Papa da Silva

Excerto retirado de uma notícia da TVI.

Lula da Silva veio a Portugal e foi bombardeado com perguntas acerca da sua posição em relação à guerra na Ucrânia.

Uma posição que é mais difícil de explicar e defender (e também de entender), porque pressupõe uma real tentativa de alcançar a paz (que em qualquer guerra é sempre o mais difícil de alcançar), ao invés de, à boa maneira da avestruz, enfiar a cabeça na areia e papaguear simplesmente que “a Ucrânia tem direito a defender-se” (e é claro que tem e nunca ninguém disse o contrário), como se a postura belicosa e o prolongamento ad aeternum da guerra fossem, de forma mágica, resolver o problema. E gritar aos sete ventos que “a guerra só acabará quando a Ucrânia sair vencedora” é – para além de um grito cínico – pura romantização da guerra.

Enquanto isso, a guerra continua e estará para durar, a Ucrânia vai ficando cada vez mais depenada, as sanções à Rússia não estão a fazer surtir o efeito pretendido, a dívida externa da Ucrânia aumenta, os Estados Unidos e a Rússia esfregam as mãos e já se preparam novas formas de pôr os imperialismos todos a medir pilas (olá, China!). Enquanto isso, a guerra não acaba.

Por isso, senhores jornalistas e comentadeiros do chavascal, comecem já a preparar os microfones, pois vem aí o Papa que, ao que parece, tem uma posição semelhante à do presidente do Brasil, esse sacana pró-Putin que propõe que, em vez de se andar a apontar armas enquanto alguém lucra com a venda das mesmas, se sentem todos a uma mesa e haja uma saída limpa para as duas partes (e, depois disso, sim, poderemos começar a discutir de que forma a Federação Russa do abominável neo-fascista de cera poderá vir a pagar as reparações que são devidas à Ucrânia do fantoche de oligarcas sequestrado – desde a sua eleição – pelas forças neo-nazis que “protegem” o país).

Ps. Parece que o totó com óculos que é presidente da Câmara Municipal de Lisboa foi visitar o Papa… olhem, foi uma oportunidade perdida para lhe [ao Papa da Silva] fazerem as tais perguntas!

Adorei!

boas-vindas aos turistas para anunciarem que Portugal é lindo para visitar mas maltrata a classe docente

Aleluia, parece que foram obrigados a perceber!

Seca extrema e severa no sul leva Governo a impor já restrições no uso da água

Ministros admitem interdição de uso de água para a rega em algumas zonas do país e querem proibir instalação de novas culturas permanentes e novas estufas no Alentejo e Algarve.

Anda uma pessoa há anos de coração apertado e a mente revoltada a ver o aumento desnaturado do regadio no Algarve e Alentejo e pensa que estes governantes querem estoirar o país e pronto.

Isso será secundário para eles, mas parece que não dá mesmo para continuarem a fechar os olhos para a realidade. A ver, a ver, se de facto proíbem novas monoculturas e estufas. E depois falta suspender os resorts de luxo por todo o lado (Comportas, etc.)., os campos de golf e por aí fora. E vão para o caraças com as vossas dessalinizadoras que vamos nós pagar primeiro e depois no preço da água, para não falar no impacto das salmouras (para cada litro de água potável produzido, gera-se em torno de 1,5 litro de líquidos poluídos com cloro e cobre) e no elevado consumo de energia.

Poupar, tratar, reutilizar, há muitas coisas a fazer. Mas chega de nos iludirem, a parte de leão é da agricultura, bem mais de 70% e nem sabem quantos furos há que não entram nas vossas contas. Escusam de falar em gota a gota, o problema é a quantidade desmesurada.

Não faço ideia como conseguem dormir em paz, com tanta destruição que andam a provocar.

Aqui está aqui o parecer em falta

Antes que seja, também, vítima de lavagem cerebral, aqui deixo o meu parecer sobre toda esta marmelada da TAP.
Sou de parecer que os Senhores Ministros das Finanças e o das Infra-estruturas deveriam ter sido imediatamente demitidos por triste e má figura pelo despautério ético de demitir dois gestores públicos numa conferência de imprensa transmitida, em directo, por váriios canais televisivos.

