
Nós também, camarada Henrique, nós também.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Adoro ver os ressabiados a estrebuchar nos seus blogues e jornais financiados pelas elites. Eles precisam – é também para isso que lhes pagam – a todo o custo, que o acordo à esquerda se desfaça, nem que isso custe o aprofundar da ruína pelo qual os seus caciques tanto lutaram durante mais de quatro anos. Afinal de contas, só assim poderão voltar a sonhar com as suas avenças e luvas, com os seus tachos em ministérios e secretarias de Estado e com as suas viagens em comitivas governamentais, aproveitando os recursos do Estado para potenciar os seus negócios enquanto se indignam em longas crónicas contra a heresia da intervenção estatal. Não são hipócritas. É apenas malta que acredita na exploração da maioria por uma minoria privilegiada, pela qual tantos ânus lamberam e continuam a lamber. [Read more…]

«Stagecoach” (1939)
Certa mãe de um adolescente queixava-se a uma amiga que, para chegar à sua nova escola secundária, o filho tem agora de passar por uma rua onde há senhoras. “Daquelas. Sabes? Das de má vida.” E que as senhoras não se metem com o rapaz, mas dão mau aspecto à rua. Carregava muito na palavra “senhoras” e fazia um trejeito amargo com os lábios para que se percebesse que dizia “senhoras” para mostrar que ela o era, as outras é que não.
A amiga solidarizava-se com aquela angústia. Realmente. Nem devia ser permitido tão próximo de uma escola. Deviam estar lá num bairro delas, como na Holanda. Sabes que na Holanda é assim, explicava, elas estão proibidas de sair dali. Têm cada uma casinha, com uma lanterna à janela, podem ir para a montra, para se mostrarem, mas não podem sair dali. Era o que faltava andar a rondar as escolas, isso é que era bom. Ia logo tudo para o xilindró. [Read more…]

Amadeo de Souza-Cardoso, Caricatura de Emmérico Nunes (1909)(http://bit.ly/1sHl6FW)
Chacun, là-haut, sait mieux que le matador ce qu’il conviendrait de faire en bas. En outre, comme chez tous les publics, la critique prouve l’intelligence et l’enthousiasme se verse au compte de la crédulité, de la naïveté, de la bêtise.
— Jean Cocteau, “La corrida du 1er mai”
Lembra-me um sonho lindo, quase acabado
Lembra-me um céu aberto, outro fechado
Estala-me a veia em sangue, estrangulada
Estoira no peito um grito, à desfilada
***
Os leitores do Aventar conhecerão certamente a seguinte afirmação de Santana Lopes:
Não será, contudo, todavia ou até mesmo porventura, o caso do jornalista que entrevistou o autor desta afirmação, ainda por cima, produzida em artigo escrito para o jornal em que a entrevista foi publicada. Efectivamente, uma vez que na entrevista nenhures se vislumbra qualquer referência à afirmação de Santana Lopes, o autor terá perdido, [Read more…]
Eis um delicioso clip do canal britânico ITV sobre o Euro 2016. Poderia perfeitamente ter sido feito pelos frogs, como montra dos encantos franceses. Mas, afinal, teve origem nos rosbifs, numa prova de fair play. A canção original completa, de Charles Trenet, pode ser escutada aqui.
Já que estamos no contexto da bola, aproveito para deixar um desabafo sobre a selecção. Gostava que esta mostrasse a audácia que tenho observado em outras equipas, que arriscam, mexem-se e chegam à baliza do adversário, em vez de andar em passinhos no meio campo, o que dá muita posse de bola, mas sem apresentar perigo. E já agora, que o “comentário de luxo”, como lhe chamaram os próprios comentadores da RTP, fosse menos luxuoso e mais ao estilo da BBC Sport, com análises gráficas, até no intervalo do jogo, e com ex-jogadores a analisarem a táctica e a técnica. Mas isto sou eu que nem ligo ao futebol, isto é, não mais do que um a bom jogo de ténis ou de snooker.
A análise do Laboratório de Ciências da Comunicação do ISCTE-IUL aos comentadores «residentes», nas televisões em Portugal revela que o partido com mais comentadores e que, simultaneamente, são militantes partidários é o PSD:
A análise realizada encontrou 27 espaços de comentário «fixo» de militantes partidários. O PSD tem 11 espaços de comentários fixos, o PS tem 7, o BE tem 4, o CDS-PP tem 3, o PCP e o L/TDA [ Livre/Tempo de Avançar] têm um cada. [European Journalism Observatory, 12 de Maio de 2016]

