Nuno falta de vergonha na cara Crato

 

Crato diz que há professores a mais e que “redução é inevitável”

Falta de professores é um “drama anunciado há muito tempo”, diz Nuno Crato

Há muito para repetir (porque já foi tudo dito) sobre o consulado de Nuno Crato. No que se refere às duas declarações patentes na imagem, impõe-se uma pergunta básica: qual é o número mínimo de anos que corresponde a “muito tempo”? Relembre-se que  foi, alegadamente, ministro da Educação entre 2011 e 2015.

Nuno Crato foi um digno sucessor de Maria de Lurdes Rodrigues, cumprindo com denodo a tarefa de demolir a Escola Pública, o que incluiu um ataque continuado aos professores.

Tal como Maria de Lurdes Rodrigues, também Nuno Crato, por ter a mesma quantidade de vergonha na cara, aparece regularmente a dar opiniões sobre Educação. Está no seu direito, porque, em democracia, os incompetentes e os desavergonhados também têm direito a exprimir opiniões.

Don’t tread on him!

Esta semana, temos de celebrar o choro da fake media, da esquerda e de todos os que alinham com as agendas dos lobbies que usam a violência para defender as causas do bem. Kyle Rittenhouse foi considerado inocente, como só poderia ser. Perante organizações de extrema-esquerda, alimentadas por radicais que não olham a meios e pelo silêncio de quem não quer ser vítima de um cancelamento em grupo, poucos conseguem condenar os protestos violentos, mas facilmente apontam o dedo ou calam-se quando falamos de um jovem que agiu em legítima defesa. Se o Kyle já não estivesse entre nós, diriam que não podemos generalizar os protestantes e que acidentes acontecem.

Kyle Rittenhouse, nos seus 17 anos, apenas por se defender, atirando sobre indivíduos que o agrediram, aguentou aquilo que quem faz do ódio a sua maior causa nunca enfrentará.

Agora, que nunca se cale. Que não volte a passar por momentos como estes dos últimos dias, que bem devem custar. E que processe cada jornal, cada canal e cada pessoa que o difamaram.

Don’t tread on him!

This is Ameri KKK a

Rittenhouse, 18 anos, marcha sobre os activistas BLM; duas pessoas morreram às mãos do adolescente, agora ilibado, depois de fingir chorar em Tribunal

Kyle Rittenhouse, o adolescente que matou duas pessoas à queima-roupa durante um protesto anti-racista, foi ilibado.

Os Estados Unidos da AmériKKKa continuam pujantes. Quando, em Portugal, nos queixamos tanto da Justiça, vemos notícias como esta e sabemos: não estamos sozinhos no que à podridão da Justiça diz respeito.

Dançar o Vira

Greves, CGTP na rua, manifestações… até parece que há eleições em Janeiro.

Tudo perfeito, mas só agora é que se lembraram, sindicatos?

Católico rico, católico pobre

Por vezes cruzo-me com cemitérios repletos daqueles grandes jazigos, autênticos palácios muralhados que se elevam sobre a campa rasa do comum dos mortais. Todos os cemitérios os têm, é certo, e todos são livres de construir os seus castelos para o descanso eterno. Mas ocorrem-me poucas coisas, no âmbito católico apostólico romano, que sejam uma tão gritante antítese daquilo que são os ensinamentos bíblicos, como a diferenciação, após a morte, entre católicos ricos e católicos pobres. A ostentação e a estratificação social, em absoluta negação da retórica da humildade e do desprendimento do materialismo, e no limite – ou para lá dele – de alguns pecados ditos mortais são um fenómeno que atravessou os séculos e que, ainda hoje, se mantém. Conseguem imaginar Jesus Cristo a defender cemitérios em que os filhos do seu Pai se diferenciam pela posse e pela condição social? Eu não. Eu imagino-o a fazer com esses jazigos o que fez com os vendilhões do templo. Sim, é uma hipocrisia e não podia estar mais a léguas daquilo que são os valores cristãos fundadores e ancestrais. E são um dos muitos espelhos de uma sociedade profundamente elitista, onde a religião, mais do que um fim em si mesma, é um meio para outras finalidades. Já a frugalidade sobre a qual assenta o protestantismo, as suas práticas e os seus templos, por contraste com a opulência reinante no mundo Católico, diz muito sobre onde eles estão e onde nós estamos. Nada, nem isto, é por acaso.

