Não sou a favor da prisão perpétua, mas sou a favor do Chega.
uma frase que poderia ser de Rui Rio
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Não sou a favor da prisão perpétua, mas sou a favor do Chega.
uma frase que poderia ser de Rui Rio
No debate com Catarina Martins, Rio esteve a explicar a posição do Chega sobre prisão perpétua.
O governo de António Costa, durante os últimos seis anos, não reverteu as várias malfeitorias perpetradas por Maria de Lurdes Rodrigues e por Nuno Crato e conseguiu acrescentar algumas da sua responsabilidade, incluindo o roubo de tempo de serviço.
Como há eleições, cá está a prometer fazer o que não quis fazer e deveria ter feito enquanto foi primeiro-ministro.
Note-se que não é possível discordar do ainda chefe do governo quando afirma que é preciso acabar “de uma vez por todas com este absurdo que é [a carreira docente] ser a única carreira no conjunto do Estado em que durante décadas as pessoas têm de obrigatoriamente se apresentar a concursos e andar com a casa às costas e andar de escola em escola de quatro em quatro anos”.
O problema é que “este absurdo” é antigo, não apareceu a semana passada – no mínimo, António Costa teria de explicar por que razão não resolveu este problema, mas o que interessa agora é o soundbite da promessa, sequioso de votinhos. Do lado dos professores, se houver sensatez, só pode haver desconfiança e votos contra. Basta lembrarmo-nos das maiorias absolutas de sócrates e de passos para sabermos do que as casas gastam.
Costa ainda faz uma ligação vazia, fazendo depender a vinculação de mais professores aos quadros de uma alteração do modelo de concurso. Não se percebe (ou talvez se perceba, mas já lá vamos), uma vez que é perfeitamente possível vincular mais professores mantendo o modelo.
O modelo é centralista, é verdade, e cego, é certo, fazendo depender a colocação de uma nota. As injustiças que advêm deste modelo, no entanto, são também a garantia de que não há possibilidade de cunhas. Costa, tal como o resto do arco da governação, sonha entregar as escolas às câmaras municipais, incluindo no embrulho a escolha dos professores.
A municipalização da Educação, tal como a regionalização, é uma ideia maravilhosa no papel e terrível em Portugal. Diante do caciquismo endémico que transforma tantos presidentes da câmara em pequenos ditadores que distribuem favores e dinheiros, as escolas ficariam entregues a caprichos e cunhas.
Costa, amigo, não contes comigo!

Imagem: @rtp
Álcacer Quibir, 1578. D. Sebastião desaparece em combate, depois de, alegadamente, ter proferido as suas últimas palavras, perante um cenário de possível rendição: a liberdade real só há de perder-se com a vida.
Com isto, criou-se um mito que perdurou vários séculos, até aos dias de hoje, e que está enraizado na identidade do povo português, se é que é possível deslindar características concretas de um povo, enquanto massa social mais ou menos homogénea.
Esta característica em particular é, no meu entender, um dos bloqueios funcionais que impedem que Portugal possa dar um passo seguinte, numa evolução de identidade e identificação, numa subida de nível cultural, na forma como nos vemos e como nos apresentamos aos outros.