Lava-Jato faz cair terceiro ministro brasileiro. Agora é esperar pela reacção igualmente excitada da direita nacional.
Recordando:
ADSE: «(…)o Tribunal de Contas refere que, em Setembro de 2015, a ADSE usou excedentes gerados em 2014 e receitas próprias de 2015 para pagar mais de 29 milhões de euros ao Serviço Regional de Saúde da Madeira que resultou da utilização de unidades de saúde por beneficiários da ADSE entre 2010 e 2015. O Tribunal considera que dois secretários de Estado do anterior Governo “comprometeram dinheiros da ADSE para fazer face a uma despesa que é do Estado e que devia ter sido satisfeita pela dotação orçamental do SNS.”»
CGD: “A Caixa Geral de Depósitos tem, pelo menos, 1.300 milhões de euros em risco no resgate ao Novo Banco.”
O BES foi só mais um prego entre os tiros que o antecederam (p.ex. BPN) e que lhe sucederam (p. ex. BANIF). Um mealheiro do bloco central.
Quando eu era miúdo, vivia convencido de que era um dos melhores jogadores da minha rua, o que era verdade, porque não havia assim tantos miúdos na minha rua. Na realidade, tinha uns pés jeitosos, o que me valia umas marcações mais duras que me assustavam e/ou irritavam, levando-me a críticas azedas aos adversários, seres horríveis que não me deixavam driblar à vontade ou mostrar a minha esplendorosa visão de jogo. No fundo, não estava muito acima das criancinhas que ficam zangadas com as mesas contra as quais se magoaram, porque a culpa só pode ser da mesa.
Crescer, na minha opinião, não implica, infelizmente, corrigir os defeitos, mas obriga, no mínimo, a saber disfarçá-los. Quando se é uma figura pública e influente, essa obrigação torna-se mais premente. [Read more…]

