Apesar de me considerar uma pessoa bem-humorada, confesso que, nos últimos sete anos, tenho deixado de achar graça a piadas sobre os professores, esses calaceiros submergidos em férias em folgas. Já se sabe que há maus professores e também é verdade que qualquer mau professor é um professor a mais (ou a menos, conforme a perspectiva), mas as agressões à classe docente têm sido demasiadas e demasiado constantes. [Read more…]
Carta da Sara, filha de Professora, aos Professores
É um dos posts mais complicados que “tenho” para escrever no Aventar.
Conheci a mãe da Sara. Com ela discuti política e sindicalismo, com ela aprendi. Eu, um puto armado em revolucionário. Ela, a Professora disponível para ajudar, para dar a cara, para estar presente, como sempre esteve desde a fundação.
Estupidamente tudo acabou!
E a filha, Sara, revolveu escrever um apelo aos Professores: [Read more…]
BCE e o risco de falência dos bancos europeus
O fútil e a polémica pela polémica – propositadamente, creio eu – ocupam tempos e espaços consideráveis nos ‘media’ e, consequentemente, no debate público, blogosfera incluída. Todavia, de volta e meia, há alguém que resolve evadir-se do superficial e da conversa para pacóvios. Um exemplo: o excelente trabalho de Ana Rita Faria no jornal ‘Público’, sob o título “BCE – o ponto de refúgio do euro está a tornar-se tóxico?”.
Do artigo, destaco o último parágrafo:
“Em momentos de crise, o banco central tem de escolher entre dois demónios. O primeiro é o colapso iminente do sistema bancário, o outro é um risco moral futuro. Um banco central responsável quererá sempre evitar o primeiro demónio”, defende Paul De Grauwe. Para o economista, o BCE devia, desde o início da crise, ter assumido o papel de “credor de último recurso”, comprando ilimitadamente dívida pública e impedindo que as taxas de juro dos países periféricos subissem acima de determinado patamar. Um papel que parece demasiado desafiador, até mesmo para o “Super-Mario”.
Devido aos motivos invocados pelo professor da Universidade de Lovaina, o sistema bancário europeu está seriamente ameaçado de falência, podendo vir a revelar-se inúteis os esforços, de certo modo desesperados, do BCE, dirigido por Mario Draghi; muito contestados, de resto, pelo líder do Bundesbank, Jens Weidmann.
Ganhar os corações e as mentes dos palestinianos – Ao estilo de Israel
Israel está a planear destruir os painéis solares “ilegais” que os palestinianos utilizam nas suas casas na Cisjordânia (ou melhor, nos 62% da Cisjordânia ocupados por Israel).
Leia a história no The Guardian, em inglês.
Conhece-te a ti mesmo
Pátria homicida
Idosa morre à espera que dois hospitais decidam quem a deve tratar
A ser verdadeira esta notícia, não há dúvida de que vivemos num país acima das nossas possibilidades, porque não há possibilidade de sobreviver num país em que os mais frágeis morrem em nome do pagamento de dívidas criadas por gente sem escrúpulos e pagas por outros com os mesmos escrúpulos.
A História que o marcelismo me vendeu na Escola Primária falava-me de heróis que tinham morrido em nome da Pátria ou de Deus, mas, na altura, eu era um alvo fácil da propaganda.
Hoje, vejo poucos heróis e fico-me por carrascos e vítimas. A mulher de 79 anos que morreu em Chaves é vítima de um homicídio e o culpado é um país incapaz de se equilibrar entre interior e litoral, entre ricos e pobres, entre deve e haver.
Matámos uma mulher de 79 anos. É o que fazemos aos idosos lá do interior.
No calendário hoje é o dia 3,14
Isso mesmo. Agora que a sua memória voltou às aulas de matemática da escola secundária, está em ponto de rebuçado para conhecer o mais famoso número, pelo menos desta linha – o número PI. Esta era a altura certa para fazer um trocadilho entre o número PI e a palavra linha, algo que nos apareceu nas aulas de matemática mais lá para a frente, mas …
Estou certo que a história do número PI ganha um novo encanto se lhe disser que para mim o número PI – já agora como é que eu coloco o símbolo do número PI aqui no texto? Talvez isto:Π? Modernices.
Bom, vamos lá então à história.
O caso do prato alugado
Do alto da sua preocupação e gentileza para com a sua filha, a minha sogra pegou na minha desempregada mulher e, para a animar, levou-a num passeio pela Baixa portuense com o nosso miúdo. Chegada a hora, eis que a família entra numa das mais prestigiadas e conhecidas confeitarias da belíssima zona da Invicta.