No que toca à paixão pelos ricos – como aliás a muito mais – PS e PSD são areia do mesmo saco. A prová-lo, mais uma vez, o estudo do Observatório Fiscal Europeu “New Forms of Tax Competition in the European Union: an Empirical Investigation“, publicado em Novembro passado.
Esse estudo sobre o dumping fiscal na UE mostra claramente como os estados europeus promovem uma concorrência fiscal ruinosa entre si, com reduções e isenções de impostos sobre os rendimentos de capital (empresas), bem como do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS): o número de esquemas de evasão fiscal para os super-ricos mais do que quintuplicou nos últimos anos (de 5 para 28). De acordo com o estudo, os regimes especiais mais prejudiciais foram criados pela Itália, Grécia, Chipre e Portugal. Segundo estimativas conservadoras, este tratamento preferencial fiscal proporcionado aos mais ricos causa na UE uma perda fiscal de 4,5 mil milhões de euros por ano aos cidadãos de rendimento médio e baixo. [Read more…]
Depois dos debates com Catarina Martins e Rui Rio, ficou claro que a estratégia de André Ventura passará – sem grandes surpresas – por uma narrativa estruturalmente desonesta, pela manipulação grosseira dos factos e por provocações constantes, com vista a irritar os adversários, interromper as suas intervenções e raciocínios, e arrastar a discussão para o seu habitat natural, a lama, para de seguida tomar conta do debate, como aconteceu hoje com Rui Rio, perante uma Clara de Sousa que não soube moderar nem esconder o seu desprezo por André Ventura, acabando por prejudicar o líder do PSD.
Quando diz, a propósito do RSI, que nos Açores anda metade do arquipélago a viver à conta de quem trabalha, Ventura sabe que mente, como sabe que ele mente qualquer pessoa minimamente informada. Existe, contudo, uma indústria de propaganda por trás da desonestidade política e ideológica de André Ventura, que passa, essencialmente, pela criação de memes e conteúdos para as redes sociais, onde, sem necessidade de contextualizar, são despejadas todo o tipo de manipulações para consumo imediato daqueles que se revêm na agenda extremista do CH. É isso que acontece quando Ventura interpela os seus oponentes com prints que o tempo limitado do debate não permite desconstruir, ou quando lança uma bojarda que parece espontânea e genuína, mas que foi devidamente calculada e ajustada pelo gabinete de marketing e comunicação do CH, posteriormente transformada em “André Ventura esmaga” ou “André Ventura destrói”.
[Read more…]Dizem que o debate de hoje contra André Ventura não correu muito bem a Rui Rio. Dizem…
Não me vou alongar em análises. Deixo isso para Rui Rio, porque “isto é que é uma análise, que é preciso ver…”.
Começaram, ontem à noite, os debates para as Legislativas 2022.
Ao início da noite, António Costa (PS) debatia com Rui Tavares (Livre). Um debate pouco interessante, onde o anterior primeiro-ministro esteve mais interessado em falar do PSD e de Rui Rio e onde Rui Tavares cumpriu o seu papel de não incomodar muito António Costa.
Ao final da noite, na SIC Notícias, iniciou-se o debate entre a coordenadora do BE, Catarina Martins, e o líder-supremo-todo-o-poderoso do partido Coisinho, André Coisinho. Escusado será fazer algum resumo. Fica, ainda assim, um trecho de uma intervenção de André Coisinho, ontem à noite, no vídeo abaixo.
Não é fácil falar de ou, pior ainda, falar com os trogloditas que fazem generalizações sobre os apoios sociais, essa instituição que separa a selva dos países civilizados. O acto de distribuir apoios sociais constitui uma enorme responsabilidade, implica uma fiscalização competente e está sujeito a fraudes.
A propósito desses apoios, no debate com Catarina Martins, André Ventura afirmou que há refugiados que têm telemóvel e beneficiários do RSI que andam de Mercedes. O mesmo André Ventura fez referência à necessidade de combater a subsidiodependência, um vício que, se bem entendo, afecta a maior parte ou a totalidade das pessoas que recebem pensões ou outros apoios e que preferirão ficar nessa condição a trabalhar.
André Ventura, como qualquer português de bem, tem o dever de denunciar às autoridades competentes qualquer caso em que, por exemplo, a posse de um telemóvel ou de um Mercedes possam constituir provas de ilegalidade. Como político sério, deve provar a existência de subsidiodependência, termo que, aliás, só é utilizado pela direita, geralmente muito católica.
Se não denuncia e se não explica, não é um português de bem e não é um político sério. Nada de novo – André Ventura é um parente próximo de gente como Mota Soares (e, portanto, Passos Coelho e Paulo Portas), gente que prefere generalizar, lançando falsos testemunhos, nada que não se resolva com umas ave-marias.
O problema, na verdade, não reside na existência de políticos destes, mas nos votantes que lhes dão vida e que não estão interessados em pensar, em sentir empatia, nem sequer estão interessados na verdade dos números que mostram que as generalizações dos venturas e dos motas soares são conversa de bêbedo. O grande desafio será, portanto, conversar com quem não quer ouvir, sendo certo que, muitas vezes, tem ou descobre razões muito fortes para querer ser surdo.

