De Que Feriados Eu Abdicaria?

O Público está a perguntar aos seus leitores de que feriados abdicaria “a bem da Nação” (digo eu).
Mas, antes de pedir respostas, não seria bom perceber se os portugueses sabem o significado e a razão de existir de feriados tais como “Corpo de Deus”, Assunção de Maria”, “Imaculada Conceição”?

Eu, confesso, não sei.

Retrato do artista quando idoso

Romântico.

Estação do Pocinho, 1972

Comboios de via larga e via métrica na estação do Pocinho, por Paul Brysn.

Coimbra XVI

Uma questão de baixeza

O Secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, terá dito hoje que “em termos relativos, o salário mínimo não é realmente baixo em Portugal”.

Nem me importa saber quais são os estudos em que se baseia semelhante afirmação. Nem sequer a valia académica ou certeza objectiva dos mesmos.

O que eu valorizo mais é a pena que tenho de não se poder conceder, a quem afirma tal coisa, a oportunidade de provar no plano real as afirmações que faz. Ou seja, dar a oportunidade a Pedro Martins de viver com o salário mínimo.

Não tardaria que fizesse de tais estudos o uso reciclado de papel higiénico. Até mesmo por necessidade.

Já agora, a notícia era comentada com o facto de ter havido deputados que deram gargalhadas perante tal afirmação. É espelho de quem se diz representante do povo na casa da democracia: não deviam ter rido, mas, sim, vaiado. Porque a miséria não admite graças.

Imposto de circulação: as distracções pagam-se caro

Em Fevereiro de 2008, a cobrança mensal do imposto único de circulação, antigo imposto de selo, foi adiada pelo Governo devido a problemas informáticos. Milhares de contribuintes acotovelavam-se então nas Repartições de Finanças para tentar, sem sucesso, efectuar o pagamento.

Três anos depois, o Fisco está a intimar toda essa gente a pagar 15 euros de multa pelo pagamento fora do prazo.

É curioso: o Ministério das Finanças adiou o prazo de pagamento, mas agora quer cobrar multa a quem pagou dentro do novo prazo. Como dizia aqui no Aventar o Jorge Fliscorno, as datas de pagamento estão informatizadas mas a informação de quem pagou a multa, não.

Das duas, uma: as Finanças têm razão e houve contribuintes que se esqueceram de pagar na devida altura ou as Finanças distraíram-se e não inseriram nos computadores os nomes dos que pagaram quando deviam. Partindo da segunda hipótese, podem as Finanças ter caído na tentação de cobrar mais uns dinheiros a alguns contribuintes distraídos ou suficientemente desorganizados para não saberem onde deixaram a porcaria do comprovativo.

 Leituras adicionais:

Prorrogado pagamento do imposto único de circulação até 25 de Fevereiro

Ministro das Finanças nega novo adiamento para o imposto de circulação automóvel

Imposto automóvel adiado

 

Era uma vez um país muito muito pobre

Há muito pouco tempo, num país muito muito perto, os governantes disseram que o país só ficaria rico se os seus habitantes ficassem cada vez mais pobres, tal como já tinha feito um outro governante do mesmo país que andava sempre de botas e que acabou por cair de uma cadeira.

Esses governantes já tinham sido governantes e eram amigos de outros que também já tinham sido governantes. Como eram muito comilões, passaram anos a comer o que era deles e, sobretudo, o que era dos outros. Também deram de comer aos amigos e aos amigos dos amigos. Um dia, descobriram que a comida tinha acabado e puseram a culpa nos habitantes.

Os governantes começaram, então, a tirar tudo aos habitantes do país, e disseram que os habitantes tinham sido uns privilegiados e que, agora, precisavam de aprender a viver com menos ou que até deviam pensar em ir para outros países ou que era uma sorte perderem apenas quase tudo o que tinham, porque é melhor do que perder tudo o que tinham.

Como os habitantes não estavam habituados a contrariar governantes, vieram grandes fomes e doenças. Os habitantes que se revoltaram não eram ouvidos ou eram calados. Muitos habitantes morreram, porque os médicos deixaram de tratar os que não tinham dinheiro para pagar os tratamentos. Outros habitantes passavam tanta fome que chegaram a beatificar o bolor de um pão encontrado no lixo. Outros fugiram para países distantes, onde aprenderam a ler de tal maneira que perceberam que não podiam voltar para o país deles.