Tal destrate é, de todo, insensato por descabibo, uma vez que poderiam facilmente comunicar verbalmente com os referidos gestores ou, inclusivamente, escrvever.

Os bufos de Budapeste

Na Hungria, governada pelo virtuoso Orbán – antigo parceiro do PSD e do CDS no PPE, hoje farol de André Ventura e da sua unipessoal – o governo neofascista de Budapeste passou uma lei que incentiva os “cidadãos de bem” a denunciar famílias homossexuais. No fundo, a versão húngara dos bufos da PIDE.

Pena que a extrema-direita portuguesa se tenha lembrado de Salvini e não do principal aliado e infiltrado de Putin na União Europeia. Se era para trazer um putinista mauzão ao congresso, Orbán era uma escolha mais acertada que o cheerleader italiano. E perfeito para um workshop sobre como perseguir e retirar direitos civis aos homossexuais. Lá teremos que esperar que Ventura chegue ao governo para ver como a coisa funciona.

Marxismo liberal

Da exposição: os 50 anos do Partido Socialista.

O Partido Socialista (PS) foi marxista por um breve período da sua História.

O socialismo democrático ou, se quisermos simplificar, a social-democracia clássica morreu no PS no dia em que decidiram que, por puro tacticismo eleitoral, o melhor seria ceder à ideia de Bloco Central e se tornaram no extremo-centro que hoje representam (e ocupam).

Da social-democracia clássica ao social-liberalismo de hoje, impulsionado pela ideia de Terceira Via introduzida por Tony Blair (e que é um favor ao neo-liberalismo europeu – já o dizia Margaret Thatcher) foi um instante.

A Juventude Socialista ainda tenta, por breves momentos, ressuscitar o PS de esquerda da fundação, sobretudo como estratégia de captação de jovens para as suas fileiras, mas rapidamente se transformam em tecnocratas neo-liberais quando lhes cheira a poder (quem é que, no seu perfeito juízo, denominaria como “socialistas” políticos como António Costa, Sérgio Sousa Pinto, Fernando Medina, Francisco Assis ou António José Seguro?). É pena, perde a esquerda e perde o país, envolto neste engodo de socialistas que não o são.

Consequência de tudo isto, não é admirar que os programas políticos do Bloco de Esquerda ou do PCP – Partido Comunista Português sejam, hoje, de cariz essencialmente social-democrata, pois vieram, com o tempo, ocupar um espaço que estava desocupado com a viragem do PS à direita.

Não nos TAPem os olhos

O governo fechou-se sobre si e recusa entregar os pareceres jurídicos que estiveram na base do despedimento de Christine Ourmières-Widener à Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso TAP. Há quem prefira napalm, mas eu aprecio muito o cheiro a arrogância autoritária pela manhã. E nunca me canso de agradecer àqueles que contribuíram para uma maioria absoluta do Partido Socialista.

Mas a pergunta que importa fazer é esta: porque é que o governo está a vedar o acesso a esta documentação, exigida pelos representantes do povo português que se sentam no hemiciclo? O que esconde? Que nova tramoia estará ali oculta? São perguntas que, nesta fase, não se limitam a revelar desconfiança. Revelam uma certa habituação aos casos, casinhos e casões que são o quotidiano deste governo. Sobretudo os casões que custaram milhões, como foi e é o caso da TAP. [Read more…]

O Estado da Nação

No Comment.

Censura má, censura boa

Decorre este mês, em Vila Nova de Gaia, a Bienal Internacional de Arte.

Entre os vários artistas que ali expõem o seu trabalho está o cartunista Onofre Varela. Até aqui, tudo normal.