O ano acabou mal, com a Comissão Europeia a classificar os investimentos em energia nuclear e gás como sustentáveis no processo de transição ecológica. A taxonomia é um sistema de classificação de produtos financeiros à escala da UE, destinado a orientar capital directo para a transformação verde da produção de energia e da economia.
E como os lobbies falam mais alto, a CE, na sua habitual incoerência entre o palavreado e a prática, apresentou aos 27 Estados-membros, na sexta-feira, uma proposta de rotulagem verde para centrais nucleares e a gás, abrindo assim as portas a que milhares de milhões continuem a fluir rumo a tecnologias nocivas e ultrapassadas – ao invés de serem aplicados em energias renováveis.
Além das consequências ambientais devastadoras destas formas de energia, hoje os sistemas energéticos baseados em energias renováveis são já mais baratos do que o nuclear e os combustíveis fósseis, criam mais empregos e possibilitam a criação descentralizada de valor, em vez de concentrar o poder económico em algumas grandes empresas.
Mas não há maneira de a responsabilidade e a sensatez falarem mais alto do que o dinheiro.

Porque a passagem de ano “já lá vai” e esta vida tem pouco de “festa”, aqui vai o primeiro deste ano.
Algumas vezes penso que por coerência ética nem deveria escrever sobre Portugal. Pela primeira vez tenho a sensação de ser uma espécie de “traidor à Pátria”. Alguém que se pudesse, saía daqui porque quase todos os outros Países são muito melhores que o nosso.

Ao contrário daquilo que normalmente acontece no PS, onde qualquer militante da mais recôndita freguesia, quando em contacto com alguém que esteve em contacto com alguém que esteve em contacto com Sócrates, corre risco iminente de ser imediatamente infectado com o vírus da corrupção, no PPD-PSD a vida tende a ser mais tranquila. Ou, como um dia lhe chamou Paulo Portas, “O PPD é o Estado em movimento. É a versão carnal, física do Estado”. Em princípio é isto.
Veja-se o caso de Dias Loureiro, que, tal como José Sócrates, não foi ainda condenado por coisa nenhuma, mas que, ao contrário do antigo PM, faz a sua vidinha na descontra, sem que perigosa imprensa controlada pela esquerda e pelo PS ouse incomodar a paz de um dos banqueiros por trás desse grande sucesso de bilheteira que foi o BPN. Tirando um ou outro meme, inócuo, com o qual ocasionalmente nos cruzamos numa qualquer rede, já não me lembro de ouvir ou ler uma linha sobre Dias Loureiro. A última vez que me recordo ouvir falar nele, foi quando Pedro Passos Coelho, nos idos tempos de além-Troika, decidiu elogiá-lo e apresentá-lo ao país como um exemplo de sucesso.
A propósito do pânico crescente que vem tomando conta de muitos portugueses, devido ao aumento exponencial de casos positivos ao longo dos últimos dias, queria partilhar convosco três pedaços de informação: um comparativo entre 29 de Dezembro de 2020 e 29 de Dezembro de 2021, uma imagem retirada directamente da plataforma da Universidade John Hopkins e um quadro-resumo feito pela CNN Portugal.
Comecemos pelo comparativo:
29 DEZ 2020
3336 casos
74 óbitos (média semanal: 71)
29 DEZ 2021
26867 casos
12 óbitos (média semanal: 14)
Não me quero armar aqui em cientista, mas parece-me que o número de casos positivos não será a métrica mais preocupante neste cenário. Até porque número de óbitos é cerca de 1/6 daquele que se verificava há um ano, ao passo que o número de casos positivos é hoje o óctuplo do valor registado há exactamente um ano. A ocupação das UCIs também é bastante inferior à verificada há um ano, mas já lá iremos.
O que é que isto quer dizer?
A manipulação mediática através do medo tem conseguido atingir o seu objectivo, mas uma análise mais ponderada, não obstante o crescimento exponencial de novos infectados, mostra-nos que esta variante induz doença ligeira e, não menos importante, oferece imunidade à variante “delta”.
Lendo o quadro comparativo produzido pela CNN com dados da DGS da semana entre 20 e 27 de Dezembro de 2020 e 2021, concluímos que a “Omícron” não está a obrigar à hospitalização de muitos infectados, 9,5%, nem de internados em UCI’s, 1,6%.