Como é óbvio, não comendo o mesmo que um adulto, o nosso miúdo de quase 3 anos come do prato dos pais… a mãe, com inocência, pede ao empregado um prato e uma colher para colocar em tal objecto de cerâmica um pedaço para tirar a fome do petiz.
Chega a conta… olha-se, discute-se sempre o preço das coisas mas este talão traz uma novidade que se estranha: «1 Prato adicional: 1,50€»! Como a minha sogra e a minha mulher ainda não endoideceram, perguntam quem consumiu tal prato adicional… a resposta: «Minha senhora, pois… corresponde ao prato que pediu para colocar um bocado do seu bacalhau para o menino»!
Pois bem, eis então que 1,50€ é o preço do aluguer da cerâmica, taxa de utilização e limpeza…
Incerto sobre a legalidade da “coisa”, tenho a certeza, porém, que este estabelecimento do comércio tradicional acaba de perder mais 4 fregueses.
Ex-cliente de um confeitaria portuense devidamente arrependido
Da Reescrita Concubina e Doentia
Impressiona o volume de disparates e ficções ou narrativas inverosímeis a que o anónimo concubino Val-de-Broches se dá, sendo dos poucos blogues ultrassocratistas a ressuscitar sistematicamente o nome de Sócrates, Messias-da-Falência Forçoso no Poder, Rei Deposto da Esquerda ‘Moderada’ e Mártir Rapace às mãos «da Direita», enfim, Totem imprescindível ao País, quando toda a gente ou o quer esquecer amargamente ou o quer duramente processado nas matérias e questões que o incriminam, dada a pesada aura suspeitosa, desde a Falsificação da Licenciatura até às PPP ruinosas, cuja negociação dolosa só pode ter dado origem a comissões chorudas revertendo em proventos para os bolsos desta gentalha. [Read more…]
Energia e pontes, a diferença vai do pagar
Quem paga duas vezes fica. Mas, quem quer pagar menos sai!
Decididamente é um problema pessoal- MEU! Que tenho de aturar esta gente!
Aquela proposta do Aborto ter efeitos RETRO (trocadilho fácil!) passivos continua de pé?
Somente Braudel

Fernand Braudel nasceu em França em Agosto de 1902. Ele é na minha modesta e insignificante opinião, o melhor historiador do século XX. O que quer dizer que ele é o melhor Historiador da História, se tivermos em consideração o que hoje em dia entendemos por História. É de sublinhar, contudo, que este tipo de classificações valem o que vale, o que é “melhor” ou não é muito relativo quando falamos de Ciências Sociais, ou cientistas sociais. Mas se tivesse que haver um melhor seria Braudel. Ele queria ser médico mas o seu pai não concordou e então ele tornou-se professor depois de estudar História. Depois de ensinar em algumas escolas de Paris e depois de conhecer Lucien Febrvre, um dos fundadores dos Analles, foi para o Brasil onde ajudou a fundar a Universidade de São Paulo.
Um bocado de ilusionismo
Dia após dia, a comunicação social martela-nos a ideia que o problema europeu são as dívidas soberanas. Não são. O problema são as dívidas privadas, resultado de mercados financeiros absolutamente desregulados e de entidades de supervisão criminosamente incompetentes:
A paz dos anestesiados
Santana Castilho *
À paz dos cemitérios que reina na Educação serve bem a paz dos anestesiados que domina os professores. Dois acontecimentos permitem glosar o tema e extrapolá-lo para a situação do país. Refiro-me à alteração do normativo que regula o concurso dos professores e à situação da Parque Escolar. Comecemos pelo primeiro caso. Nuno Crato exultou com o acordo a que chegou com seis sindicatos. Os sindicalistas orgulharam-se com as alterações que conseguiram entre a primeira proposta do ministério e o texto final. De comum têm serem parceiros de uma comédia de disfarces e de um jogo de ilusões. Ouvi-los reconduz-nos às longas noites eleitorais, em que todos ganham. Crato não resolveu um único problema dos que se arrastam há décadas. Dirigentes de sindicatos, onde há mais chefes que índios, esqueceram-se que o exercício não era comparar a primeira proposta do ministério com o texto final. Era comparar a lei vigente com a que vai ser aprovada. Se o tivessem feito, não assinariam. Pela simples razão que, salvo um ou outro detalhe menor, os professores perdem em todos os pontos do acordo. Particularizo com os dois exemplos mais relevantes, que uma análise total não cabe no espaço exíguo desta crónica: [Read more…]
A Freguesia Mais Conhecida de Portugal
Não sabemos como aconteceu?! A verdade é que a freguesia de Fátima está a ser atacada e destruída por pedreiras. Conforme notícia do Jornal de Leiria de 19-1-2012, já conseguiram aqui instalar 31 pedreiras. A fome do dinheiro é tanta que a população está a ser ignorada e a natureza vandalizada.
