A sério? Hellhole? There you go again, Mr. Trump. There you go again.
Hellhole?
TTIP: a partir de 1 de Fevereiro os deputados vão, pelo menos, poder saber o conteúdo daquilo que irão votar – porém, atenção: a licença só se mantém se todos se portarem direitinho!

Após anos de pressão sobre os EUA e como consequência dos protestos massivos dos cidadãos europeus contra o Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP), o governo dos EUA acabou por, num gesto magnânimo, dar autorização a que os deputados dos parlamentos nacionais dêem uma olhadela nos textos consolidados do TTIP.
Sigmar Gabriel, ministro alemão da Economia, comunicou agora que, a partir da próxima segunda-feira, existirá no seu Ministério uma sala de leitura na qual os deputados do Bundestag e Bundesrat vão poder ler os textos que, desta vez – ao contrário das supostas iniciativas de transparência da UE, que apenas apresentava os textos das suas próprias posições – serão mesmo os consolidados, permitindo-lhes ficar a saber os detalhes do que está a ser pomo de discórdia entre as duas partes.
Na crítica ao secretismo, parece assim ter sido dado um passinho em frente; para isso, foram precisos, entre outros, protestos de rua, mais de três milhões de assinaturas e a inusitada deslocação do presidente do parlamento alemão a Bruxelas para reclamar contra a situação: não só apenas um círculo restritíssimo, ao nível dos governos, podia espreitar o texto, mas esses eleitos tinham ainda de se deslocar a uma embaixada americana e ser submetidos a procedimentos dignos de uma ala de alta segurança. Não admira que, quando questionado pelo parlamento, as respostas dadas pelo próprio governo fossem vagas e confinadas a quatro dos treze dossiers. [Read more…]
Cavaco a cavacar até ao fim
Passo à frente do veto da adopção de crianças por casais do mesmo sexo. O principal culpado aqui é José Sócrates, que começou por vetar a aprovação de um projecto de lei do Bloco de Esquerda para, na Legislatura seguinte, aparecer como o grande defensor das minorias. Aprovando um casamento manco que discriminava as pessoas do mesmo sexo em relação às outras. O ainda presidente da República limitou-se a aplicar à nação a sua visão anquilosada e míope da sociedade, própria de um enquadramento ideológico que ganhou raízes (e nunca de lá saiu) desde os tempos em que andou a fazer fervorosas declarações de amor à PIDE.
Sobre o aborto, nem sei o que diga. Todos os actos médicos no SNS estão sujeitos a uma taxa moderadora, é verdade, inexplicável como o aborto tem de ser privilegiado em relação aos outros actos médicos, mas não passa de uma questão menor sem qualquer relevância. Sobre o mais importante, Cavaco acha que uma mulher que quer abortar devia ir primeiro a uma consulta psiquiátrica. Pois. Voltando ao princípio, nem sei o que diga. Há pessoas que com a máxima urgência deviam recorrer a uma consulta psiquiátrica, mas não seriam essas mulheres certamente.
Cavaco faz questão de terminar o seu mandato da mesma forma que sempre o conduziu. Um ser tão pequenino, tão pequenino…
Sorte tem Marcelo – pior do que o seu antecessor é impossível. Humanamente impossível.
E o prémio “Socialista Insurgente” vai para…
(rufam os tambores)…Francisco Assis! Ou, nas palavras de André Azevedo Alves, “Uma voz lúcida, mas quase isolada, no actual PS“. Uma bonita homenagem num momento particularmente difícil.
Banif dá lucro ao Santander
Já aqui falei do Banif várias vezes. Hoje o Jornal de Negócios diz que o Santander inscreveu em 2015 um lucro financeiro pelo Banif de 283 milhões de euros. Estamos a falar de um banco pequeno, não sistémico, que foi resolvido no ano passado, por decisão do Banco de Portugal – operação que custou 2591 milhões de euros ao contribuinte (mas as perdas podem ser maiores) – foi vendido, depois de limpo, por 150 milhões de euros ao Santander.
Por isso, insisto numa auditoria externa e independente às contas do Banif. Essa auditoria deveria ser acompanhada pela Comissão Parlamentar de Inquérito ao Banif.
Oh sô dona Cristas, e por falar ficções dignas de Óscar
que dizer da ficção da sobretaxa? Não diz nada? Ok então, fale lá do orçamento de Estado.
Donald Trump imita Passos Coelho
e recusa participar em debate político pré-eleitoral. Muito mais é o chá que os une, que aquilo que os separa.
Há frases que marcam…
Há frases que marcam e são sinal de esperança. Esta é uma delas. Muito bem Tiago.
“Sabemos que há crianças que apenas têm direito à educação na nossa Constituição”, Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação.
Que isto queira dizer defesa intransigente da escola pública, garantia de ensino de qualidade para todos (seja qual for a condição social), com acesso a meios educativos em iguais circunstâncias e medidas urgentes de materialização dessas garantias.
Marcelo dá dois péssimos exemplos ao país