Quadro comparativo 2020/2021 de 20 a 27 de Dezembro da CNN com dados da DGS
Com estes dados e depois de ouvir alguns especialistas como há pouco Manuel Carmo Gomes na SIC, será de todo aconselhável seguir a estratégia iniciada por Singapura, a de deixar esta variante correr pela comunidade, uma vez que produz doença ligeira, menos internamentos, gerais ou intensivos, internamentos menos prolongados, de modo a reforçar a imunidade da população.
Dito por outras palavras, talvez esta “omícron” tenha sido um belo presente de Natal.
No entanto, há problemas ainda a resolver e a tratar com urgência:
1 – colocar a linha SNS24 operacional JÁ, [Read more…]

Esta foto reflecte um documento oficial do Ministério da Saúde que pode ser consultado aqui:
https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2021/12/PB07.pdf
O texto que consta da foto aparece na página 6.
Mas ainda mais tenebroso é o “remate” do documento:
MÉTODOS: Revisão narrativa da literatura

Quando se emite uma opinião sobre Gouveia e Melo, todo o cuidado é pouco. Os portugueses são particularmente sensíveis e intolerantes quando lhes mexem nos D. Sebastiões que, como sabemos, tendem a desaparecer no nevoeiro para nunca mais voltar, deixando o país ao abandono, nas mãos dos sacanas dos portugueses.
Dito isto, e fazendo os possíveis por ser o mais cuidadoso possível, começando com um mui defensivo “o vice-almirante fez um excelente trabalho à frente da task force, e eu estou muito grato por isso”, aborde-se o elefante no meio da sala: a promoção de Gouveia e Melo a Chefe, desde ontem chefe de Estado-Maior da Armada, é um prémio que resulta de uma junção de factores, mas que, lido à luz da espuma dos dias, resulta mais da vontade de Costa e Marcelo cavalgarem a popularidade do militar, da necessidade de o premiar para agradar à opinião pública e de o manter ocupado e longe da arena política, do que propriamente da sua competência e percurso militar, que não ouso questionar. Porque a questão central é o timing – e vale a pena, a propósito, ler o Carlos Esperança, no Ponte Europa – não a competência do vice-almirante. [Read more…]
Palavras proferidas há mais de um ano, mas que em nada perderam actualidade e acutilância.
(…) “É que estamos numa era globalizada. Esse vírus é a coisa mais globalizada que já foi vista. (…) Que não temos ferramentas e que não podemos coordenar políticas comuns do ponto de vista mundial. Mas a falta de liderança não é porque homens e mulheres sejam incapazes. É porque o poder, há muito tempo, a essência do poder, já não está mais na representação necessária dos governos. Os governos correm atrasados. A essência do poder está na concentração fenomenal da riqueza e, aparentemente, isto não está em questão. Aqueles que parecem ter poder político num determinado momento, tem cada vez menos. Então, esse é o primeiro assunto. Segundo assunto: passaram muitos anos criticando o Estado, porque, por um lado, havia um modelo estatista do tipo soviético, que acreditava ter resolvido tudo com o Estado. E, por outro lado, surgiram os ultraliberais, que no fundo não são liberais porque abraçam qualquer ditadura; eles acreditam que o Estado tem que ser reduzido ao mínimo. E quando as ‘batatas queimaram’, como agora, todos se voltam para ao Estado; que me deem (dinheiro), que o Estado garanta a disciplina, (…). Mas, passamos bombardeando o Estado em vez de lutar, para começar a entender, uns e outros, que as sociedades modernas são cada vez mais complexas e que renunciar ao Estado é impossível. Então, a verdadeira luta é aquela na qual precisamos lutar para o melhor dentro do Estado. Porque, na realidade, é desse valor coletivo que temos necessidade. E por que procurar o Estado? Porque o mercado não pode consertar isso. Porque precisamos de políticas globais. Porque alguém tem que tomar decisões, certas ou erradas. Porque temos que respeitar essas decisões. Porque temos que nos mover como coletividade, e não que cada louco faça o que está de acordo com seus interesses (…). Acho que alguma coisa de sabedoria temos que aprender com essa crise. Mas não pensemos que após esta crise virar a esquina, que depois de amanhã, voltaremos a um mundo perfeito, onde nos reuniremos, nos abraçaremos, nos beijaremos (…) reuniremos multidões num campo de futebol ou algo assim, mas provavelmente por muito tempo, estaremos expostos a esse perigo. E o mundo já não será mais o mesmo de antes. Teremos que aprender a funcionar de uma forma diferente. Mas quanto isso vai nos custar? E o preço que vamos pagar? Essas questões vão nos martelar até o dia em que a ciência nos der um conjunto de respostas que hoje está longe de estar ao alcance da mão. Essa crise também pode servir para que o Homo Sapiens seja um pouco mais humilde e que aprenda que a Natureza deve acompanhada e respeitada.”
Pepe Mujica, ex-Presidente do Uruguai, o Presidente mais pobre do mundo” – ente superior desta duvidosa humanidade
Deu-me para revisitar autores de diversas ideologias, desde liberais, social-democratas, socialistas democráticos e, hélas, nem um desses teóricos defende que devo pagar testes que outros necessitam para fins recreativos!