Nós habitantes de Boleiros, aldeia de Fátima a 5km da Rotunda Sul dos Pastorinhos, estamos a ser destituídos dos direitos a uma vida normal e saudável. Começando com a Junta de Freguesia e a Câmara de Ourém a ignorar-nos, também temos Santarém (CCDR) e o Ministério do Ambiente a sugar-nos.
Como é que foi possivel cozinhar Declarações de Impacte Ambientais a favor de pedreiras sem o conhecimento da população e contra a opinião da Quercus?
O pó que temos que respirar, o barulho da extracção e o tráfego dos camiões estão a pôr-nos doentes. Temos amas a tomar conta de crianças, uma escola primária, e um lar de 3ª idade quase dentro duma pedreira.
Os nossos recursos naturais estão a ser destruídos precisamente onde não foi autorizada a construção por ser zona ecológica e agora está a transformar-se numa cratera horrível dando-nos a sensação de vivermos dentro dum cenário do filme “A Guerra Das Estrelas”. Já agora Boleiros podia ser incluído no roteiro turístico de Fátima com visita obrigatória às quatro pedreiras aqui instaladas, das quais três nem licença ainda têm e que estão a paredes meias com as casas de habitação. [Read more…]
O saber das crianças. Ensaio de antropologia da educação.
.Crianças estudam baixo as árvores de Kongolote.
Kongolothe é um bairro da cidade e município moçambicano de Matola
Fonte: Monitoria e Avaliação da Estratégia de Redução da Pobreza (PARPA) de Moçambique 2006-2008, fotografado em 26 de Agosto de 2009
O SABER DAS CRIANÇAS. ENSAIO DE ANTROPOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Texto baseado na minha investigação, na obra de Boris Cyrulnik [1]e outros atores. Dados retirados de trabalho de campo ou etnografia, do convívio com as pessoas, para os subsumir depois a teoria dos antropólogos ou etnologia, comparando factos com hipóteses a teoria Etologia Humana, como a entende Cyrulnik
Hoje dá na net: Nosferatu (1922) de Murnau
A propósito de deslealdades
Confesso a incómoda náusea causada por essa espécie de epístola cavaquista, endereçada aos portugueses no prefácio do livro “Roteiros VI”. Ao estilo de carpideira, que chora o que não sente, o mais oco dos presidentes da actual república lamenta-se agora ter sido alvo de infame deslealdade por parte de José Sócrates. Invoca a violação do Art.º 201.º pelo ex-PM, ao omitir-lhe a negociação e existência do PEC IV.
Sei desde longa data o que foi Sócrates, que Cavaco não demitiu. Tive o privilégio de nunca ter sido seu apoiante ou votante. Ao contrário, fui crítico, aqui por exemplo.
Sinto-me livre de poder dizer que este enredo ao jeito de novela mexicana, a que ainda ultimamente o PR voltou a dar vida na visita ao navio-escola “Sagres”, é, como muitas outras novelas, um passatempo de mau gosto e uma desforra política inoportuna e ofensiva para os portugueses.
Imagino Sócrates instalado em qualquer “bistrot” de luxo do Boulevard Saint-Michel, a saborear o revivalismo das tropelias passadas, em divertida tele-conversa com Silva Pereira. Como outros anteriores, incluindo o próprio Cavaco Silva, goza do estatuto de inimputável. Não é, de facto, o único.
Acordo Ortográfico: Juiz condena leviandade
Já aqui tinha feito referência a uma decisão de um juiz de Viana do Castelo que encontrei aqui. O mesmo juiz aparece agora identificado nesta notícia.
A clarividência e a frontalidade do juiz Rui Estrela Oliveira são evidentes e é fácil perceber cada um dos três motivos que apresenta para ter emitido uma ordem de serviço a impedir a aplicação do Acordo Ortográfico no segundo Juízo Civil do tribunal de Viana do Castelo.
Embora o próprio qualifique esta situação como “uma questão eminentemente jurídica”, não posso deixar de realçar um dos pormenores contidos nesta crítica: “Se há campo onde há mais mudanças, na intensidade de utilização de certas palavras, é no Direito. Pode provocar, com o mesmo texto, um sentido totalmente diferente. Isto nunca foi pensado nem acautelado de nenhum modo. Juridicamente é muito importante o que se diz e o modo como se diz.” Eu diria que este problema se estende a muitos outros campos. Para além disso, mesmo sem ser essa a sua intenção, Rui Estrela Oliveira põe o dedo numa ferida que continua em carne viva: o AO foi imposto com a habitual leviandade portuguesa que prescinde de verdadeiros estudos.