Problemas

“Temos um problema claro de crescimento e de ambição”

A sério? Temos? Em Portugal? Eu diria que temos um problema de salários e emprego. O que já são dois problemas. Mas isso sou eu… que não sou o Horta Osório.

Bailinho

O dia de ontem foi peculiarmente sumarento ao nível da exposição dos verdadeiros intentos da fraudemia.

Por um lado, ficámos a saber que a Madeira adoptou o sistema de castas que já prolifera por alguns países do mundo. Mercados, restaurantes, cabeleireiros e convivência social em geral é luxo inalcançável para quem não se sujeitar ao tratamento médico experimental imposto, nem sequer por médicos note-se, mas por sociopatas engravatados. Obrigarem os madeirenses não-vacinados a deixar crescer o cabelo demonstrou em definitivo que o menosprezo do estado de Direito e o uso da Constituição como papel higiénico não foi circunstancial, mas sim deliberado e permanente. Com esta agravante: a acreditar que a taxa de vacinação na Madeira é semelhante à do resto do país, quantos são os não-vacinados? Meia-dúzia? Considerar que representam um perigo de saúde pública não é não entender de epidemiologia, é declinar qualquer tipo de razoabilidade e honestidade. Direitos inalienáveis, diziam orgulhosas as prostitutas do sistema, proclamando-se amantes da liberdade, de cravo presunçoso na lapela. Que hilariantes montes de merda.

Porém, a melhor notícia de ontem foi a informação de que qualquer injectado com a mistela Janssen terá de tomar uma dose de reforço. Não é “poderá tomar”, que é o spin que foi dado por muita comunicação; foi bastante explícito que “terá” de o fazer. Esse reforço terá necessariamente de ser…de outra marca. Algum obscurantista poderia aqui especular interesses financeiros: para citar um apenas, fico-me pelo vencedor de um Globo de Ouro, o nosso amigo Popeye das vacinas, o herói nacional que diz que quem afirma que estamos a usar cobaias humanas por putrefactos interesses corporativos é um perigoso obscurantista, mas que esta terceira dose é inadmissível, porque é claramente usar cobaias humanas por putrefactos interesses corporativos. Poderíamos até, num assomo de loucura, ousar afirmar que reforços de vacinas completamente distintas não são reforços imunitários, é uma roleta russa que se torna particularmente anedótica se verificarmos que a taxa de mortalidade de infectados abaixo dos 50 anos é virtualmente de 0%.

Ficar-me-ei pelo optimismo: atendendo a que a população que tomou a mistela Janssen é maioritariamente composta por homens abaixo dos 40 anos, parece-me que irritaram o sector populacional errado. Esta não é propriamente a população mais impregnada da narrativa. Muitos destes jovens tomaram a injecção em troca de uma liberdade da qual nunca deveriam ter abdicado e rapidamente se aperceberam de que ela não irá voltar por continuarem a submeter-se aos apetites insaciáveis de uma elite psicopata e de compatriotas autoritários. Sentem-se defraudados e agora também assustados. Além disso, homens abaixo dos 40 são os que melhor sabem andar à porrada, o que será uma skill de grande utilidade quando inevitavelmente vivermos no limiar da guerra civil. A todos os jovens que se recusarão a injetar mais doses, bem-vindos ao grupo dos não-vacinados. Não se julgavam mentirosos conspiracionistas de extrema-direita? Não se preocupem, rapidamente os jornalistas vos vão informar de que são.

O bicho papão

O cão não ladra por valentia e sim por medo.
(provérbio chinês)

Portugal e Espanha – desenvolvimento no Sec. XXI

Passou ontem um documentário no Canal Odisseia, “Espanha desde o AR: 24 horas” que, apesar de demasiadamente sucinto, fornece-nos uma visão do desenvolvimento espanhol desde meados dos anos 90 do século passado, particularmente sobre a angariação e aplicação de fundos comunitários para o desenvolvimento económico e social de Espanha.

Aconselho vivamente a sua visualização enquanto estiver disponível, pois, apesar de mostrar muitos erros e crimes ambientais, envergonha, seguramente, todos os portugueses, em particular os políticos que nos têm governado e, mais em geral, os cidadãos do nosso país não se constituem, através de movimentos associativos e empresariais, como críticos e exigentes com quem elegem.
Creiam que vale a pena gastar esta horita e, espero eu, que nos convoque a reflectir para a urgente necessidade do exercício de uma cidadania activa.