Já tinha reparado nisso e agora confirmo que é geral.
Fazer um pagamento com cartão tornou-se ligeiramente mais complexo. Agora, antes de inserir o código, é preciso escolher o canal através do qual será feita a transacção. É indiferente para os clientes, mas há custos diferenciados para os comerciantes. [Jornal de Negócios]
O diabo está nos detalhes, tal como se constata neste caso. Agora, com os novos terminais de pagamento multibanco, antes de inserir o código passou a ser preciso escolher a rede de pagamento, se VISA (ou outra internacional), se MULTIBANCO. Por omissão, e aqui está o detalhe, a rede é a VISA (ou outra internacional). Para mudar, sabendo-se que se pode mudar, o que não é óbvio para quem está habituado ao verde – código – verde, é preciso carregar numa tecla de cursor e, só depois, é que começa a sequência verde – código – verde. Portanto, quem fizer como sempre, estará a pagar via rede VISA (ou outra internacional). Se bem que para quem paga não deverá haver diferença, já para o comerciante significará uma comissão bancária bem superior.
Se esta mudança tivesse sido desenhada para ter impacto nulo, então a opção pré-seleccionada seria o pagamento a rede MULTIBANCO. Como não é o caso, há a suspeita de se estar perante um truque para cobrar mais dinheiro aos comerciantes.
Vamos agora esperar, sentados, pela intervenção do Banco de Portugal para acabar com este novo truque para sacar dinheiro à conta do desconhecimento ou inércia dos consumidores. Até lá, já sabe, agora a sequência de pagamento passa a ser seta para baixo – verde – código – verde. Sempre que possa, use-a e, já agora, passe esta informação.
Adenda 1 (17/6/2016): Os cartões afectados são os que tenham modo “híbrido”, em que o cartão de débito passou a ter crédito associado. São uma inovação da banca que, há algum tempo, gerou polémica (ver estes artigos: 1, 2).
Adenda 2 (21/06/2016): Finalmente, a SIBS esclareceu a questão. O post foi actualizado para reflectir que em causa está a escolha do pagamento via rede VISA (ou por outra rede internacional) ou, como segunda opção, pela rede MULTIBANCO. A SIBS sublinha que a alteração não tem custo para o cliente, o que nunca esteve em causa, mas é omissa quanto aos custos para o comerciante.
… não atira pedras. O Luis M. Jorge explica.
Não ligues, Rui. E parabéns.
Com uma Constituição que consagra a escola pública, resulta estranho que no próximo dia 18 esteja agendada uma manifestação para a defender. Todavia, motivações financeiras e ideológicas, que foram crescendo com forte protecção governamental desde 2011, criaram agora, com o apoio natural da Direita e com o envolvimento menos usual da Igreja, uma agitação social e política que a justifica. Com efeito, a reivindicação foi exposta e o discurso assinado: a escola privada teria um direito natural a ser financiada com o dinheiro público, chegando-se a admitir que a escola pública poderia fechar para que a privada sobrevivesse e continuasse. Assunção Cristas, que não pode desconhecer, por formação académica e responsabilidade política, a imposição constitucional de criação de uma “rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população” (artigo 75º da Constituição da República Portuguesa), defendeu o encerramento da escola pública em benefício da escola privada. Fê-lo sob pressupostos, é certo. Mas fê-lo para garantir a tença aos empresários da educação e com desprezo pela Constituição, da qual pode discordar mas à qual deve obediência como deputada da nação. O que está em causa é pois a necessidade de proclamar um “não” cívico claro, como resposta à pergunta que encima este artigo. [Read more…]
Anda tudo com a pita aos saltos só porque demos 7 à Estónia. Mais um bocado e seremos campeões da Europa.
Convém não esquecer que somos uma merda de um país, governado por um primeiro-ministro que manda os portugueses emigrar e, no que à Selecção diz respeito, dirigido por um dos piores treinadores da nossa história mas que, voilá, faz parte da carteira do super-agente Jorge Mendes. Alguém cuja maior façanha, ao longo de 20 anos de carreira, foi perder um Campeonato Nacional para o Boavista tendo ao seu serviço jogadores como Vítor Baía, Deco, Capucho, Drulovic ou Jardel.
Quando escrevo, estamos a ganhar aos mancos da Islândia. Uma equipa que não tem vedetas nem vedetinhas de um país que vai dando lições. É possível que ganhemos. É até possível que, com a matéria-prima ao dispor, consigamos chegar longe. O que não mudará nada do que escrevi antes.
Desmontar a propaganda nunca é fácil. Por reduzir a realidade a mensagens simplistas, torna-se necessário recuperar a totalidade dos factos para se descobrir a careca. [Read more…]