Marcelo Rebelo de Sousa deu hoje dois péssimos exemplos ao país. Conduzindo o seu veículo com uma equipa de reportagem da SIC ao seu lado, o novo presidente da República viajava sem cinto de segurança, uma péssima lição do professor que se prepara para ser o primeiro representante de uma nação onde a sinistralidade rodoviária ceifa anualmente centenas de vidas. Chegado ao seu destino, Marcelo estacionou num lugar reservado a deficientes, um acto de enorme desrespeito num país onde a chico-espertice faz multiplicar este tipo de comportamento, prejudicando diariamente muitos portugueses que se confrontam com o problema da mobilidade reduzida.
Sim, tudo isto é mesmo muito grave. E quando o exemplo que vem de cima é este – veio-me imediatamente à memória o episódio da campanha das Legislativas em que a caravana do PàF decidiu parar numa via equiparada a auto-estrada em Famalicão, com dezenas de apoiantes no meio da estrada, numa demonstração de absoluta irresponsabilidade e em clara violação da lei, apenas para filmar um vídeo de propaganda, que curiosamente já desapareceu, não sem antes terem sido guardadas algumas provas para a posteridade – não nos podemos admirar por ver o civismo pelas ruas da amargura.
Fotomontagem via Bocage 2.0
Marco António Costa prepara regresso à Câmara Municipal de Gaia

Durante quase 25 anos fui militante do PSD em Marco de Canaveses. Porém, atendendo a que tenho a minha vida organizada há alguns anos em Gaia tomei a decisão, no passado dia 14 de Dezembro, solicitar a minha transferência de militante para a concelhia de Vila Nova de Gaia. Por isso estive ontem presente na tomada de posse dos novos dirigentes concelhios do PSD-Gaia que felicito desejando-lhes, desde já, os maiores sucessos.
Ouvi com atenção a intervenção do novo presidente da concelhia e a do vice-presidente do PSD, Marco António Costa. Talvez não tenha sido, por acaso, que Marco António tenha marcado presença na tomada de posse do PSD de Gaia.
As intervenções foram de encontro a uma pacificação e harmonização das relações entre as duas facções do partido que foram a votos nas últimas eleições, com a ” benção ” de Marco António. Não podemos esquecer que Marco António Costa foi vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, entre 2005 e 2011, com a responsabilidade do pelouro financeiro da autarquia.
Montepio quer vender créditos vencidos e imóveis
É noticiado aqui. Será que vão a tempo de mudar a pele?
Prefiro, de facto, o BENFICA
É assim que MST escreve, hoje, na Bíblia do jornalismo Luso.
Portistas, subscrevem? 
Abstenção – tempo para resolver
A normalidade eleitoral atira para o fim de 2017 o próximo processo e por isso, parece-me que há algum tempo para proceder a uma actualização dos cadernos eleitorais.
De acordo com os dados disponíveis, estão inscritos nos cadernos eleitorais 9700645 pessoas.
Começo por sublinhar a diferença existente entre esses dados e os que a PORDATA apresenta, exactamente para o mesmo universo: 9746069 (45424 eleitores de diferença, mais do que os votos do Henrique Neto).
Podemos (e devemos) ir buscar todos os dados disponíveis para analisar esta questão, mas há um ou outro que até o Google nos revela: há em Portugal 1506048 jovens com menos de 15 anos (dados de 2014).
Ora, se aos 10 401 000 habitantes se retirarem estes jovens, sem capacidade eleitoral, temos 8894952 habitantes com mais de 15 anos. Sabemos que, destes, alguns são jovens e outros, estrangeiros, não têm (ainda) possibilidade de participarem nas eleições, mas são, de qualquer modo, muito menos que os eleitores.
Em síntese, há uma diferença de 8,7% entre os eleitores oficiais e o número de pessoas com mais de 15 anos, por isso, há pelo menos esse valor a retirar à lista de eleitores. A abstenção é uma questão de responsabilidade, mas é também uma opção política. É urgente a sua resolução enquanto o tempo das eleições não volta.
Notas soltas sobre as Presidenciais 2016
Acompanhei as Presidenciais 2016 com pouco interesse, visto que não existiu nenhum debate sobre Portugal, sobre o seu futuro e sobre a forma como nos devemos organizar – as reformas só serão possíveis depois de uma reflexão profunda sobre o país, criando consciência pública sobre a necessidade urgente de resolver os nossos problemas organizativos, de representação, de deficiente responsabilização, transparência e ética. Alguns dos candidatos tentaram colocar esses temas em cima da mesa, sem grande sucesso infelizmente, pois a força mediática desviava a atenção para os aspetos mais populistas. Prevaleceu a notoriedade pública e o prestigio mediático, o que é uma pena, mas é o que é. Ficam, no entanto, algumas notas que vale a pena realçar.
Marcelo Rebelo de Sousa não é Pedro Passos Coelho