A vingança de André Ventura

Foto: Eduardo Costa/Lusa@Público

Quero começar por endereçar os merecidos parabéns a Rui Rio, que teve visão e habilidade política para mandar o cordão sanitário às urtigas e escancarar os portões da democracia para a entrada da extrema-direita. Um ano depois, o resultado está à vista: perdeu eleitorado para os extremistas, viu o seu junior partner ser canibalizado, a ponto de ficar ligado às máquinas, e o acordo para os Açores está na iminência de cair à primeira birra de André Ventura, que andou a mendigar ministérios num hipotético governo PSD, não conseguiu e lá se vingou no arquipélago. Lição nº 1 da extrema-direita: a extrema-direita não tem palavra: move-se, única e exclusivamente, pela destruição da democracia, pelo ódio e pela agenda pessoal do seu dono. [Read more…]

José Guilherme, o amigo 14 milhões de Ricardo Salgado

quer “licenciar megacentral solar no Alentejo“. Se for tão eficaz como daquela vez em que se esquivou à CPI do BES, ao MP e ao DIAP, sem que isso afectasse a marcação no barbeiro, tem tudo para correr bem.

Ao colo uns dos outros

Um país que tem tantas pessoas a precisar de um salário determinado por decreto para sobreviver é um país condenado ao fracasso. O salário mínimo nunca beneficiará os mais desfavorecidos.

MOAMBA

  • Tens-te transformado numa coisa muito ruim! – disparou o homem enquanto comia uma garfada de bacalhau.
  • É o que tu dizes. Outras pessoas dizem o contrário. – respondeu a mulher mordiscando um palito de batata frita.

  • Quem? – quis ele saber.

O diálogo prosseguiu neste tom que a excessiva proximidade das mesas me impedia de não ouvir, apesar do ruído de fundo do restaurante cheio.

Refugiei-me na moamba e nas memórias de sabores que, no meu caso, recuam até à infância e a outras geografias.

Enquanto o homem se lamentava em voz alta e a mulher, em silêncio, se arrependia pela milionésima vez de se ter casado com aquela besta, eu sentia alguma nostalgia porque, se quase tudo é reproduzível, isso não acontece com o travo do óleo de dendém caseiro dessa infância longínqua, aquele que marca pela eternidade fora o verdadeiro gosto de uma boa moamba de galinha.

Selminh… O simplório

Fotografia: Lucília Monteiro

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, disse em tribunal que, no caso Selminho, foi “incauto”.

Para os mais distraídos:

in·cau·to
(latim incautus, -a, -um)
adjectivo
1. Que não tem cautela ou prudência. = DESPREVENIDO, IMPRUDENTE ≠ CAUTO, CAUTELOSO
2. Que é inocente e sem malícia. = CRENTE, INGÉNUO

Eu também sou “incauto” quando fico com a última fatia de bolo do prato. Nunca me aconteceu ser incauto para beneficiar a minha família em negócios imobiliários enquanto presidente de um município.

Cada um com a ingenuidade que lhe é característica…

Ontem, por causa desta foto

Foto: Especial

lembrei-me disto:

Pertenecemos a un continente cuya lengua materna es más o menos el castellano. Vivimos un tiempo en que tendremos que aprender inglés sí o sí y ustedes deberán ser un país bilingüe sí o sí, porque la fortaleza de las mujeres latinas es admirable y van a llenar este continente de gente que habla castellano y también portugués. Y también portugués.

Deixem as fardas em paz

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa@DN

Ainda o bem-sucedido processo de vacinação não estava concluído, já os portugueses se tinham rendido à eficiência e ao low profile abnegado do vice-almirante Gouveia e Melo. E foi, de facto, um trabalho notável e exemplar. Merece, a meu ver, todos os elogios. E a recusa categórica do messianismo foi a cereja no cimo do bolo:

Eu não sou político. Qualquer ser que apareça como o salvador da pátria é mau para a democracia, porque a democracia salva-se em conjunto com todos os atores do sistema democrático.

Não foram poucos, aqueles que, num ápice, se converteram à religião das fardas. Alguns por admiração, outros por desencanto de longa-duração com o funcionamento da democracia, outros ainda com os olhos postos numa solução autoritária, olhando para Gouveia e Melo como um meio para atingir um fim. Felizmente para nós, os militares portugueses têm tido um papel central nos combates pela democracia e pela liberdade, e, parece-me, são poucos dados a cantos de sereias fascistas. Basta ver o que fizeram aos antepassados desta nova vaga de extremistas de direita, naquela madrugada inicial, inteira e limpa.