Ao fim de alguns anos, deu-se o milagre: os habitantes que ainda estavam no país ficaram muito pobres e agradecidos. O país estava, agora, muito muito rico.

O amor não tem idades, nem limites

Nesta novela de quem ganha mais, público ou privado, e perante o remorso do Tomás Belchior por me ter empurrado para os braços de Manuela Ferreira Leite, confesso que não reparei e sinceramente a senhora não faz o meu género por razões que me abstenho de divagar mas em nada se prendem com a idade. Digamos que foi apenas um beijinho.

Mas como troquei com o Tomás umas ideias sobre um célebre estudo da Capgemini, do qual só se conheceria uma nota do Correio da Manhã, lamento pela minha parte se o vejo muito enleado com o ex-ministro Teixeira dos Santos. É que nos idos de 2006 houve uma troca de palavras entre o ele e o então deputado Eugénio Rosa, que o Diário de Notícias narrou assim: [Read more…]

Que é da Democracia?

Um Primeiro-Ministro de um país declara, talvez demasiado tarde, provavelmente sem convicção, quase certamente por calculismo, que é necessário fazer um referendo para que os cidadãos desse país, independente, possam decidir sobre a sua vida, exercendo o conteúdo de uma palavra inventada pelos seus antepassados.

Num outro país com quem a Europa tem dívidas que nunca poderá pagar, um Primeiro-Ministro, que sempre preferiu ser Bórgia a ser Cícero, foi obrigado a sair do poder, após anos de escândalos, como, por exemplo, o de ser dono de jornais e de televisões e de um clube de futebol.

Um terceiro país desperdiçou a oportunidade da Democracia para se transformar numa pátria, depois de ter desperdiçado meio século a acentuar um atraso que ainda está a pagar.

A Europa, que já foi raptada por um deus grego, está hoje sujeita a gentinha sinistra como Merkel, Sarkozy ou Barroso, gente para quem a Democracia é um adorno, ou seja: pode-se usar, desde que não atrapalhe. Percebe-se, então, por que tanto aplaudem Primeiros-Ministros que não foram eleitos. Provavelmente, aplaudem porque não foram eleitos.

Os governos desses três países procuram cumprir à risca as ordens da gentinha sinistra, ignorando, naturalmente, os interesses dos cidadãos do seu próprio país, até ao dia em que estes acordem e se lembrem do verdadeiro significado de uma palavra inventada há mais de dois mil anos.

Empresas sociopatas

Público on-line - clique na imagem para obter o artigo

Esta história da engenharia financeira usada como forma de fugir aos impostos afigura-se-me como qualquer coisa fundamentalmente injusta. Afinal, se os lucros são obtidos num determinado local, sob um conjunto de regras de negócio previamente estabelecidas, usufruindo dos recursos humanos e materiais desse local, apenas seria justo que esses impostos fossem pagos no sitio onde os lucros são gerados.

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A Vítor Gaspar soletrado em três palavras: filho da puta

Trata-se de intervenção do ministro da Economia, que estaria a submeter ao colectivo medidas de intervenção na economia. Terminada a exposição, o ministro Vítor Gaspar afirmou seca e cortantemente: “Não há dinheiro”. Mas Santos Pereira insistiu; e então o ministro das Finanças retorquiu-lhe apenas: “Qual das três palavras é que não percebeu?”. É, efectivamente, um bom número, mas que revela três coisas inquietantes: a pesporrência de Vítor Gaspar, a falta de respeito dele para com o PM e a incapacidade deste para meter na ordem o seu ministro das Finanças.

Magalhães e Silva citando Maria João Avillez

E em filho da puta, qual será a palavra que Vítor Gaspar não percebe?

A epistemologia da infância: ensaio de Antropologia da Educação

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O falecimento de Celso Costa, em 18 de Outubro deste ano, fez-me lembrar das nossas conversas e dos trabalhos partilhados com a sua mulher, Maria Luiza Cortesão, desde 1984, em Alfândega da fé. Este original ensaio, é dedicado a ela dedicado a ela, Luiza. Entre os Zuzarte Cortesão, se escreve de forma tradicional.

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Com Monti no governo italiano, a música será outra?

