir a ser competitivas. Ficámos com os têxteis e o fado.”
De facto, assim se iniciou a caminhada na direcção do abismo, continuada por Guterres, Barroso – dois fugitivos – Santana Lopes e José Sócrates.
Todos eles, mesmo Sócrates, se regressassem ao passado, provavelmente diriam “se pudesse voltar atrás, sabendo o que sei hoje…”. Sucede, contudo, não se tratar de problemas de ordem pessoal. Foram lesados interesses nacionais soberanos e, mediante a perda de capacidade produtiva, o País está em sérias dificuldades para gerar riqueza, postos de trabalho e meios financeiros capazes de honrar os compromissos de endividamento externo.
Mas nada disto é relevante. Viva o Benfica campeão (se fosse o Braga ou o Porto, saudaria de idêntico modo), vem aí o Papa e siga a Marinha que, com os dois submarinos alemães, nos ajudará a submergir, mais fundo, em lodosos mares.
Contra Natura?
ESQUISITO!
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Nem me lembrei que hoje, os adeptos de um clube da capital estariam todos muito contentes pois tinham, ao fim de alguns anos de jejum, ganho o campeonato de futebol da primeira liga.
Como se esse facto fosse de algum modo importante para a felicidade do nosso povo.
Desde a visita "lava cerebros" pontifícia até aos glbt oficiais que discriminam sempre outros e mais no Vidas Alternativas
Neste dias a República Portuguesa está a passar, para uns, pelos seus dias mais felizes, mas para outros, pelos seus dias mais tristes em termos de laicidade do Estado.
Tudo isto por causa da visita do Papa Bento XVI a Portugal, um pontífice com pouco carisma, acossado pelos escândalos da pedofilia e que precisa de uma portentosa máquina publicitária, como não tiveram nenhum dos seus antecessores, só comparável à de um Estado com vocação estalinista, que pretende lavar o cérebro dos seus cidadãos, crentes ou não.
São certamente muitíssimo discutíveis os rios de dinheiro. Só em Ourém são 500 mil euros, que se gastam com esta visita numa altura em que se pedem sacrifícios aos mais pobres e até a quem sofre o desemprego.
Creio que a própria Igreja devia ter a grave noção disto, mas o tempo vai fazer as pessoas tomar consciência do facto.
Entretanto, em Lisboa e no Porto, 600 voluntários vão distribuir nos dias 11 e 14 de Maio 25 mil preservativos pela população, aproveitando os ajuntamentos por causa da visita do pontífice, numa operação iniciada no Facebook com milhares de aderentes, denominada “Preservativos ao Papa”.
Dia 17 de Maio é o Dia Internacional contra a Homofobia. Em Portugal, a Comissão pela Igualdade de Género vai celebrá-lo em sede própria. O deputado agora socialista Miguel Vale de Almeida, a Associação Ilga Portugal, a rede Ex aequo e a Associação de Pais ”Amplos”, todos se concertaram para excluir a Opus Gay das comemorações, o que é habitual e significativo da independência de que goza esta associação.
No Algarve, em Lagoa, nos dias 14 e 15 de Maio, vai desenrolar-se um interessante e inovatório festival hetero e gay friendly, Allove Festival, que a Opus tem patrocionado desde o inicio e onde vai estar presente.
Na escola Básica do 2º e 3º ciclos, de Fitares, Rio de Mouro, a homofobia campeia impune.
Foi a escola onde o professor de música Luís do Carmo se suicidou recentemente, atirando-se da ponte 25 de Abril por causa disso. Agora, é a vez de um professor da área das “Expressões” se queixar por não aguentar as provocações e bullying dos alunos nas aulas perante a indiferença total do Conselho Directivo. Meteu baixa e está psicologicamente afectado.
O Vidas Alternativas 215 começa com uma entrevista com Luís Mateus, militante laicista a propósito da visita do Papa. Depois passamos ao psicólogo clinico Pedro Frazão que nos fala do suicídio e das suas causas e razões.
Segue-se Margarida Faria da Associação “Amplos”, uma nova e interessante ONG que apoia pais quem tem filhos lgbt. Fazia falta entre nós.
Terminamos com Sandro Matos, jovem engenheiro químico e conhecido filatelista, que nos fala do seu hobby e da importância do selo na história de Portugal.
Estas semana temos nova newsletter.
Parabéns Benfica!
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/yKZAYwLwYYRZsnF7kybn/mov/1
Por muito que me custe, o Benfica ganhou e ganhou bem. Numa prova deste tipo, quem ganha é quase sempre o melhor.
Os parabéns aos benfiquistas aqui da casa.
Benfica, muitas vezes campeão
O Novo Campeão Nacional, Não é o Braga
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BENFICA 2, RIO AVE 1
NACIONAL 1, BRAGA 1
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A esperança de ver a melhor equipa deste ano ser consagrada como Campeã Nacional de futebol da 1ª liga, morreu nesta tarde de Domingo. A outra equipa concorrente não perdeu e assim, ganhou, ao fim de uns anitos, o almejado título.
Não é que não tenha ganho muito bem. É uma digna vencedora, apesar de, não nos podermos esquecer dos casos dos túneis na capital e nos Arcebispos, que poderão ter provocado este desfecho da competição.
De qualquer modo, eu gostaria que [Read more…]
Na Duque de Ávila: Lisboa Arruinada
O Túnel ao Fundo da Luz:
Não, não vou falar na crise.
O benfas lá se sagrou campeão. Pelo menos a acreditar na RTP que não fala noutra coisa desde o final do jogo. Foi um justo campeão?
Se utilizarmos a velha táctica dos detractores das vitórias do Futebol Clube do Porto a conclusão é tão simples como simplista: Não foi! Foram tantas e tão más as arbitragens como as confusões nos diferentes túneis por onde a justiça da liga e as equipas do Benfica passaram. Que o digam o Braga e o Porto, os verdadeiros injustiçados. Por isso, neste momento em que a lampionagem festeja, nada como relembrar todas as artimanhas organizadas ao longo da época a favor do clube da segunda circular.
Assim sendo, deixo aqui, um vídeo que explica tudo sobre este campeonato do buraco:
Pub.:
Ora toca a saudar mais um blogue e desta feita com alguns Aventadores e ex-Aventadores. Pela amostra, a coisa promete. Eu já o coloquei nos meus favoritos para não perder pitada: Estrolabio.
Hoje, para quem não gosta de futebol ou não acredita que o Braga nos dê uma grande alegria: 19h, Porto Canal com os blogs Albergue, Corta-fitas, Blasfémias e o Aventar.
A Ecologia do PPM
“Ribeiro Telles – O PPM começou por ser um pequeno grupo que se reunia na Martinho, no Largo D. José da Câmara, ou na Brasileira, para discutir. Para discutir tudo. Os seus fundadores tinham, como coroa de glória, o serem monárquicos da oposição. Pouco a pouco, a esse núcleo inicial juntaram-se outras pessoas, algumas das quais trouxeram, para o debate, as questões ecológicas.
Passaram-se anos. Em 1979, Sá Carneiro, um homem de grande visão política, compreendeu que, para equilibrar a coligação conservadora que firmara com o CDS precisava de nós. Nós constituiríamos a novidade. E nós lá fomos. Até porque, fora da AD, poucas possibilidades nos restavam de fazer qualquer coisa.