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Inês Sousa Real meets Ricardo Robles

A confirmar-se que as empresas das quais Inês Sousa Real é ou foi proprietária recorrem a práticas pouco sustentáveis e amigas do ambiente, nomeadamente a agricultura intensiva e o uso de pesticidas, podemos estar perante o princípio do fim da carreira política da líder do PAN, que ainda agora começou. O episódio traz imediatamente à memória o caso Robles, também ele uma figura que teve uma ascensão meteórica, para de seguida cair com estrondo e desaparecer do mapa, descobertos que foram os seus negócios imobiliários. Tal como Sousa Real, Ricardo Robles não cometeu nenhuma ilegalidade. Mas feriu de morte parte essencial da narrativa do seu partido. Não é coisa pouca.

O momento em que este caso surge não é inocente. Ao colocar-se na posição de potencial muleta do PS, num hipotético cenário pós-eleitoral em que os deputados eleitos pelo PAN cheguem para António Costa conseguir maioria absoluta, Inês Sousa Real ficou na mira da direita, mas também dos partidos de esquerda, que disputam a parte do eleitorado mais sensível ao problema das alterações climáticas. Fez o pleno, portanto.

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Quem é Nuno Miguel Henriques?

é o militante do PSD que também quer liderar o partido e que vai obrigar Paulo Rangel a debater. The plot thickens…

A vida inteira com o salário mínimo

Uma reportagem do Público. Aumentar para quê? “O pouco que nos possam dar, para nós é muito. Vinte euros já me dão para ir ao supermercado e comprar comida para uma semana.” Ao cuidado dos chalupas da meritocracia.

Heil

Li por aí que poderia até ser bom para dar termo à farsa: quando a comunidade for composta exclusivamente por pessoas que se sujeitaram à injecção experimental e estas continuarem a transmitir a doença e a falecer com a mesma, rapidamente a população se iria aperceber de que a segregação de um segmento da população – se razões precisavam para a rejeitar para lá das humanas, cívicas e morais – é epidemiologicamente injustificada.

Não partilho desse optimismo. Vivemos numa era em que a matemática dos números oficiais é esta: 100% da população portuguesa acima dos 65 anos está vacinada; a esmagadora maioria das mortes está neste sector populacional; mas o problema são os 0% que não estão vacinados. Vivemos uma era prodigiosa na arte do engodo massivo, em que tentam convencer simultaneamente os não-vacinados de que têm de se injetar, sob pena de perderem tudo o que têm na vida, porque a extrema eficácia da mistela é imprescindível no combate à doença; e os vacinados de que têm de tomar mais doses, porque as que tomaram não tiveram grande eficácia. Isto enquanto o Parlamento Europeu se prepara para conceder indeminizações às inúmeras cobaias que tiveram o azar de, eivados de medo ou em busca da liberdade que lhes foi ilegitimamente roubada, sofrerem os efeitos físicos severos de uma terapia sem segurança.

Há uns tempos, eu previ que mais cedo ou mais tarde iriamos estar a falar de certificados segregadores sem sequer referir a doença que os originou. Isso deixou de ser um cenário hipotético. Na Áustria, um teste negativo – o suposto comprovativo de que o indivíduo não carrega a vírus, pelo menos é esse o motivo pelo qual me obrigam a recorrer à zaragatoa – não permite a livre circulação. Só mesmo a sujeição ao tratamento experimental leva a que nos seja concedida a carta de alforria, mesmo sendo um axioma da narrativa de que vacinados transmitem e apanham o vírus. Este axioma – necessário para a perpetuação do sistema vigente, mas que acarreta explícitas contradições – é frequentemente acomodado com um subjectivo “mas muito menos!”, sem que se vislumbre a menor sustentação factual para tal adenda.

Às massas hipnotizadas – tão lestas a pregar empatia comunitária aos negacionistas – são irrelevantes os factos, é perigosa a divergência e é indiferente o sofrimento humano, se este se limitar às minorias dissidentes. Primeiro vieram buscar os comunistas e eu não disse nada, pois não era comunista….vocês conhecem o poema.  Pobres incautos: voluntariamente escravizados, julgam ser verosímil viajar de obediência em obediência até à liberdade final.

Sondagem do ISCTE/ICS: qual é mesmo a admiração?

