
Registe-se, para memória futura, que Marcelo Rebelo de Sousa participou alegremente nesta comemoração, transformada em comício da extrema-direita brasileira.
Pese embora as muitas razões que o presidente nos tem dado para sentir embaraço e vergonha alheia, nada me incomodou até à data como ver Marcelo neste teatro de marionetas fascistas.
E nem vamos falar sobre o que diriam os guardiões da moral e dos bons costumes se fosse outro a “profanar” a bandeira brasileira desta forma. Este é também um bom momento para atestar a sua hipocrisia.






Rui Rio, como muita direita portuguesa, tem um problema com o 25 de Abril, o que é natural. Essa direita, também de Rio e alegadamente democrática, chega mesmo a relativizar a ditadura do Estado Novo, enveredando por preciosismos terminológicos, tentando provar que não era fascismo. Até imagino que, num acto de revisionismo analgésico, os que foram torturados pela PIDE, por exemplo, relembrem o seu passado e esqueçam as suas dores, ao descobrir que, afinal, os torturadores não eram fascistas.


















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