Inócuo

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A imprensa portuguesa está a dar grande destaque a uma carta enviada por Jean-Claude Juncker à Provedora de Justiça europeia, na qual o presidente da Comissão Europeia revela ter pedido explicações ao seu antecessor sobre as suas novas funções no poderoso Goldman Sachs, sem contudo deixar de referir o compromisso assumido por Durão Barroso para com um comportamento de integridade e descrição, duas especialidades do ex-primeiro-ministro que abandonou o país de tanga para exercer funções de mordomo em Bruxelas e no Clube Bilderberg. [Read more…]

Durão Barroso tratado como lobista? Finalmente!

lobbyistPelas europas eurocratas, vai uma espécie de alarido, com Jean-Claude Juncker a apoplexizar indignações pelo facto de Durão Barroso se ter transferido para a Goldman Sachs. Neste momento, existe, até, a ameaça de que Barroso passe a ser recebido em Bruxelas como um simples lobista, sem direito às honras de antigo presidente da comissão.

Se Durão fosse francês, Juncker tudo perdoaria, mas o que me traz aqui hoje é manifestar o meu regozijo, porque um reconhecimento tardio não deixa de ser reconfortante: é que o antigo primeiro-ministro português sempre foi um lobista. Na realidade, o que é que o homem esteve a fazer estes anos todos em Bruxelas que não fosse contribuir para que a Europa se pusesse ao serviço das grandes empresas mundiais e alemãs?

É, portanto, justo que passem a tratá-lo de acordo com a função que sempre desempenhou, como um rei que, finalmente, ocupa o trono depois de desesperar pacientemente por se sentar nele. A Europa poderia aproveitar, aliás, a ocasião e atribuir o mesmo título a muitos outros, começando por Juncker.

Aproveito para confessar que o meu ouvido tendencialmente purista lida mal com a palavra “lobista”. Neste e em muitos outros casos semelhantes, ficaria melhor utilizar “lobisomem”: o lobby continua a ouvir-se e faz muito mais sentido, nesta selva cheia de predadores que ao roubo chamam austeridade, palavra demasiado séria para estar na boca de lobistas.

Candidato à sucessão de Pedro Passos Coelho censurado pelo jornal I

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Aquele que é por muitos considerado o futuro da direita portuguesa, o melhor colocado para suceder a Passos Coelho e, posteriormente, a António Costa, foi alvo de um procedimento censório que culminou com o fim da relação profissional que mantinha com o jornal I. Segundo podemos ler na sua página oficial no Facebook, o Dr. Jovem Conservador de Direita acusa o jornal de não ter publicado o seu artigo semanal, uma carta aberta dirigida ao Arquitecto José António Saraiva, sem qualquer tipo de notificação. E a verdade é que, ao contrário daquilo que vinha sendo habitual, o artigo foi efectivamente excluído da edição em causa. Resta saber quem se esconde por trás do arbusto, tentando minar a impenetrável credibilidade da maior lufada de ar fresco que a direita viveu desde os tempos da chegada de Duarte Marques ao hemiciclo. A minha total solidariedade para com o esse grande vulto da política nacional que é o Dr. Jovem Conservador de Direita. Que triunfe sobre os esquerdalhos!

Fotomontagem@Facebook Dr. Jovem Conservador de Direita

Portugal à frente? Nada disso: submarino ao fundo

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Uma imagem, vezes sem conta, vale mais que mil palavras. A que vos apresento em cima é tão clara e objectiva que dispensa grandes comentários. Segundo a Aximage, cujas conclusões não diferem muito das restantes empresas de sondagens, a Geringonça continua a crescer nas intenções de voto dos portugueses (mais do que seis pontos percentuais desde Janeiro), ao passo que a coligação dos profetas da desgraça não pára de se afundar, qual submarino atingido no segundo round da batalha naval. Feitas as contas, que valem sempre o que valem, os partidos que apoiam a solução governativa concentram 57% das intenções de voto dos inquiridos, ao passo que a dupla Passos/Cristas não vai além dos 34,7%. Confirma-se: cada vez menos portugueses querem ouvir a cassete da direita. É o que dá colocar as fichas todas num discurso catastrofista sem ponta por onde se lhe pegue.

Imagem via Geringonça

Estratégias de médio prazo

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Em entrevista ao jornal Público, Luís Montenegro argumenta que tanto o presidente da República como a União Europeia têm sido “colaborantes” com o actual governo. Parece-me uma evolução digna de registo, quando comparamos a actual situação à anterior em que Belém era habitado por um elemento decorativo e enfadonho e a relação com a União Europeia era de absoluta submissão. [Read more…]

A não perder!