Mário Monti e o governo italiano
Vittorio Monti e as Csárdás

Dançar com(o) os gregos

Em vez de estarmos preocupados em não sermos como os gregos, deveríamos estar mais preocupados em ser europeus, ou seja, solidários, evoluídos, civilizados, enfim, democratas, aprender a dançar sem pisar os pés do parceiro.

Filha-da-Putice (versão ilustrada)

Saiu dia 11 do corrente no Diário da República.

Sacrifícios? – o povo que sa fôda…

Auktyon

Já aqui escrevi sobre os AuktYon, a banda indie russa de Leonid Fjodorov.  Hoje descobri que têm um novo álbum, Top de seu nome, o que já era uma boa notícia a que se acrescenta uma ainda melhor: é possível ouvir e descarregar o disco na sua página Facebook.

Este vídeo não é deste álbum, mas de uma actuação ao vivo de Leonid Fedorov interpretando uma cantiguinha chamada Portugal (ou portugueses, os tradutores automáticos não dão para tudo).

Supondo que o homem andou por estas bandas, aposto em como ouviu Pop DellArte.

As duas faces da moeda: a “oculta” e a “ocultada”

Dias LoureiroCavaco Silva, há tempos no ‘Expresso’, inspirou-se na Lei de Gresham, de Sir Thomas Gresham (1558), utilizando-a como metáfora para sustentar que os “maus” políticos acabariam de ser expulsos pelos “bons”. Do escrito, depreendia-se que a tese da proscrição se aplicava, então, a Pedro Santana Lopes, hoje Provedor da SCML por escolha de Passos Coelho.

Cavaco, se original no uso da metáfora, foi plagiado, nestas histórias monetárias, pelo ‘Sistema de Justiça Português” que baptizou de ‘Face Oculta’ o processo de investigação e acção judicial, envolvendo o sucateiro Godinho, Armando Vara, os Penedos, pai e filho, e outras figuras conectadas com o PS – o próprio Sócrates, até agora não pronunciado, é alegadamente protagonista de escutas suspeitosas.

Temos, pois, a moeda de ‘Face Oculta’, mas como a circulação da “má moeda” é intensa no espaço do “centrão”, entre a diversidade de operações duvidosas e correntes, existe uma outra, a do caso BPN, à qual, auxiliados pela imaginação dos investigadores e outros agentes do aparelho judicial, damos o nome de ‘Face Ocultada’.

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Pull Up Those PIIGS! Gotta save our banks!

Martha Rosler e o seu filho, Josh Neufeld, decoraram assim um edifício em Berlim, onde Marta se encontra numa residência artística.

É certo que o trabalho foi comissionado por uma organização alemã e está na Alemanha, mas daí às legendas com que tem sido brindado entre nós vai uma certa distância. Estas coisas googlam-se, até porque se tivesse sido feito por alemães o texto não apareceria em inglês e a lona estava mais esticadinha.

Como trabalho de street art tem a sua graça, mas é fraquinho.


Post Scriptum: como não podia deixar de ser no artigo de Josh de onde retirei esta informação aparece um comentador tuga que não percebeu a ironia e acha que Cristovão Colombo nasceu em Portugal.  Tristeza.

O presente, essa grande mentira social. VIII – Conclusões. A recriação de Durkheim e Mauss

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Era o começo. Era a incerteza. Diz Maurice Halbwachs[1], colaborador e discípulo de Durkheim, da equipa do Année Sociologique, que, enquanto andavam um dia por Paris, passaram em frente da catedral de Notre Dame e diz Durkheim, “é disso que eu preciso, um púlpito para falar”. Apesar de não ser religioso e confessar o seu ateísmo, a formação judaica nunca abandonará Émile Durkheim. [Read more…]

Olá Itália, acabou um pesadelo, começa outro

Já se foi Berlusconi. Não que resolva o assunto: por mais técnico e de unidade nacional que seja o novo governo os mercados, ou seja a especulação, já marcaram a Itália que agora fica refém de Merkozi, ou seja, tá tramada. As hienas não largam as presas. O último dos PIIGS tem o destino traçado, e desta vez a Europa vai mesmo atrás. A coisa promete, mas verdade seja dita, quanto mais depressa formos todos ao fundo mais depressa virá a possibilidade de dele sairmos, se é que vem.