Nada tenho a ver com a vida dos outros e acho muito bem que se divirtam tanto ou mais que eu, mas assim como estou habituado a pagar a minha vida social e recreativa, parece-me, no mínimo, inusitado e até inconstitucional o governo e/ou as Câmaras Municipais oferecerem esses testes, ou seja, obrigarem-me a pagar, o que outros precisam para aceder a locais para esse fim!
É por uma questão de segurança colectiva? Por favor, quem pretender estar seguro fica em casa ou, caso não pretenda, pague a sua opção de lazer.
Talvez na China isso ainda seja possível, mas é o primeiro passo de muitos seguintes…

As notícias que compõem a imagem deste post não são muito fáceis de descobrir. Estão disponíveis, mas não fazem “parangonas”. Porquê?
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Não provocou grande alarido ou discussão, a notícia que há mês e meio dava conta de aproximadamente 307 mil mortes prematuras na UE, em 2019, provocadas por poluição sob a forma de partículas finas (partículas em suspensão no ar com diâmetro inferior a 2,5 micrómetros), associadas, predominantemente, a doenças cardíacas, AVC’s e cancros pulmonares.
O número até diminuiu, face a 2018 (348 mil), segundo o relatório divulgado no passado dia 15 de Novembro pela Agência Europeia do Ambiente, e o motivo, aparentemente, prender-se-á com a melhoria da qualidade do ar no espaço europeu. Não deixa, contudo, de ser um número assustador, que poderia ser drasticamente reduzido, caso os Estados-membros optassem por cumprir as metas de qualidade do ar, defendidas por amplo consenso científico. E mais assustador se torna quando percebemos que esta “variante” de poluição atmosférica tem um impacto considerável nas crianças, não só na sua saúde como no seu desenvolvimento. [Read more…]
A aldeia de um homem só. “Desapareceu tudo, saíram todos, faleceram os meus pais… fiquei eu” – belíssima reportagem de Artur Cassiano