O “daesh” está a transformar-se numa espécie de franchising internacional para toda a espécie de psicopatas, oferecendo validação religiosa e moral para toda a sorte de psicóticos narcisistas. Por vezes, estes são tão alarvemente estúpidos – como acontece no assassino de Orlando – que se assumem simultaneamente inspirados pela Al-Qaeda, pelo Hezbollah e pelo Daesh, ignorando que estes movimentos são inimigos entre si.
Houve um tempo em que se discutiu a privatização da CGD. Apesar de ser contra a intervenção do Estado na economia, sou forçado a admitir que pública ou privada, a Banca em Portugal conta sempre com o bolso do contribuinte, pelo que a CGD não vai ser, nem o seria em qualquer situação excepção à prática vigente.
A grande vantagem da Banca privada seria à partida estar imune à instrumentalização partidária, se pensarmos que os maiores prejuízos agora revelados na CGD resultam da gestão de inspiração socrática de nos tempos em que foi liderada por Santos Ferreira e Armando Vara. Porém se nos lembrarmos que esta dupla também liderou o BCP numa espécie de nacionalização informal imposta pelo governo de então, sem esquecer o desastroso resultado da promiscuidade entre BES e empresas públicas, à cabeça das quais a PT, ou que a nomeação de gestores bancários por critérios de filiação partidária está longe de ser um exclusivo do PS, eu diria que o recente episódio da CGD é apenas mais um capítulo da novela “o estado a que isto chegou…”
Confesso que não conheço o Rui. A cara dele não me é estranha, mas distraído como sou, é natural que o tenha visto na tv…
Tropecei hoje num texto que ele escreveu e que merece ser lido. Aqui ficam as palavras do Rui: [Read more…]
Em Dezembro de 2011, Passos Coelho apontou a emigração como solução para os professores desempregados. Passados estes anos e com um novo governo, eis que António Costa recorre a argumentação semelhante para os mesmos profissionais. Um olhou para os PALOP, o outro para França. Enfim, triste sina a de se ter que sair do país para se ter trabalho. Mas, ainda assim, há uma nota substancialmente diferente: o contexto. Enquanto que Passos Coelho exultava a que os portugueses saíssem da sua zona de conforto, Costa falava de um compromisso, feito pelo Presidente francês nas celebrações do 10 de Junho, para “desenvolver o ensino da língua portuguesa em França”. É um detalhe para quem emigra, mas as palavras de Passos Coelho não foram de circunstância, mas sim decorrentes de uma série declarações, proferidas por diversos membros desse governo, com o objectivo explicito de apelar à emigração como solução para o desemprego. [Read more…]
Estamos no ano de 2016 D.C. e toda a Europa tem uma política para a Televisão Digital Terrestre (TDT) que garante a distribuição universal de televisão a toda a população. Toda? Não. Há um país, povoado por irredutíveis portugueses, que resiste aos ganhos de cidadania, de coesão e de integração social, assim como à dinamização do mercado audiovisual, resultantes de tal solução.

fonte: Observatório Europeu do Audiovisual
Com 5 canais na TDT, olhamos para o quadro acima e espantamo-nos com os 118 canais da Itália (67 dos quais sem custos para o espectador), 85 da Inglaterra (81 são gratuitos), 43 da Alemanha (41 não são pagos), 40 da França (31 em acesso livre) ou com os 27 em Espanha (só um é pago). E verificamos que podem existir 39 canais na TDT austríaca (13 em aberto), 26 na checa (todos de acesso livre), 25 na eslovaca (13 free-to-air), 17 na cipriota (11 grátis), 13 na búlgara e na grega (esta com apenas 2 canais pagos), ou mesmo 10 na belga ou na irlandesa (todos de acesso livre), para falar de países com população e dimensão de mercado semelhantes ou inferiores ao nosso.
As razões para esta discrepância são, no entanto, muito claras: as políticas públicas para a comunicação social têm sido sucessivamente negligenciadas e a regulação sectorial encontra-se, nesta área crucial, capturada pelas conveniências do sector das comunicações e pelos interesses dos operadores de televisão instalados. Nunca é demais lembrar que a ERC não tem, como devia ter, competências decisórias em matéria de reserva e utilização do espaço hertziano pela comunicação social.
«Seleção é derrotada por 1 a 0» (13/06/2016 0:51). «Ambiente calmo em Saint-Étienne à espera da seleção» (13/06/2016 9:05). Seleção? Seleção?

O alerta foi dado pela página que vem deixando o ministério da propaganda à beira de um ataque de nervos. Em mais uma iniciativa de puro terrorismo virtual, Os Truques da Imprensa Portuguesa trouxeram à baila uma sondagem encomendada pelo grupo Impresa à Eurosondagem, parte da qual, por algum motivo, não chegou a ver a luz do dia. Sobre o que foi publicado, já aqui deixei algumas notas.
Desconheço o motivo por trás de tal decisão mas, infelizmente para alguns, a lei obriga a que a ficha técnica e o estudo elaborados pela Eurosondagem fiquem integralmente arquivados no site da ERC. E se muitos dos dados recolhidos foram imediatamente tornados públicos, muitos foram os que ficaram presos no filtro do Expresso e da SIC. Um leitor da página, possivelmente desatento e ignorando que o grosso da sondagem havia sido publicado, ainda insinuou que o motivo para a não publicação do estudo estaria relacionado com a desejo de ocultar dados sobre os quais o Expresso até fez notícia. Fica por esclarecer o motivo que levou os dois órgãos a nada dizer sobre a resposta à pergunta “Quem acha que seria o melhor sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD“, e cujo resultado atira a preferida da corte passista, Maria Luís Albuquerque, para o fundo de uma tabela liderada por Rui Rio, que consegue o dobro do resultado obtido pela antiga ministra. Deve ter incomodado alguém. Estou certo que seria um tema de interesse para muitos portugueses.
Já muito se falou por cá sobre a manipulação dos números do desemprego levada a cabo pelo anterior governo. O vídeo do professor José Reis para a Geringonça clarifica, com maior detalhe, os contornos de um dos maiores embustes da liderança Passos/Portas, um embuste agora totalmente exposto e que apenas gerou mais precariedade e cujas repercussões serão sentidas durante muito tempo. Assim se arrasa a propaganda da direita parlamentar.