Após a há muito anunciada esmagadora vitória eleitoral de Marcelo Rebelo de Sousa, o que resta do exército PàF, acantonado à direita e agarrado a um discurso radical, que de resto foi ontem criticado pelo novo presidente da República no seu discurso de vitória, acredita que o resultado ontem obtido por Marcelo representa uma nova distribuição dos eleitores que pouco mais do que 38% dos votos deram à coligação PSD/CDS-PP em Outubro passado. Sobre estes delírios, cito a minha camarada aventadora Daniela Major:
É que é tão simples quanto isto. O Expresso ainda tentou alimentar o coro com uma notícia intitulada “PS: há 94 dias a perder eleitores“. O mesmo Expresso que um mês antes publicava uma sondagem na qual o PS crescia e ultrapassava o PSD. Mas ninguém no seu perfeito juízo acredita verdadeiramente que isto foi uma segunda volta das Legislativas. Então o Marcelo não era o catavento? Uma comédia, estes PáFs.
É oficial: o conto para crianças da sobretaxa foi mesmo um embuste eleitoral

Já sabíamos que ia acabar assim. A mentira teve perna curta mas não deixou de render uma significativa quantidade de votos à coligação do embuste. O caso foi de tal forma grave que o próprio porta-voz não oficial do anterior governo, Luis Marques Mendes, não poupou nas palavras e acusou a coligação PSD/CDS-PP de “manipulação eleitoral” com o objectivo de “sacar votos”, “mentir aos eleitores” e “aldrabar os cidadãos”. Uma “pouca vergonha”, concluiu. Agora é oficial: não há devolução da sobretaxa para ninguém. Foi apenas mais uma mentira de um governo liderado por um homem que ganhou as eleições em 2011 da mesma maneira: a mentir.
Foto@Dinheiro Vivo
O interesse dos negócios à frente da prudência ambiental

Chumbados projectos sobre organismos geneticamente modificados. Bloco central de negócios em acção.
Abstenção e responsabilidade
São insuportáveis os devaneios argumentativos de justificação da abstenção eleitoral. Tudo serve para responder a este mistério: a culpa é dos partidos, da meteorologia, dos astros, do karma. Tudo se invoca menos a responsabilidade – eu não disse culpa – e a deliberação dos próprios abstencionistas. Temos de deixar de vez este ângulo de análise que parece reduzir as pessoas, os cidadãos, a meros títeres de obscuras forças manipuladoras. Não se pense que ignoro a complexidade que envolve a formação das visões do mundo e idiossincrasias de cada um, bem como do papel dominante da ideologia. Mas o que nos resta de liberdade e autonomia individual tem de se erguer em nós e, chamado à decisão, tem de ser chamado à responsabilidade. Sob pena de questionarmos os próprios fundamentos e possibilidade da democracia, tenha ela a forma que tiver.
A abstenção é, pois, quer se queira quer não, um acto de escolha, por muito diversas que sejam as razões que a fundamentam, o grau de consciência que a informa, os efeitos vários que venha a ter. Mas não podemos omitir a responsabilidade, para que não se desvaneça a liberdade.
Presidenciais (3): os resultados nacionais