Acontece que o mesmo, depois de várias pressões por parte dos curadores da exposição e das críticas que a Comunidade Israelita de Lisboa lhe endereçou, decidiu retirar um dos seus cartoons em exposição. E que cartoon é este? Trata-se de uma obra que retrata o ditador nazi, Adolf Hitler, de suástica no braço e estrela de Davi ao peito, com o seguinte texto a acompanhar: “ISRAEL TRATA OS PALESTINOS COM O MESMO DESRESPEITO COM QUE HITLER TRATAVA OS JUDEUS.” (cartoon em baixo)

Primeiro, urge perguntar: por que é que uma comunidade de Lisboa se insurge contra uma obra exposta em V.N. de Gaia?

Segundo: percebe-se que a obra possa chocar; mas não é essa, também, um dos objectivos da arte, especialmente da arte de intervenção política e social?

Em terceiro lugar, mas mais importante: as críticas são perceptíveis – a verdade costuma aleijar. Não creio que o artista Onofre Varela tenha tido por objectivo “desvalorizar o nazismo” mas, por contrário, deixar a nu a brutalidade do regime neo-fascista de Israel e, consequentemente, chamar a atenção para a limpeza étnica levada a cabo pelo extremismo sionista e para o apartheid imposto aos palestinianos.

À censura imposta pela Bienal a pedido da Comunidade Israelita de Lisboa, a Câmara Municipal de Gaia diz não se rever em práticas censórias, mas aplaude a retirada do cartoon [sic].

A cartada do Holocausto, tão usada para justificar as atrocidades que o Estado israelita pratica nos Territórios Palestinianos Ocupados, já não cola (a não ser nos indefectíveis sionistas e nos incautos que acreditam que ter sofrido com o nazismo justifica práticas nazis por parte de quem sofreu com o nazismo).

Em suma, censurar tal obra, por contraditório que possa ser, coloca os censores mais perto dos nazis. E isso é um desrespeito para com os milhões de judeus espalhados pelo mundo.

A obra de Onofre Varela foi mandada retirar da Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Gaia, a pedido da Comunidade Israelita de Lisboa – aqui fica, para provar que atitudes censórias têm, por norma, o efeito contrário ao pretendido.

Rafael Leão e os fascistas

Nascido no Bairro da Jamaica, no Dia de Portugal, negro, poliglota, inteligente e mais bem-sucedido que toda a tralha fascista junta alguma vez será. O Rafael Leão
não é só o jovem jogador português com maior potencial da sua geração. É uma dor de cabeça para a narrativa da extrema-direita.

Amanhã, Vítor Gonçalves pode começar por perguntar a Santana Lopes:

«Ora bem, então, “agora facto é igual a fato (de roupa)”»?

Modrić e Mudryk (Мудрик)

FMV, Bruxelas, 18/04/2023 (Chelsea 0-2 Real Madrid)

Fugiu-lhe a língua para a verdade

Há quem tenha ficado surpreendido com o momento “ui que se me escapou uma pedofiliazita” do Dalai Lama. Eu não fiquei.

Quer dizer, fiquei surpreendido com o grau de obscenidade sem pingo de vergonha na cara. Alguém que pede a uma criança que lhe chupe a língua, com aquele à vontade, parece confortável com a perversão. E não parece estar a fazê-lo pela primeira vez.

Mas aquela surpresa-choque, sendo que falamos de um líder religioso, não senti. Se as instituições do Cristianismo e do Islão têm o historial que têm a abusar de crianças, com e sem pedofilia, porque é que haveria de ser diferente com o budismo tibetano?

Já para não falar nas companhias, e no facto da luta pela qual dá a cara ser frequentemente alvo de instrumentalização no âmbito da política externa de Estados pouco recomendáveis. E preparem-se: qualquer dia descobrimos que também andou pela ilha do Epstein.

EUA, China e Taiwan entram numa fábrica de semicondutores…

a ler.

Licença para Destruir Portugal: Simplex Ambiental

De forma virulenta, desapiedada e totalmente desprovida de escrúpulos, os actuais governantes estão em velocidade cruzeiro a chular e a destruir o território, o património e a população de Portugal. E se estes são assim, os que se vislumbra que virão depois, piores ainda serão.