Os objectivos ecologistas que vínhamos defendendo tinham atraído, entretanto, muitas pessoas alheias ao ideal monárquico. Talvez pela vontade de aglutinar mais e mais pessoas à nossa volta, anunciei, então, ingenuamente, ‘Vamos, sem apagar a causa monárquica, relegá-la para segundo plano e transformar isto num partido ecologista. Vamos ser o partido ecologista da AD.’ No fundo, nunca considerara a ideia monárquica como atributo partidário mas como ideia supra partidária. Apenas o comprometimento da Causa Monáquica com o Estado Novo justificara o aparecimento, após o 25 de Abril, num contexto democrático, de um partido expressamente vinculado à monarquia. Só que, para mal da minha proposta, o clubismo tinha aumentado. Houve, por isso, quem, no interior do PPM, exclamasse ‘Não senhor, o que é preciso é reafirmar a monarquia. A monarquia tem que regressar ao primeiro e único lugar das nossas preocupações.’
E aquilo acabou. Por umas razões e por outras, acabou a AD e acabou o PPM ecologista.”
in Ecologia e Ideologia
Domingos Moura, Francisco Ferreira, Francisco Nunes Correia, Gonçalo Ribeiro Telles, Viriato Soromenho-Marques
Livros e Leituras, 1999
Lugares de Peregrinação (1)