As urnas fecharam há 24h.
Marcelo ganhou e Portugal perdeu uma oportunidade, mas, sobre isso, nada mais acrescento.
Quanto aos resultados, algumas ideias, tipo comentador da tb & e rádio pirata:
- Marcelo, fugindo de Passos e de Portas ganhou. É, fundamentalmente, uma vitória individual, mas que foi sentida pela direita, como um vitória. Percebo o sentimento;
- António Nóvoa: mais de um milhão de votos para um Homem que tem de continuar ao serviço do país;
- Marisa: fez uma excelente campanha, capitalizou o voto próximo do BE e acaba por estar no lote das que ganha. O comentário de Jerónimo de Sousa deu ainda maior dimensão à vitória de Marisa.
- Tino: sempre disse que ele seria o vencedor entre os “pequenos”. Era notória a adesão de pessoas de outras áreas ao voto de protesto via Tino. É um homem que admiro, com coragem e que não é tão burro como alguma opinião publicada fazia crer. É um homem de trabalho que passou esta prova com distinção.
A natureza afectiva e o cumprimento afectuoso

© Presidência da República Portuguesa (http://bit.ly/1Sf7vhO)
Ontem, depois do acto, ouvimos Marcelo Rebelo de Sousa a dizer que a escolha da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para o discurso da noite eleitoral fora «de natureza afectiva». Não compreendo a razão pela qual alguns órgãos de comunicação social decidiram transmitir a ideia de que Rebelo de Sousa dissera “de natureza afetiva”. Afetiva ([ɐfɨˈtivɐ])? Não disse. Verifique-se:
Efectivamente, afectiva [ɐfɛˈtivɐ].
Marcelo Rebelo de Sousa, ao contrário daquilo que se lê por aí, não referiu qualquer “cumprimento muito afetuoso”. Não. Rebelo de Sousa mencionou um “cumprimento muito afectuoso”:
Exactamente, afectuoso. E especial.
E hoje? Hoje, ficámos a saber que, no sítio do costume, não houve nem sobressaltos, nem perturbações, nem estrangulamentos, nem constrangimentos.

Presidenciais (2): os resultados em Gaia
O Aventar é um espaço com história na blogosfera e creio que parte do seu sucesso resulta da nossa (in)capacidade de trazer à antena, visões que, quase sempre, ficam à margem das redacções. Tenho procurado promover essa característica trazendo Vila Nova de Gaia para o Aventar. Tenho um novo camarada geográfico e mesmo correndo o risco de tornar Gaia mais famosa que a Trofa, parece-me que é importante mostrar uma outra realidade.
Há de facto um lugar comum por estes lados que, confesso, tem pouca adesão com a realidade, até porque o Paulo numa dupla postagem, comete uma contradição – retira aos dirigentes nacionais do PSD o sucesso da vitória de Marcelo, mas depois atira para o PS Gaiense a responsabilidade pela derrota. E, nestas coisas, ou há…
Vejamos a história:
- Cavaco foi eleito com 50.64%, para voltar a ganhar, há 5 anos, com 52.95%. Em Gaia, começou por ter 46, 63%, para depois ganhar com 50.63%. Passou de 71568 votos para 62194 votos. Em ambos os casos, nada de muito diferente entre os resultados do país e do Concelho.
- Sampaio, por sua vez, nas primeiras Presidenciais deste século, teve 71236 votos em Gaia, 4 pontos percentuais acima do resultado nacional.
Não creio, ao analisar estas três eleições, que se possa concluir uma diferença significativa no comportamento eleitoral de Gaia. Mas, vejamos alguns dados relativamente às legislativas no presente século: [Read more…]
O triunfo das Mulheres do Bloco