Mais um exemplo do completo desprezo dos decisores pelo futuro deste país e do planeta é o chamado Simplex Ambiental, o decreto-lei que, apesar de todos os protestos individuais e colectivos da sociedade civil, foi promulgado, entrou em vigor e já produz efeitos desde Março. [Read more…]

O mérito dos CEO

Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins. Fotografia retirada do Jornal Económico.

Noticia o jornal Expresso:

“(…) presidentes executivos já ganham 36 vezes mais do que os trabalhadores.” 

Só se pode concluir uma coisa: continuam as campanhas anti-patrões e, agora, até o jornal Expresso já faz parte da entente socialista-comunista-vuvuzela-Cuba-do-Alentejo.

Faltará pouco para que vejamos Pinto Balsemão de boina e colete numa qualquer Festa do Avante, se este ódio aos grandes patrões continuar.

Mas alguém, no seu perfeito juízo, nos vem dizer que os CEOs das grandes empresas não trabalham trinta e seis vezes mais do que os plebeus que estão sentados nas caixas do hiper-mercado ou dos que lá fazem reposições? Balelas! Vão-me dizer que é mais fácil estar sentado no escritório 4h/dia a ver papéis e a beber um whiskey com gelo e, no resto do dia, frequentar os rooftops enquanto se fazem business e se criam networks de gin na mão a ver o sunset?! Seus invejosos!

Notícias como esta são um ataque directo ao direito que estes desgraçados têm de viver com dignidade nos seus palacetes de milhões. A verdade é que toda a gente tem inveja do sucesso inquestionável destes nunca pobres, mas coitados homens de bem.

Ps. Noutra notícia, na mesma senda: Pedro Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, ganha cento e oitenta e seis (186!!!) vezes mais do que os trabalhadores do grupo. Em dez anos a remuneração dos gestores das grandes empresas subiu 47%, enquanto os salários dos seus trabalhadores caiu 0,7%. Já dizia o “outro”: não há almoços grátis.

Eça de Queiroz tinha razão: isto é uma “choldra ignóbil”

Eu, sinceramente, até nem tenho a certeza que o melhor caminho seja a dissolução da AR (tentarei explicar mais abaixo). Mas quer a perspectiva quer os argumentos que normalmente suportam a decisão de o não fazer, parecem-me supinamente hipócritas.

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É uma tendência interessante

Além do previsível sujeito nulo (“eu estou orgulhosa”), o verbo nulo (“eu estou orgulhosa”): “Orgulhosa de ser oradora portuguesa convidada”.

Por onde anda o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990?

The SLM employs three criteria for classification. A preliminary step is to consider the IPA symbols used to represent the L1 and L2 sounds. This is followed by acoustic measurements and listeners’ perceptual judgments of sounds in L1 and L2. The SLM posits that interlingual identification occurs at a phonetic rather than a phonemic level, so the procedures operate on sounds (that is, phonetically-relevant phone classes).
— J. E. Flege (1992) (pdf)

***

Devido a uma queixa-crime relativa a este capítulo (pdf), o Expresso voltou a adoptar momentaneamente a única ortografia que é óptima no acto de reflectir grafemicamente a actual realidade do português europeu.

Quanto ao Diário da República, [Read more…]

Taiwan, a última batalha pela hegemonia

Pequim regressou aos exercícios militares nas fronteiras de Taiwan, simulando bombardeamentos e um cerco total à ilha. É o intensificar de um passo crucial na sua afirmação internacional. Se os EUA podem provocar os seus inimigos com exercícios militares em qualquer ponto do globo, os chineses sentem-se igualmente livres para o fazer no seu quintal, mais ainda quando se trata de um território que o consideram seu.

Taiwan, é bom que estejamos cientes disso, tem os dias contados. Porque não tem argumentos militares para dissuadir um ataque de larga escala e porque, ao contrário, por exemplo, da Ucrânia, não é sequer reconhecido como um Estado soberano. Os próprios EUA, que sempre usaram Taiwan como instrumento de política externa na região, não reconhecem a sua independência. Reconhecem, apenas e só, a sua rentabilidade e valor geoestratégico.