Sondagens, nunca é demais dizê-lo, valem o que valem. Nem sempre acertam, às vezes falham por muito, mas, regra geral, não andam muito longo dos desfechos eleitorais. Bem sei que agora é moda dizer que as sondagens perderam toda a sua credibilidade, após o fiasco lisboeta, mas o histórico diz-nos outra coisa.

Vem o introito a propósito da última sondagem do ISCTE/ICS para o Expresso/SIC, que coloca o PS na zona da maioria absoluta, BE em queda livre, PCP a definhar mais um bocadinho, PSD muito aquém do necessário para sonhar com a governação, CDS à beira da extinção, PAN perto disso, IL a crescer menos que o perspectivado pela bolha do Twitter e CH a capitalizar à grande com o clima de guerrilha instalado na direita dita tradicional, para não falar no enorme contributo de Rui Rio, que teima em apresentar-se – aos olhos de parte significativa do eleitorado – como potencial muleta do PS.

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«FC Porto fez uma parceria com corretora de criptomoedas Binance»

Efectivamente, corretoracorrectora.

“Até lá não me doa a mim a cabeça”

É trágico que perante resultados claramente insuficientes da COP26, ministros do Ambiente sejam os primeiros a dizer que enfim, está tudo nos conformes…easy going.

Já cá não estarão, quando for tarde demais…

COP 26

Confesso que percebo muito pouco de questões climáticas. Suspeito que não sou o único. Pior, desconfio que muita gente que fala do “alto da burra” sobre o tema percebe tanto ou menos. Muito pior ainda, estou profundamente convicto que grande parte das “sentenças” tão absolutas, tão “sapientes” e tão desdenhosas, são muito mais determinadas por agendas pessoais e políticas que, propriamente, pela preocupação com o futuro do planeta.

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Anda um espectro pela Europa, o seu nome é Vladimir Putin, e é bom que os poderes da velha Europa se aliem para lhe fazer frente

A ameaça a Leste nunca deixou de o ser, apesar do alegado desanuviamento da era Yeltsin. Vladimir Putin, uma espécie de Estaline 2.0, tem hoje um poder desmesurado, reforçado por quatro anos de enfraquecimento do hard power ocidental, uma das muitas consequências do consulado do idiota-útil Trump, e representa, agora mais do que nunca, pelo menos desde a desintegração da União Soviética, uma ameaça permanente para as democracias liberais da Europa. Vale a pena ler a peça da jornalista Ana França, no Expresso, que sintetiza bem aquilo que se está a passar.

Comecemos pela Ucrânia: em 2014, Putin invadiu e anexou a Crimeia. Num ápice e sem que a comunidade internacional movesse mais do que os lábios e os dedos para declarações contidas, cobardes e circunstanciais. Desde então, tem apoiado os separatistas russos na região de Dombass, parcialmente controlada pelas milícias apoiadas pelo Kremlin, onde o risco de novo Anschluss é real. Desde então, mais de 14 mil pessoas perderam a vida no conflito.

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Adeptos 1-0 Governo

Felizmente, penso que esta é a última vez que tenho de escrever sobre essa aberração idealizada pelo governo socialista chamada Cartão do Adepto. Depois de a mesma ideia falhar em vários países, tal como o redondo falhanço em Itália (Tessera del Tifoso), os socialistas fizeram o melhor que sabem: copiar ideias condenadas ao falhanço e que comprometem a liberdade do cidadão sem qualquer utilidade. O governo socialista demora mais tempo a perceber que ideias deve importar do que o Fernando Santos a perceber que William não é um jogador rápido.

Além da ideia em si ser errada à priori, a sua implantação mostrou-nos que não há defesa possível desta lei. A Iniciativa Liberal propôs o fim do Cartão e adotou esta luta desde há largos meses, à qual o PCP e o Chega se juntaram, apesar de não concordar com as contrapartidas apresentadas pelo Chega na sua proposta. Os resultados práticos deste Cartão foram tão maus que até levaram o arrogante PS a abster-se e a ver deputados votarem a favor da proposta da IL. O pior desta votação foi perceber que alguém que queira um Estado menos invasivo na vida das pessoas não se pode rever num PSD amorfo, que nem contra uma medida que afeta diretamente a liberdade individual de cidadãos, neste caso adeptos, consegue ser. [Read more…]

Lock ‘em up!