A democracia no seu melhor. Demetrio Stratos já o cantava nos anos 70: [Read more…]

Coelho, o mobilizador de manif’s

Passos Coelho e Cristas na GolegãPedro Passos Coelho – com gravata e em desrespeito pelas instruções da ministra Cristas para dispensa do acessório – esteve na Golegã na Festa Nacional do Cavalo. Ignoro, e nem me interessa, se comeu castanhas e provou jeropiga ou água-pé. Sei sim, porque assisti nas TVS, aqui e aqui, que, com a hipocrisia em que o Primeiro-Ministro é hábil, afirmou:

Em democracia, faz parte da regra que as pessoas se possam manifestar. Era o que faltava que as pessoas não pudessem demonstrar o seu descontentamento e o facto de estarem algumas até indignadas com a situação a que chegaram, é perfeitamente normal.

Porém, antes de se calar, rematou em tom de ameaça velada:

O caminho que temos de seguir é de muito trabalho e afinco. Apelo a todos que se mobilizem para defender o país e menos para paralisar o país ou tornar ainda mais difícil a nossa missão.

“Não somos como os Gregos, somos, sim, um povo de brandos costumes”, falado ou escrito, argumentam à exaustão sábios comentadores e politólogos, com lugar cativo em jornais e, sobretudo, nas televisões.

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Mais uma esquerdista que andou a ler “estudos” da CGTP

Com efeito, o argumento de que a redução de salários na administração pública é um mal menor quando comparado com a possibilidade de despedimento, ou a de que os vencimentos da função pública são, em média, superiores aos do sector privado – o que não é verdade -, ou sugerindo que se poderiam dispensar dezenas de milhares de funcionários públicos ou baixar-lhes os vencimentos sem consequências para as populações é arrasador para a imagem e para percepção do valor do contributo dos funcionários públicos. (…)

Receio, por isso, que o dano causado na opinião pública pelos argumentos apresentados seja superior ao causado pela própria medida.

Manuel Ferreira Leite, Expresso, 12-11-11

Aguarda-se a reacção indignada de Tomás Belchior, que certamente encontrará uma relação laboral entre a antiga dirigente do PSD e a CGTP, ou pior. Desconfio que a senhora estudou em Moscovo na década de 60.

Actualizando: Não veio um Belchior, insurgiu-se um Arroja, invocando o Teorema Central do Limite. No limite já faltou mais para convocarem Nossa Senhora de Fátima que terá do alto de uma azinheira assegurado aos pastorinhos ser o salário dos funcionários públicos 17% superior aos do privado.

Ao que isto chegou (2)

Actualização: Acabo de ouvir na SIC que o fisco está a fazer isto a todos que pagaram via net com atraso. É o rapa-o-tacho em todo o seu esplendor.

É a segunda vez que a Repartição de Finanças de Queluz me escreve a pedir para pagar multas referentes a actos passados. Na primeira vez, no ano passado, queriam que eu pagasse uns 50€ mais juros de mora porque em 2007 entreguei o IRS fora de prazo. De recibo de pagamento da multa na mão, lá fui às finanças provar que estavam errados, algo que prontamente o funcionário aceitou com uma lacónica “nessa altura ainda não tínhamos os registos de multas informatizados”. Agora querem que pague 15 € de multa porque em 2008 paguei o antigo imposto de circulação fora de prazo. Lá terei que vasculhar os recibos para, novamente, provar que não sou eu quem está errado.

Vejo neste procedimento um certo padrão de, ciclicamente, fazerem uma pesquisa nas suas bases de dados para verem quem pagou algo fora de prazo e de lhes mandarem a multa. Aparentemente, as datas de pagamento estão informatizadas mas a informação de quem pagou a multa, não. Que conveniente.  E nem sou caso único, já que, comentando com outras pessoas, ouvi relatos semelhantes. Deve ser uma abordagem lucrativa, pois haverá sempre uns quantos que, na sua ingénua confiança no Estado, não guardaram o recibo.