Cavalgando célere o seu ginete de ganância desumana, içando, desfraldado, o espectro do desemprego e da pobreza, avança imparável o garboso ideal neoliberal, submetendo, na sua conquista global, governos e povos aquém e além mar, amarfanhando a dignidade, desmantelando direitos conquistados ao longo de duras e longas lutas, restaurando a escravidão, arrasando o planeta.
Impossível fazer-lhe frente? Parece bem que sim. A chaga social da precariedade alastra incessantemente, a vulnerabilidade torna mansa a mão-de-obra e ideologias de extrema-direita ganham terreno. [Read more…]

Imagem: Presidência
Desejando ser entendida por quem me lê, começo por declarar que não passo cheques em branco a políticos, sejam eles governantes ou presidentes de República, porque já não tenho idade para acreditar no Pai Natal. Posto isto, vamos ao que me traz.
E o que hoje me traz é dizer que achei uma boa ideia a maneira como, neste ano inquieto de 2016, se celebrou o Dia de Portugal com a parada militar no Terreiro do Paço para depois se brindar à Pátria junto da comunidade portuguesa de França, lado a lado com o presidente do país que acolheu esse mais dum milhão de portugueses. Ambas as cerimónias tiveram grande dignidade e aprumo.
Os robalos do Vara têm agora um golpe de azeite do espião descuidado para tempero. Esperemos que a nossa investigação criminal continue o seu bom trabalho e que nos traga as batatas e os brócolos que faltam para complementar a bela grelhada.
Curiosamente, a contribuição do azeite em interessantes negócios internacionais não é inédita. Consta que essa foi uma das primórdias actividades de um famoso italo-americano conhecido por Don Corleoni. O que demonstra a necessidade de uma profunda reestruturação da investigação criminal. Neste contexto agro-criminal, a experiência da ASAE com embalagens e prazos de validade poderá ser o factor catalisador do sucesso.
Foi o mote da Google, já não é assim há muito e agora temos outra confirmação: a Google anunciou o seu apoio ao TPP.
Dortmund. Novos nazis manifestaram-se há dias, fazendo uso da liberdade que querem cercear.
Deve a liberdade permitir as raízes do mal? Eu acho que não. É um equilíbrio delicado definir onde começa a proibição. Mas estas acções dos novos nazis não estão nesse limbo.
Outra coisa que se deve frisar é que estamos perante actos da extrema-direita. Ora, quando a direita portuguesa fala de uma suposta extrema-esquerda, referindo-se ao PCP e ao BE, deve sublinhar-se que não há extremo algum que se possa usar como sendo igual à extrema-direita, mas do lado oposto. Esta manobra da direita, tão repetida em blogues, comunicação social e até usada por políticos da direita, é um golpe nojento de demagogia. Uma estratégia, essa sim, digna da extrema-direita.
State of Surveillance – episódio da série VICE da HBO sobre os programas de vigilância desenvolvidos por países como os EUA. Mostra-se neste episódio como é generalizada a vigilância, feita em nome de causas sempre nobres, seja o combate ao terrorismo ou outra coisa qualquer. Mostra-se também como estes programas de vigilância falham completamente os seus objectivos expressos ao mesmo tempo que retiram direitos aos cidadãos e se criam ferramentas de opressão a estados ditatoriais.
Em inglês.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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