Jacob Chansley, o chalupa pró-Trump que ficou conhecido por profanar o look old-school do Jay Kay dos Jamiroquai, versão neofascista-conspiracionista, enfrenta uma pena de 51 meses de prisão, que resulta da sua participação na tentativa de golpe de Estado orquestrada por Trump e restante cúpula da extrema-direita norte-americana.

A defesa alega agora que o “xamã QAnon” tem problemas psicológicos, está arrependido e pede a “compaixão do tribunal”. Problemas psicológicos terá, seguramente, ou não faria parte da seita QAnon. O look ainda vá que não vá, que o que não falta nos EUA são tolinhos com looks saídos de um filme do Tim Burton. Já participar numa tentativa de golpe de Estado, ameaçar representantes eleitos (incluindo Mike Pence, então n°2 de Trump) e incentivar a violência é outro campeonato, cujos praticantes, também conhecidos como delinquentes, devem ser encarcerados. Que assim seja. Para ele e para os restantes 660 delinquentes pró-Trump que participaram naquele reality show autocrático do fascista americano.

 

P.S. Por altura da invasão do Capitólio, o cadastrado neo-nazi detido esta semana usou o Twitter para ameaçar o país com a iminência de algo similar em Portugal. Ontem, após ser libertado, Mário Machado concluiu a sua declaração aos jornalistas com a saudação nazi e um “viva a vitória”, versão portuguesa de “seig heil”. É deixá-los andar e continuar a bater na tecla das falsas equivalências. Tem tudo para correr bem.

A propósito das crianças portuguesas que falam “brasileiro”

A também nossa Paula Sofia Luz publicou recentemente uma reportagem que deu algum brado e fez sair muitos patrioteiros de tocas mal frequentadas: “Há crianças portuguesas que só falam ‘brasileiro'”. Desde portugueses enojados a brasileiros ressabiados, juntaram-se nos comentários do jornal e das redes sociais dezenas ou centenas de idiotas de ambos os lados do Atlântico, agarrados a estereótipos e a interpretações espúrias da História, ou melhor, de um conjunto de sentimentos e de preconceitos que alguns confundem com História.

O fenómeno da influência do português do Brasil na expressão dos jovens portugueses não é novo e pode (e deve) ser discutido, excluindo qualquer laivo de superioridade ou de inferioridade e incluindo linguistas e professores de Português, sendo que, neste último caso, há um afastamento indesejável entre ambos os grupos – polemizando já um pouco, e sendo eu suspeito, há alguns linguistas que imaginam os professores como meros receptáculos, mesmo quando o assunto é o ensino de uma norma linguística, por muito que este conceito contenha algo de demasiado artificial.

Assim, se é verdade que não faz sentido censurar (em qualquer dos sentidos da palavra) os conteúdos brasileiros, é importante pensar naquilo que se chama o “cultivo da língua”, expressão difusa que se pode prestar a usos elitistas desajustados e que poderá, muitas vezes, entrar em conflito com a natural circulação de palavras e de conceitos. [Read more…]

Heavy Metal a pedido

Durante a gravação do PodAventar das últimas Conversas Vadias 34 já publicadas, o Francisco Miguel Valada incitou-nos a ouvir mais Heavy Metal, com o apoio entusiástico do António Fernando Nabais.
Pois aqui fica uma sugestão de umas moças mouras da Indonésia, as “Voice of Baceprot”, para fazer jus à vontade expressa.

COVID 19 – Singapura e Países Baixos na nova vaga

Não é já surpresa para ninguém que estamos a entrar numa nova vaga de infecções pelo SARS COV 2 e que se prevê que não seja de intensidade inferior às mais ferozes que já sofremos. O número de infectados aumenta assustadoramente na Rússia, na China, na Bulgária e Roménia, mas também na Alemanha e Países Baixos e, inesperadamente, em Singapura, um dos países com maior taxa de vacinação – 80%.
O que está a acontecer em Singapura é explicado pelos costumeiros especialistas que tal se deve aos que não tomaram vacinas, mas tal não é verdade à luz dos factos revelados pelos números. Com efeito, a COVID 19 está a instalar-se indiscriminadamente entre vacinados e não vacinados, sendo que, tendo a verdade factual sempre como Norte, os vacinados estão a escapar com muito mais facilidade à severidade da doença, nomeadamente em internamentos, em cuidados intensivos e decessos.
Como irão ou como estão já a reagir os países a este fenómeno?

Os Países Baixos acabam de anunciar o regresso a um novo confinamento parcial, [Read more…]