Desmond Tutu foi aquilo que, é minha convicção, deveriam ser todos os homens e mulheres de Deus, independentemente da religião que professam. Num mundo onde tantos clérigos respaldam regimes ditatoriais, o então bispo anglicano arriscou a vida para combater o racismo institucional do Apartheid, tendo posteriormente sido peça-chave na pacificação e mediação entre as diferentes facções, no início da era democrática na África do Sul. Com Mandela, mudou o curso da história naquele país. Para sempre.
Incansável na defesa dos direitos humanos, Desmond Tutu bateu-se pelos direitos da comunidade LGBT e pela resolução do conflito israelo-palestiniano, foi crítico da invasão do Iraque e dos abusos cometidos em Guantanamo, juntou a sua voz ao combate contra as alterações climáticas, e, entre muitas outras e importantes lutas que poderiam ser referidas, teve a coragem de afrontar o regime chinês, ao contrário de certos democratas de fachada, quando apelou aos líderes mundiais para boicotar a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, após a repressão violenta das manifestações pacíficas no Tibete, em 2008. Sempre do lado certo da luta.
Nem todos os prémios Nobel da Paz são bem atribuídos. Alguns chegam mesmo a ser uma verdadeira farsa. Mas poucos foram tão merecidos como aquele que o Comité lhe entregou em 1984, ano em que nasci. O planeta e a humanidade têm para com este homem uma dívida impossível de ser paga. Descansará, seguramente, em paz. Obrigado, arcebispo.
Já Pulido Valente e Esteves Cardoso tentaram. Mais recentemente (há dois anos, mas só agora dei por ela), Feijó Delgado repetiu a tentativa, com um nada recomendável ‘certamente’. Tentam, tentam, mas não conseguem.

Entrevista na íntegra: https://youtu.be/fQBlLDywE3o
José Rodrigues dos Santos foi à rádio Observador comparar Auschwitz com os matadouros, onde se matam animais para consumo humano.
Para além de nunca se referir aos nazis como nazis, fazendo a vontade a Hitler e referindo-se aos nazis com o eufemismo de “nacional-socialistas”, o pivot do Telejornal da RTP decide fazer a comparação:
“Andamos sempre revoltados com o que os ‘nacional-socialistas’ fizeram na Alemanha, em Auschwitz, mas nunca nos revoltamos quando temos um matadouro a matar seres conscientes a cem metros de nossa casa (…)”.
Ou seja, para Rodrigues dos Santos, saciar a fome é, em última instância, comparável a pôr minorias étnicas, sexuais e religiosas em fornos de gás, com o intuito de eliminar os “impuros”. [Read more…]

Fotografia de Rui Borges. 2014.

Pedro Arroja, mandatário nacional e candidato a deputado pelo Chega, ficou famoso por insultar deputadas do Bloco de Esquerda, há uns anos, mas o episódio está longe de ser sequer a ponta do icebergue misógino deste machista assumido que se bate por uma sociedade autoritária e retrógrada, ancorada numa versão extremista do neoliberalismo, que se pode resumir da seguinte forma: privatize-se tudo e salve-se quem puder. Quem não puder que se foda.
Perante um mandatário desta envergadura moral, a juntar a todo um programa que é uma passadeira vermelha estendida à imunidade do elitismo mais radical de que há memória, estamos naquele ponto em que só um atraso cognitivo consegue justificar a crença de alguns na natureza anti-sistema do Chega. O partido de André Ventura tem tanto de anti-sistema como o PCP tem de capitalista.
O poder corrompe, uma vez experimentado, torna-se difícil dele abrir mão. Ultrapassada a pior fase da pandemia, com a esmagadora maioria dos portugueses vacinados e protegidos contra as formas mais graves da doença, perante uma subida exponencial do número de infecções, mas longe de causar um número de mortes ou internamentos comparável ao que assistimos no passado, os pulhíticos que desgovernam a choldra resolveram uma vez mais recorrer à brutalidade decretativa e atentar contra a Liberdade individual das pessoas e economia. [Read more…]

Elogiei várias vezes o desempenho do vice-almirante à frente da task force. Mantenho tudo o que disse e escrevi. E é talvez por isso que me custou vê-lo ser atropelado pelo Ricardo Araújo Pereira, primeiro no Governo Sombra, depois no Isto é Gozar com quem Trabalha. E bem atropelado, diga-se. Porque, no início de Setembro, em entrevista à Lusa, Gouveia e Melo afirmou o seguinte:
– Não sinto necessidade de dar [o meu contributo] enquanto político, primeiro porque não estou preparado para isso, acho que daria um péssimo político e também acho que devemos separar o que é militar do que é político, porque são campos de atuação completamente diferentes. , afirmou o vice-almirante Gouveia e Melo à Lusa, numa entrevista de balanço sobre o processo de vacinação.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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