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Nuno Lopes dedica prémio de melhor actor da secção Horizontes no Festival de Cinema de Veneza:

“Gostava de dedicar este leão a todas as pessoas do Bairro da Bela Vista e do Bairro da Jamaica (…), eles são os os verdadeiros heróis do filme” na sua luta contra “o dragão da austeridade”. E “Quando as pessoas começarem a ser vistas como seres humanos e não como números numa folha de excel, poderemos começar a discutir o futuro da Europa e dos nossos filhos”.

Mais palavras para quê?  Houvesse mais artistas portugueses deste calibre a dizerem coisas destas…. É ir ver o filme, sem falta!

Nuno Lopes no festival de Veneza

Coisas que não se dizem

Foto retirada do Expresso, um dos jornais de que J. V. foi Director.

Foto retirada do Expresso, um dos jornais de que J. V. foi Director.

É verdade, Sr. Joaquim Vieira, não se pode dizer ou escrever aquilo que o senhor escreveu na sua página do Facebook. Fica-lhe mal. Quer publicidade? Venda-se de forma honesta, não precisa de insultar ninguém para lograr os seus intentos. Lamentável!

Para quem não sabe do que se trata, deixo aqui o que Joaquim Vieira escreveu sobre os Jogos Paralímpicos. Propositadamente, não coloco link da página, para não lhe dar a publicidade de que o homem parece precisar tão desesperadamente. Ora aqui vai: [Read more…]

“E o trono é do charlatão”

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Charlatães e charlatonas que discutem seus assuntos, na travessa dos defuntos, instalados em poltronas. Foram logo estes versos que me ocorreram quando li hoje, na imprensa nacional, um artigo sobre o guru Deepak Chopra. A este, conheço-o dos títulos sempre muito bem posicionados nos escaparates das livrarias comerciais. Tanto quanto percebi, é um cozinhado de new age com ecos muito distantes de Katmandu, temperados com física quântica para totós. Vende extraordinariamente bem.

E assim se apresenta perante as audiências, com os seus refulgentes Dolce & Gabanna e os modos seguros de quem está habituado a enfrentar um público que quer acreditar.

E diz, entre outras teorias convenientemente indemonstráveis através do método científico,  que uma das sua pacientes, doente com cancro, se curou seguindo as suas recomendações (é certo que ela não deixou de fazer também quiomioterapia) e que “os pacientes bem-sucedidos aprenderam a motivar a sua própria cura” e ainda que “a razão pela qual nem todos conseguimos levar o processo de cura até ao seu limite tem a ver com o facto de nos mobilizarmos de formas drasticamente diferentes”. O que poderá ser lido, como o faz o repórter David Marçal, que assina a peça, “se morrer de cancro, para Chopra a culpa é sua porque não se mobiliza”. [Read more…]

A história da capa do 11 de Setembro na revista Time

Capa da revista TIME, com fotografia de Lyle Owerko em 11 de Setembro de 2001

Capa da revista TIME, com fotografia de Lyle Owerko, de 11 de Setembro de 2001

O fotógrafo Lyle Owerko conta relata como é que a sua foto acabou na capa da TIME em 2001.

Passos sabe

Quando Passos Coelho sentencia que Portugal “não precisa de agravamento de impostos” é capaz de ter razão. Afinal, só ele, em 2013, promoveu uma subida do IRS correspondente a 16 vezes a exigida pela troika.

José Rodrigues (1936-2016)

© Fundação José Rodrigues

© Fundação José Rodrigues

A obra e os seus frutos continuarão nas ruas, na Fábrica Social – Fundação José Rodrigues, na Cooperativa Árvore, no Convento de Sanpayo, na Bienal de Vila Nova de Cerveira, entre tantos outros lugares.

Como tantos que algum dia se cruzaram com ele, também eu guardo o esboço de um anjo num guardanapo de papel.

Um verdadeiro Estado proxeneta…

escaloesJá nem é uma questão de esquerda ou direita. O governo anterior era mau, não reformava e aumentava impostos. E que dizer do actual? Bem podem vir Costa, Centeno ou até o inenarrável Galamba com justificações, a triste realidade é que preparam com a cumplicidade dos parceiros que suportam a geringonça, mais um assalto à carteira da classe média e média baixa. Porque os rendimentos mais elevados há muito que se puseram a salvo desta (e das anteriores) trupe. E ainda se admiram que exista economia paralela e fuga ao fisco? Convém relembrar os mais distraídos que o cada vez menor rendimento disponível ainda será taxado sob as mais diversas formas e pretextos…

Viva!

tsiprasimagem: picture alliance / dpa / Julien Warnand

António Costa hoje em Atenas para a cimeira de países do sul da Europa – olhem que boa notícia, seja lá o que daqui sair! Para já os apologistas da austeridade ficaram muito desconfortáveis; a comissão evita comentar, mas aí está o chefe da bancada do partido conservador EVP no parlamento europeu, Weber, a criticar a cimeira, afirmando que a Europa precisa de unidade e não de tentativas de divisão… e que Tsipras primeiro faça as reformas que prometeu…   Ao que Tsipras responde: “Precisamos de uma nova visão para a Europa”. E como tem razão!