Este é o país em que o estudo e a argumentação, aliás, estão extintos há muito: reformas curriculares são inventadas porque sim, alteram-se PDMs porque é fundamental, constrói-se uma barragem em cima de património histórico porque está decidido, esmagam-se os cidadãos com austeridade porque é inevitável e impõe-se um acordo ortográfico porque certamente.
Página de Diário
Este ano, o meu Dia da Mulher foi especial. Inscreveram-me (a minha sogra) para um jantar (de mulheres) e eu adorei.
Mesmo ali ao lado de casa há um pequenino restaurante (tipo tasca) e, não sei como, sentaram-se 95 mulheres em longos bancos ao longo de compridas mesas. Conhecia a maioria: vizinhas, mães e avós dos colegas do meu filho que ainda anda na pré.
Enquanto esperávamos para nos sentarmos, prestei toda a atenção às conversas, a quem entrava e reparei como elas estavam maravilhosas. Mulheres da minha idade, outras mais novas e, a maioria, na casa dos sessenta.
O dia havia-lhes sido igual em tudo menos a noite. Levaram os filhos à escola, fizeram-lhes o almoço, foram trabalhar, puseram a roupa a lavar, a secar, foram às compras e ainda arranjaram tempo para ir ao cabeleireiro. [Read more…]
Escola Pública e serviço público de educação – livre escolha é uma mentira
Portugal tem tido ao longo dos anos uma política algo errante em relação à Escola Pública. Errante porque a cada nova (velha!) equipa no Ministério da Educação, temos velhas mudanças.
Governos do PS e do PSD, aparentemente com mais semelhanças do que diferenças, em muitos momentos, actuam como se não houvesse uma Lei de Bases do Sistema Educativo.
No entanto, nem tudo é assim tão igual, na desgraça partidária que tem governado a Educação e nem sequer equaciono as pessoas que nos lideraram sob pena de perder o apetite.
Com todas as malfeitoria que José Sócrates e Maria de Lurdes trouxeram aos professores, culpando-os por todas as desgraças, inclusive pelo terramoto de 1755, houve algumas apostas na Escola Pública que mostram uma diferença significativa entre um partido que entende a Escola Pública como algo bem diferente do serviço público de educação. Quais? [Read more…]
O exemplo de Marco Martins, Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto (ou como nem todos os políticos são iguais)

Há 2 ou 3 dias, uma pessoa da minha família mais próxima sentiu-se mal e teve de chamar o INEM para ir ao Hospital. Minutos depois, chegava um veículo dos Bombeiros Voluntários da Areosa. A conduzi-lo, o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins, voluntário naquela corporação.
Não é de hoje que Marco Martins, eleito pelo PS nos últimos 2 mandatos e apontado como o próximo candidato do Partido à Câmara de Gondomar, dá extraordinários exemplos de cidadania e de nobreza na actuação política. Muitos dos seus actos passarão despercebidos na espuma das notícias, mas a política de proximidade que exerce em relação àqueles que o elegeram faz de si um exemplo notável. Não me esquecerei – não sendo por isso que o elogio – da forma célere como resolveu o problema do estacionamento selvagem em cima dos passeios na rua em que habito.
Mesmo não sendo essa uma das suas atribuições. As Juntas de Freguesia podem muito pouco no actual xadrez autárquico nacional. E num momento em que o Ministro da Propaganda se prepara para extinguir centenas de freguesias, [Read more…]
Levanta-te e anda, Portugal

Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.
É A FRASE QUE REFERE O EVANGELISTA MATEUS, CONHECIDO ENTRE MEMBROS DA CULTURA CRISTÃ, NO SEU TEXTO DO SÉC. I, CAPÍTULO IX, VERSÍCULO 5. ERA UM PARALÍTICO, CUSTAVA-LHE A ANDAR E O SEU SENHOR JESUS, MANDA-O ANDAR.
E o paralítico da História, andou. Ou, como diz esse outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda a Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos acudir, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão apesar de a Constituição definir no seu Artigo 1, de versão de 2001: [Read more…]
A Ponte Sobre o Rio Ave
Em finais do séc. XIX, um comboio de via larga e raríssimas carruagens de dois pisos em madeira atravessa o rio Ave; esta ponte seria substituida por uma outra, mais robusta e ainda em serviço, em 1932.
Pergunta o CDS
O CDS-PP quer saber quanto custaram ao país as greves realizadas no sector dos transportes nos últimos 10 anos e, para isso, enviou ao Parlamento um conjunto de perguntas que pretende ver respondidas pelo ministro da tutela. CM
É para descontar no estrago dos submarinos? é capaz de ser poucochinho. E se lhe somarmos uns sobreiros, quanto BES fica?
Hoje dá na net: Moebius Redux
Moebius Redux: A Life in Pictures de André Oliveira.





A EDP já comprou todos os deputados 








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