Num país de valores antiquados e conservadores, a cena política é ainda dominada por homens. É certo que já tivemos Maria de Lurdes Pintasilgo a chefiar o governo durante escassos meses, Assunção Esteves a presidir à Assembleia da República e umas quantas ministras e secretárias de Estado, sempre em acentuada minoria face aos seus pares do sexo oposto, mas a verdade é que a política portuguesa ainda é um couto masculino e nada parece indicar mudanças no curto prazo.
Depois temos o Bloco de Esquerda. Coube a Catarina Martins a difícil sucessão do carismático Francisco Louçã, num dueto inesperado e temporário com João Semedo, mas, depois de uma campanha eleitoral extremamente bem-sucedida para as Legislativas, foi sob sua liderança que o Bloco conseguiu o seu melhor resultado eleitoral de sempre e, mais simbólico ainda, foi com Catarina Martins que os muros à esquerda caíram e possibilitaram o histórico acordo de governo que permitiu derrubar a coligação PàF. [Read more…]
Presidenciais (1): Obrigado
Participei activamente na campanha eleitoral de António Sampaio da Nóvoa e por isso, ontem, preferi desligar, afundar o corpo num sofá e ouvir música. Estive pela primeira vez numa mesa eleitoral, uma experiência interessante que me permitiu confirmar que Portugal é muito mais do que aquilo que nos mostram os canais de cabo. E, essa, é a primeira emoção que aqui queria partilhar com os nossos leitores, uma sensação de humildade e de igualdade porque ali, naquele momento, somos todos iguais.
Depois, claro, queria deixar uma palavra a todas e a todos os portugueses que se envolveram no apoio a Sampaio da Nóvoa. Gente fantástica que viveu um sonho, que foi à luta, que fez o que nunca tinha sido feito e que, por isso, conseguiu o que ninguém tinha conseguido. Não chegamos ao nosso objectivo e por isso perdemos, mas foi bonito. Muito bonito. Ninguém ficará chateado se dedicar tudo ao esforço da TITA. Obrigado.
E, para terminar, um agradecimento especial ao António Nóvoa, feito candidato com o nome Sampaio da Nóvoa.
Se ontem estava a doer a derrota (não gosto, mesmo nada, de perder), hoje, mais tranquilo, sou capaz de perceber melhor o seu discurso ontem. Não aceito é o seu obrigado. Não fizemos mais do que a nossa obrigação. Temos é que agradecer a sua disponibilidade. Mais de um milhão reconheceram as suas qualidades ontem. Estou certo que muito outros se juntarão a Nós um dia.
Espanta-me que se espantem
Parece que há gente admirada com a vitória de Marcelo à primeira volta. Desculpem, mas, ou é distracção vossa, ou má leitura política do país que existe.
É que Marcelo já partiu com essa vantagem e esta campanha destinava-se a tentar contrariar esse facto.
Em vez disso, tivemos candidatos fraquinhos, fraquinhos e muitos tiros nos pés.
Boa, mesmo, em campanha, apenas Marisa Matias.
Quanto aos outros, nem as homilias edgarianas, nem os solilóquios morais, nem o choradinho ferreirinha mereciam mais.
Merecido, merecido, foi Maria ver Belém por um canudo e não ser capaz, sequer, de entender o enxovalho. Morreu, sim, mas por suicídio político, não por assassinato, como acusa.
Tino ganhou o povão, mas não se sabe se o povão ganhou tino.
Nóvoa, o Novo, enevoou. Redondinho, redondinho, molinho, molinho, sem chama, sem chispa, sem sonho a que sonho se chame, tentou pairar acima das nuvens como um querubim que tem medo de se sujar. Foi pena, mas perdeu as penas apostando em tacticismos.
Considerados os considerandos, admiram-se de quê, afinal?
Parabéns, Marisa Matias. E parabéns, Marcelo, que, perante o deserto, soube esperar sentado.
As notícias sobre a morte de Cavaco são manifestamente exageradas
Presidente da República vetou diploma que regula adopção homossexual e alterações à lei do aborto.
Pedro Duarte o homem que esteve na sombra da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa

foto@dn
Pela primeira vez, depois do General Ramalho Eanes e passados 30 anos, o País volta a ter como Presidente da República um cidadão que não é um político profissional.
Ontem foi o dia de Marcelo Rebelo de Sousa que conseguiu ter uma grande vitória à primeira volta.
Muito do mérito desta vitória é inequivocamente do recém-eleito presidente da República.
Mas hoje, depois de todos discursos e de todas as análises politicas, é o dia de enaltecer o trabalho muito importante, mas quase imperceptível aos olhos dos portugueses, de Pedro Duarte, o homem que dirigiu de forma exemplar a campanha imaculada de Marcelo Rebelo de Sousa.
Esta magnífica vitória é tambem do Pedro Duarte e da sua reduzida equipa que o acompanhou neste combate político.
Parabéns ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, mas também ao Pedro Duarte.







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