A propósito do WC PAPA, assaltou-me (está na moda e dá direito a prémio) a ideia de que todos os seres humanos são peregrinos; movidos pela fé ou pelo dízimo, seremos peregrinos; falando a microfones dourados (à própria imagem de Cristo) ou a um telemóvel de última geração, seremos peregrinos; com muita força, esperança e caridade ou apenas com o computador Magalhães, seremos peregrinos.
Seremos peregrinos independentemente da nossa condição hierárquica, da nossa presunção de poder, da nossa disfarçada ignorância. Seremos peregrinos.
Um dia todos peregrinaremos em direcção a um WC. E os peregrinos são todos iguais…
Outro, na Duque de Loulé: Lisboa Arruinada

Mais um extraordinário prédio devoluto, fechado há anos e que aguarda demolição. Construído na viragem do século XIX/XX, possui uma fachada rica, com elaborados estuques e os apartamentos são de enorme dimensão. Este prédio situa-se também na Duque de Loulé (artéria mártir em pleno centro da capital) e as suas traseiras e parte lateral direita, dão directamente sobre a Rua de Santa Marta. Os interessados podem assim, ter uma ideia da colossal dimensão do edifício. Devia ser arrolado pela tal Comissão a ser criada urgentemente. O Arquitecto Ribeiro Telles decerto estará de acordo.
Visita do Papa a Portugal pode ser cancelada devido às ameaças de Vulcano
A erupção do vulcão Eyjafjallajökull ameaça fazer um milagre: impedir a deslocação do Papa a Portugal na próxima semana.
Eolos tem aparentemente dirigido os seus ventos na direcção apropriada, sendo de destacar o labor de Bóreas nesse sentido.
Hoje perto de 130 voos foram cancelados, tendo centenas de passageiros ficado retidos nos aeroportos portugueses.
Será que a tolerância de ponto se vai manter caso a situação evolua desfavoravelmente para os devotos do protector de pedófilos? E a retrete papal, será devolvida?

imagem roubada no fórum meteopt.
Alice Miller foi-se embora

Retrato de Alice Miller em casa, sítio para escrever livros
Alice Miller, nascida em 12 de Janeiro de 1923, é uma psicóloga polonesa que se mudou em 1946 para a Suíça. Seu trabalho é notável pelo enfoque em abuso infantil. Os seus livros, escritos em alemão na editora Shurkamp Verlag, Frankfurt am Mein, foram traduzidos para o inglês, em Virago Press, para o castelhano em Tusquets, para o luso-brasileiro por Boitempo, Rio de Janeiro. O seu trabalho tem sido a base das minhas teorias sobre Antropologia da Infância, Antropologia da Educação e, mais recentemente, Etnopsicologia da Infância. Tenho dedicado imensas horas de ensino sobre a criança, investigada e analisado por mim e equipa, ao longo de ao longo de 30 anos. A minha derradeira comunicação com ela, foi aos começos de Abril deste ano. Quer os gestores do nosso projecto The Natural Child, quer o seu filho Chris Miller, comunicam-me hoje que a 14 de Abril, Alice Miller nos tinha deixado, aos seus 88 anos de idade. Foi expulsa do Colégio de Psicanalistas pelo seu atrevimento de dizer que uma criança não é um adulto e não pode ser submetido a sessões de psicanálises, apenas a conversas cobre a sua vida. Soube analisar a vida do maior assassínio da História, Hitler, a vida alegre e cheia de fantasia da Pablo Picasso, e nos explicara como e porque um homem só e triste, como Buster Keaton, sabia por o rir na cara das multidões. Defendeu principalmente o drama da criança dotada, obrigada a ser inteligente e saber muito pelos seus pais. O seu texto de 1998 Thou Shalt not be Aware. Society´s Betrayal of the Child, Pluto Press , (!981 em Verlag, Frankfurt am Main) USA e Grã-Bretanha, 1991, em luso brasileiros: [Read more…]
Obras Públicas : veio cá um senhor da UE!
Fatal como o destino, o que tem que ser tem muita força, o bom senso prevalece, dinheiro só no “totta”, o Presidente do BCE esteve cá ontem a deixar uns recados ao “animal feroz” e tudo lhe cai pelas pernas abaixo.
Não há megaprojectos, quem não tem dinheiro não tem vícios, felizmente que não haver dinheiro tem esta grande vantagem, não se estraga, não se gasta mal gasto. Para não perder a face adjudicou hoje um troço que, sem a ponte e os demais troços já congelados não serve para nada, vai ter que ficar à espera para estar operacional, mas enfim o pobre do “estadista” tambem não precisa de ser humilhado.
Um pesadelo a chegar ao fim ! Que dirão disto os “defensores do interesse nacional” que tão desinteressadamente se bateram pelas grandes obras públicas?








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