Ir à bola com a Galp? Naaaa, faz antes um frete ao Dono Disto Tudo

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Telmo Monteiro acusou hoje o governo de querer ir à bola com a Galp e de ser forte com os fracos e fraco com os fortes. Sim, o mesmo Telmo Monteiro que, a poucos dias das Legislativas de 2005, com tudo a indicar uma derrota da coligação PSD/CDS-PP, assinou, a correr, um despacho que resultou no abate de milhares de sobreiros para que o BES, através da empresa Portucale, construísse um empreendimento turístico na Herdade da Vargem Fresca, um dos capítulos mais marcantes dessa bela história de corrupção e impunidade que foi o caso Portucale. Entre ir à bola com a Galp e fazer fretes ao Dono Disto Tudo, venha o Jacinto Leite Capelo Rego e escolha.

Discurso dos muros

O mundo murado (Novembro de 2015)

Estava eu a compor o álbum com fotos dos grafitos do muro de Gaza quando, na televisão, se dava a notícia da construção de um muro anti-emigrantes em Calais, construção ordenada pelo Reino Unido e aceite pelos panhonhas dos franceses. Caspité!! O trumpismo avança e tem acolhimento em países governados, já não digo por democratas, nem sequer inteligentes, ainda menos sensatos mas, vá lá, por gente relativamente normal; com um arcaboiço intelectual ao nível de um 1º ciclo de escolaridade, digamos. Falsa esperança. Há uma espécie de rarefacção neuronal provocada por um ar vindo de Oeste, que perigosamente alastra pela Europa e contra a qual o bendito anti-ciclone dos Açores nada pode. Nos EUA, ainda ontem Trump repetia, naquele estilo de alforreca falante, “faremos o muro”! Refere-se, claro, ao muro que separará a União do México e que, segundo ele, será pago por este país. Esta parte da promessa não está esclarecida, já que não sabemos como se irá forçar os mexicanos a pagar o muro. Claro que se perguntarmos ao Donald, ele não deixará de responder; talvez com uma ameaça de invasão, como é costume. Impossível? Já ouviram discursos do homem? Pois, lá está. [Read more…]

A minha promiscuidade é melhor que a tua

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Não tive dúvidas quando veio a público que três secretários de Estado tinham sido agraciados com viagens e bilhetes para jogos do Euro2016, pagos pela GALP. Na altura escrevi – e mantenho – que governantes sérios não aceitam presentes de empresas privadas. Mas o espectáculo a que ontem se assistiu no Parlamento, protagonizado por falsos moralistas e virgens ofendidas que habitam sedes partidárias de vidro, é degradante e insulta a memória recente dos portugueses.  [Read more…]

A Geringonça e as baratas tontas

Durante grande parte deste ano o discurso sobre a geringonça baseou-se nesta ideia: o PS estava sob a chantagem do Bloco e do PCP, obrigado a radicalizar-se para se agarrar ao poder. Depois, lentamente, todos se mostraram surpreendidos com a estabilidade. Quando viemos de férias o discurso subitamente inverteu-se. O Bloco de Esquerda e o PCP aceitam tudo. Traíram a esquerda. Quando é que os irresponsáveis do Bloco fazem jus à sua fama? E os extremistas do PCP, quando é que extremam a coisa? Esta permanente ansiedade sobre quem está no bolso de quem tem apenas uma origem: Passos tornou-se para Costa o que Seguro foi para Passos. Perante isto, resta pôr as todas as fichas na divisão da geringonça. Picando, à vez, o PS pela deriva esquerdista e o BE e o PCP pela cedência centrista. Mas todos sabem, a começar pelos próprios, que o primeiro a deixar-se picar tem o seu destino marcado: o castigo eleitoral. E isso é muito mais forte do que centenas de editoriais a pedir mais sectarismo. O povo não quer, como mostram as sondagens, que a geringonça se parta. E enquanto assim for, ela não se vai partir.