É sabido que os chineses são pacientes. E Xi Jinping tem sido muito claro sobre o posicionamento do país face à província rebelde. Julgo que será uma questão de tempo até que um destes exercícios, cada vez mais frequente, se converta numa invasão real. E o momento é perfeito, numa fase em que o Ocidente está cada vez mais enterrado em dívidas, ingovernabilidade e no conflito em curso na fronteira leste, com a perspectiva real de que os EUA deixem a Europa à sua sorte, caso Trump ou DeSantis derrotem Biden em 2024. Virá Washington em auxílio de Taipé, em caso de invasão chinesa? A Casa Branca diz frequentemente que sim, mas é pouco provável que convença as instituições e os americanos a manter dois conflitos em curso, contra duas potências nucleares. E se os custos do embargo à economia russa foram tão prejudiciais para o modo de vida ocidental, aplicar igual receita à China, da qual a economia europeia e americana dependem umbilicalmente, poderá ser a estocada final no que resta da hegemonia americana.

A “inacção do accionista” é grafemicamente

positiva e a *”inação do acionista” é extremamente negativa.

João Galamba e Marques Mendes: a mesma luta

No tempo do socialista Cavaco Silva, “xuxas” como Luís Marques Mendes, Dias Loureiro, Arlindo Cunha e Fernando Nogueira, entre muitos outros, conseguiram bons empregos para as suas esposas nos ministérios dos seus camaradas.

O que mudou de lá para cá?

Nada.

E continuará a não mudar. Porque a nossa classe política, a que realmente governa e manda, não é mais que o reflexo daquilo que somos como povo. E dos subterfúgios que sempre encontramos quando a bola do esquema, da trafulhice ou da corrupção é conduzida por jogadores da nossa equipa.

Saímos das colónias, mas nunca saímos do terceiro mundo. Nem do universo salazarista do medo e da apatia.

O Dalai Lama, o príncipe Andrew e o Donald Trump entram num bar

na ilha do Epstein.

TAPar os olhos, TAPar os ouvidos, abrir a boca

Com tanta crítica do PS ao PS, qualquer dia descobrimos que, afinal, o PS não teve culpa nenhuma nisto da TAP.

E é isto!

Hoje no JN,  João Gonçalves, num artigo  sobre a TAP (entre outros assuntos)  cita  Vasco Pulido Valente (em 2001).

“O PS no Estado é isto: uma trupe aventureira e esfomeada, que a seu belo prazer dispõe do património colectivo. No fundo, não se acha representante do povo, mas pura e simplesmente dona do País”.

E assim estamos.

 

 

Exploração infantil do bem

À falta de mão-de-obra nos EUA, os decisores políticos responderam com a flexibilização do trabalho infantil.

Migrantes que vêm para trabalhar?
Deusmelivreeguarde!
Construam um muro e deixem esses violadores do lado de lá, plamôrdeDeus!

Facilitar a contratação de crianças menores de 16 anos com salários miseráveis?
É o mercado livre, estúpido! [Read more…]

Isto foi a TVI a usar a polémica em torno de Maria Botelho Moniz para vender produtos de emagrecimento, não foi?

Eis a transição perfeita: Manuel Luís Goucha leva Maria Botelho Moniz ao seu programa, onde o prato principal foi, sem surpresas, o polémico e cavernícola artigo de Alexandre Pais, e mal termina a entrevista, a emissão muda imediatamente para um momento televendas onde o produto em destaque é o Emagreslim.

Não conhece?

Foi assim que MLG o introduziu:

A Primavera já aí está, o Verão também não tarda, já há pessoas na praia, portanto querem estar em forma. Mas, mais importante ainda, a sua auto-estima! Muitas vezes tem uns quilos a mais e não ser sente bem. Já sabe que a Viva Melhor tem a resposta eficaz: Emagreslim.

E daí se o timing for bom para vender uns produtos de emagrecimento?
Qual é o mal?