Outro aspecto é a nossa cultura na administração pública de se assumir sempre que as pessoas vão mentir. [Read more…]

A Diáspora Grega

Carta do Canadá, Fernanda Leitão

O ramo canadiano do Conselho Mundial Helénico está a desdobrar-se em intensa actividade para participar da recolha de fundos em todas as comunidades gregas espalhadas pelo mundo, com o objectivo de ser paga a dívida externa do país e, assim, o salvar da sujeição a que parece condenado pelo clube, europeu e dito democrático, a que pertence. Convém adiantar sem perda de tempo que, segundo decisão do Conselho Mundial, os pagamentos serão feitos directamente ao FMI, BCE e UE. Portanto, o dinheiro não passará pelas instâncias oficiais gregas, o que diz de forma eloquente do cepticismo dos seus emigrantes. Entendem, e bem, que a pátria tem de estar acima das engrenagens partidárias. E com esta tomada de posição dão uma bofetada de luva branca nos milionários gregos que, como acontece com milionários doutros países, apenas se preocupam em pôr o seu dinheiro nos paraísos fiscais, sem o menor respeito pelo seu povo.

Por alguma razão se diz que a pátria da burguesia é a carteira, já que até com as crises dos países mais aumenta património e contas bancárias. Se o Conselho Mundial Helénico conseguir prestar este serviço ao seu país milenar, berço da democracia e da civiização ocidental, será fácil antever a tremenda força com que ficará junto do seu povo e a mudança que se operará na cena política.
 
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E os comunas dão injecções atrás da orelha aos velhinhos

Ramiro Marques, tanto quanto sei, é professor na Escola Superior de Educação de Santarém. Durante os governos de Sócrates, usou o seu blogue para atacar duramente as políticas educativas de Maria de Lurdes Rodrigues e de Isabel Alçada e fez-se fotografar sorridente nas várias manifestações dos professores. Apesar de não gostar da sua escrita, a fazer lembrar o simplismo de José António Saraiva nos editoriais do Expresso, a verdade é que dei por mim, várias vezes, a coincidir com algumas das suas posições, ou não parecêssemos estar do mesmo lado da barricada, a favor de um ensino de qualidade e do respeito pela profissão docente.

É certo que o simplismo – ia a dizer, a infantilidade – de Ramiro Marques levava-o, por vezes, a deixar escapar afirmações sectárias em que confundia incompetência ou má-fé com socialismo ou com esquerda, duas coisas com que o Partido Socialista nada teve a ver. Pelo caminho, lá ia defendendo, sempre de modo muito básico, os ideais americanóides da livre escolha e da concorrência entre escolas e outras panaceias paraneoliberais que resolveriam todos os problemas da Educação em Portugal.

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11.11.11, data terrível

Cavaco foi à Casa Branca, não há vacas no país dos cowboys

– Não fizeram o seu trabalho, desabafou a Paulo Portas.

Ambos saíram com saudades das feiras da lavoura onde estas coisas nunca acontecem. Muuuu.

O presente, essa grande mentira social. VII – Sociologia económica

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1. Antecedentes.

Espera-se que um Antropólogo da Economia fale, apenas, da etnografia de povos além da sua cultura e não da interacção social da economia que orienta a sua própria cultura. Mas, se queremos entender esse processo, é preciso entendermos o que é a Sociologia Económica. Uma temática que tem a ver com três conceitos: o de opção e o de maximização ou teoria da acção sociale, principalmente, [Read more…]

“Vale a pena comprar acções do BCP”, dizem eles

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Fonte: www.BolsaPT.com

O ‘Field Marketing’ é uma disciplina, de inspiração anglo-saxónica, composta de várias áreas e técnicas para estudo, informação e promoção de produtos e serviços, com a finalidade de optimizar vendas e a satisfação de consumidores.

Uma das modalidades utilizadas designa-se ‘cliente-mistério’. Consiste em alguém, fazendo-se passar por cliente, realizar uma auditoria ao comportamento de um profissional de determinado estabelecimento, independentemente do ramo de actividade – restauração, vestuário, produtos tecnológicos, bancos, seguros e outros.

O ‘Diário Económico’ realizou uma operação de cliente-mistério para saber “o que os bancos recomendam aos clientes”. À pergunta se valeria ou não a pena investir na bolsa, um funcionário do BCP foi assertivo: “Vale a pena comprar acções do BCP.”

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Porque será que não temos ninguém em Portugal, a falar assim?

Isto só pode acabar mal … Muito mal!

Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e da Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.