Daniel Oliveira, Geringonça, quem está no bolso de quem? (Expresso)

O grande Camilo, quase prémio Nobel

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Só se esqueceu foi de ler o artigo, que é de 2007!

Joseph Stiglitz, in Caracas, Praises Venezuela’s Economic Policies
Caracas, October 11, 2007
Nobel Prize winning economist and former vice-president of the World Bank, Joseph Stiglitz, praised Venezuela’s economic growth and “positive policies in health and education” during a visit to Caracas on Wednesday.
“Venezuela’s economic growth has been very impressive in the last few years,” Stiglitz said during his speech at a forum on Strategies for Emerging Markets sponsored by the Bank of Venezuela.

E como andava o país em 2007? Nada mal, até o preço do petróleo cair a pique.

Um fofo, este Camilo.

Antigos muros franco-britânicos, pré-Calais

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Longleat house, em Wiltshire

O diabo do Passos

“Se a DBRS emitir um downgrade no próximo mês“. Eis o programa da direita.

Joseph Stiglitz sobre Portugal e o euro

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Em entrevista à Antena 1, o economista norte-americano Joseph Stiglitz explicou ao jornalista da Antena 1, Frederico Pinheiro, que não existem condições políticas na Europa para se fazerem as reformas necessárias. Stiglitz refere que é melhor para Portugal sair do euro. [Antena 1]

  • As fragilidades do euro e os problemas por ele criados.
  • A ausência de vontade política para se adoptarem soluções.
  • Os preconceitos alemães e os diagnósticos errados.
  • As consequências da austeridade.
  • A saída do euro como mal menor e a reestruturação da dívida
  • As agências de rating e as ajudas à banca.

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Miragens no deserto

Santana Castilho *

A análise dos contributos que o sistema de ensino projecta na sociedade portuguesa é complexa e varia com as perspectivas, técnicas ou políticas, dos observadores. Mas há dados que são incontornáveis. Tendo a OCDE por fonte (Education at a Glance), Portugal tinha, em 2014, 57% da sua população com o 3º ciclo do ensino básico ou menos, enquanto a média da OCDE se cifrava apenas em 21%. Apesar disso, foi no sistema de ensino que a política de austeridade do anterior Governo provocou maior destruição, sem que o actual tenha revertido a situação (no OE para 2016 estão inscritos, para o ensinos básico e secundário, ainda menos 149,9 milhões de euros, relativamente ao que foi gasto em 2015).

Por outro lado, as Estatísticas do Emprego (INE) mostram que, entre 2007 e 2015, foram extintos 1 milhão e 378 mil postos de trabalho para os detentores de habilitação igual ou inferior ao 3º ciclo do ensino básico, face à redução global de 621.000 empregos. Significa isto que os mesmos postos de trabalho, que antes eram ocupados pelos menos qualificados, foram preenchidos por trabalhadores com maior habilitação. Ganhando estes mais? Não, ganhando menos, já que a remuneração média em Portugal diminuiu 24,5 euros de 2011 para 2014 (Boletim Estatístico do GEP do Ministério da Economia). Conclusão: os patrões aproveitaram a crise para substituir menos qualificados por mais qualificados, pagando menos.

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Pulhices à moda do Correio da Manhã

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Incansável na exposição dos mais variados esquemas de manipulação da opinião pública, a página Os truques da imprensa portuguesa apresenta-nos hoje um caso em que o Correio da Manhã procura enfiar Jerónimo de Sousa no mesmo saco onde pontificam as mais variadas sanguessugas do bloco central. A peça versa sobre políticos reformados antes do 50 anos, alguns dos quais, com menos de 40 anos, a receber subvenções vitalícias, grupo no qual não se inclui o líder do PCP, que ainda assim foi escolhido para ilustrar esta manifestação de jornalismo de sarjeta. [Read more…]

Dispensados de apresentar os documentos comprovativos dos fatos?

Proctor: Aye, that’s the truth of it, Rebecca.

Mrs. Putnam: This is no silly season, Rebecca.

— Arthur Miller, “The Crucible“

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Dispensados de apresentar os documentos comprovativos dos fatos? Exactamente: «dispensados de apresentar os documentos comprovativos dos fatos». Quantos fatos? Muitos fatos. Quando? Hoje. Onde? No sítio do costume.

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Debater… Concursos de Professores

debater-escola-publica-e1467571337416Agora que o mês de Agosto se foi e com ele o único momento do ano em que os professores podem gozar os seus dias de férias, podemos voltar ao debate em torno da Escola Pública. Para este mês trazemos à antena o tema dos concursos de professores.