(badum tss)

 

Trump, Bolsonaro e José Miguel Júdice entram num bar…

No seu espaço de comentário político da passada semana na SIC, José Miguel Júdice fez, com alguma subtileza, um exercício de normalização da extrema-direita, ao colocar, no mesmo patamar, os protestos em França contra o aumento da idade da reforma e os ataques ao Capitólio e à Esplanada dos Ministérios.

O objectivo do comentador, parece-me, não é tanto condenar os protestos em França. É, isso, sim, minimizar duas tentativas de golpe de Estado, nos EUA e no Brasil, despromovendo-os à categoria de protesto inorgânico.

Não perderei muito tempo com a absurda comparação, até porque a considero normal, vinda de um salazarista que integrou uma organização terrorista de extrema-direita. [Read more…]

Notícias Viriato: uma estória de seis mil euros – parte II

António Abreu, fundador do Notícias Viriato. Imagem retirada do YouTube.

Há cerca de dois meses, o Aventar, pela minha mão, publicou um artigo onde questionava o que tinha acontecido ao “jornal” on-line Notícias Viriato (NV) e onde paravam os mais de seis mil euros angariados pelo seu fundador e único trabalhador, António Abreu, para a suposta realização de um documentário sobre as alegadas vítimas das vacinas administradas durante a pandemia de COVID-19.

Ora, na altura, expusemos aqui o enunciado: que tinham sido angariados mais de seis mil euros para a realização de um suposto documentário e que, pouco tempo depois disso, o Notícias Viriato e o seu fundador António Abreu teriam “desaparecido em combate”. Como tal, enviámos algumas perguntas directamente para o e-mail do Notícias Viriato e para o e-mail de António Abreu. Perguntas essas que, durante uns tempos, ficaram sem resposta. Mas o Aventar insistiu, voltou a enviar as perguntas e, há umas semanas, o Notícias Viriato (que é o mesmo que dizer António Abreu) respondeu-nos às pergunta solicitadas, respostas essas que aqui passamos a reproduzir. Primeiro, relembramos as perguntas enviadas:

1 – O NV surgiu com bastante adesão por parte de alguma direita radical e cavalgou a onda da pandemia. Por que razão não publicam nada desde Fevereiro de 2022? 

2 – O NV perdeu relevância depois de contido o vírus e ficou sem material? 

3 – Em Outubro de 2021, o NV organizou uma angariação de fundos. Segundo o que foi publicado nas suas redes sociais, conseguiu uma quantia no valor de €6.476, com o objectivo de produzir uma reportagem intitulada “Vítimas do Medo”. Quando sairá essa reportagem, uma vez que não foi publicada, nem no site do NV nem nas suas redes sociais? 

4 – Por que razão a última publicação acerca do tema “Vítimas do Medo” foi, precisamente, a informação sobre os €6.476 angariados? 

5 – Está o NV disponível para apontar uma data para o lançamento do documentário “Vítimas do Medo”, para o qual angariou €6.476? 

A tudo isto, o NV respondeu-nos que: [Read more…]

A descomunal tareia de Meloni em Macron

Não obstante a dissidência intelectual e política com a Primeira-Ministra de Itália, não desprezo nunca uma lição de história, venha ela de Adriano Moreira ou de Fernando Ruas, avatares que cito como mera explicação à distância que os separa, sobretudo politicamente.

Vem isto a propósito da tareia, um autêntico massacre ao esquecimento das vicissitudes da história, que a Senhora Giorgia Meloni desferiu sobre o presidente francês, Emmanuel Macron.

Pelos vistos, o nada arrogante, pouco ostentoso, quase inexistente tribuno e chauvinista graduado classificou os italianos como “irresponsáveis”, “cínicos” e “repugnantes”.

Perante as insistências dos meios de comunicação, a Senhora Meloni não se fez rogada, juntou uns milhares para ouvi-la, puxou a culatra atrás e disparou de rajada: “Os irresponsáveis, Emmanuel Macron, são aqueles que bombardearam a Líbia porque não queriam que a Itália obtivesse concessões energéticas importantes junto de Kadhafi, e nos deixaram perante o caos das migrações ilegais que ainda estamos a enfrentar”. [Read more…]