O enquadramento é desnecessário porque todos os leitores estão fartos de ouvir falar destas coisas e não me custa a acreditar que todos terão na cabeça esta pergunta: não é possível colocar os professores nas escolas sem que a confusão seja a norma?

Vamos começar por referir que o interesse maior da Escola Pública são os alunos e não os professores. Ou seja, o concurso de professores terá que ser um mecanismo de gestão de recursos humanos que permita o melhor ambiente escolar para os alunos. E há duas ou três exigências básicas:

  • Professores colocados a tempo e horas nas escolas;
  • Relação professores / alunos tão estável quanto for possível.

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Postal da Festa do Avante (único)

Não há Festa como esta?

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Quando era miúda e morava em Lisboa ia religiosamente à Festa do Avante. Era perto e dava para ir lá só umas horas, ver os concertos. Não me lembro de passar lá dias inteiros. E tinha boas memórias daquilo. Talvez porque não passei lá nunca dias inteiros. Há dois anos, talvez 25 anos depois da minha última ida ao Avante, voltei lá. Desde que estou em Aveiro confesso que nunca mais me ocorreu (ainda por cima a tão poucos dias de começar o 1º semestre e imediatamente depois das férias de verão) voltar lá.

No dia inteiro que passei na Festa do Avante há dois anos, choveu copiosamente. E lá fiquei eu, um dia inteiro, com os pés na lama, sem sítios para me abrigar, apenas um chapéuzito de chuva pequenino que, à cautela, levei comigo. Não foi uma boa experiência, confesso. Tenho um problema, talvez grave, gosto pouco de transpirar e menos ainda de me sujar. Talvez isso faça de mim uma ‘capitalista’, talvez apenas uma pessoa ‘da esquerda caviar’. Não interessa o que me chamem por causa deste meu problema grave. A verdade é que gosto pouco de me sujar, de sítios sujos, de transpirar e, exceção feita às manifestações, gosto pouco de grandes ajuntamentos. Também não sou comunista, quero dizer, comunista do PCP, e talvez isso ajude a que seja incapaz de compreender ‘o espírito’ daquilo. Principalmente, repito, a sujidade. Há dois anos, talvez por causa da chuva, não reparei tanto no lixo. Também não estava tanta gente como este ano. Como fui de boleia, não reparei igualmente no problema do estacionamento. Mas lembro-me bem da sujidade das casas de banho. Da água pelo chão, misturada com terra, das sanitas imundas, dos montes gigantes de papéis sujos. É preciso ser malabarista (e isso com um corpo funcionalmente diverso é bastante difícil, acreditem em mim) para se poder usar algumas daquelas casas de banho, naquelas condições. Se há dois anos foi fácil controlar a necessidade de ir à casa de banho… bebendo menos água, este ano isso foi impossível. Há dois anos ‘jurei para nunca mais’.

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Ao cuidado do CDS-Madeira

PPNM

O líder do CDS-PP Madeira está preocupado com a comunidade portuguesa madeirense residente na Venezuela, vai daí, com acusações de passividade à mistura, incitou o governo regional a trabalhar num plano para preparar o regresso das centenas ou até milhares de emigrantes naquele país. Parece-me sensato, mas mais sensato seria se António Lopes da Fonseca, lider centrista madeirense, pegasse no telefone e desse uma apitadela a Paulo Portas, um tipo irrevogavelmente impecável, que até se mexe bem para aqueles lados e é de abraço com o Maduro. Ele vai lá, e, habilidoso como é, cria uma ponte aérea para a diáspora e ainda vem de lá consultor da PDVSA. Quem sabe não fica mesmo do outro lado do Atlântico. Ficávamos todos a ganhar.

Foto: Correio da Venezuela

Bilhete do Canadá – Um debate para não esquecer

Um dia destes a RTP transmitiu um debate entre João Soares e um tal Luvualu, apresentado como embaixador itinerante para limpar a imagem do governo de Angola, (bem) moderado por Ana Lourenço. Foi, a vários títulos, um debate que fica para memória futura.

João Soares, Ana Lourenço, António Luvualu

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Mais uma pérola para a posteridade. Por Pedro Passos Coelho

PPC

Nesse manancial de pérolas, contradições e trapalhices que é a “universidade” de Verão da JSD, Pedro Passos Coelho brindou-nos com um novo momento de humor, ao nível da palermice da passada semana. Disse o deputado, perante as suas camadas jovens em êxtase:

Prefiro salvar o país do que salvar a pele.

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Profetas da desgraça de costas voltadas

Atropelos, desconcerto e ausência de entendimento para as Autárquicas. Longe vão os tempos da harmonia pafiosa. Entendimentos só mesmo em matéria de catastrofismo.