A boa ordem

“Nos exércitos, marinhas, cidades, ou famílias, na própria natureza, nada relaxa mais a boa ordem do que a miséria”.

Disse-o Herman Melville, na sua novela mal-amada, Benito Cereno, aquela em que se conta a história de um navio negreiro amotinado.

Reforçam-se as grades, multiplicam-se as câmaras de vigilância, recompensam-se as forças de segurança, silencia-se ou compra-se a imprensa, intimidam-se as vozes ainda livres, rectificam-se as leis, agudizam-se as penas. Mas nada trava o caos porque a boa ordem vai-se relaxando na exacta medida em que a miséria alastra.

Por esta altura, seria de esperar que a lição já tivesse sido aprendida: é a justiça social, e não a repressão, a única força capaz de apaziguar a indignação de um povo.

Paraíso dos Gatos!


50 fotos de gatos japoneses.

Da Opinião Ordinária, Insidiosa e Habitual

Hoje é dia de mais opinião ordinária e habitual. Ordinária, porque finge que nasceu ontem. Habitual, porque é palavra de donos disto, arrogados donos morais e institucionais disto-Portugal. Só os que se concebam donos do Regime, como Soares, se alarmam sobremaneira com o confisco que lhes sucedeu impensável também a eles: cansativamente, pronunciam-se sobre a Europa, sobre o País, mas o País suporta mal quer o Fisco Brutal quer o trajecto sanguessuga desses pais e herdeiros imorais do Regime. Ordinária, porque não disfarça os seus intentos pessoalíssimos, a busca na secretaria «Demetir, demetir e demetir!» da desesperada reversão dos prejuízos causados pelo recuo governamental dos apoios à Fundação. Habitual, porque o rei intocável, jarra melindrosa do Regime, não se enxerga: olho para o crepuscular Mário Soares e penso no Dâmaso Salcede que Eça pintou: a mesma figura, a mesma ridícula obsessão por si mesmo inexistente e pelos modelos estrangeiros, mas que nem em França hoje encontram guarida e defensor. [Read more…]

A valsa dos impérios

China pode estar interessada na base das Lajes.

Sindicatos de Professores – eleições directas para mesas negociais

O Sindicalismo em Portugal, como em muitos outros países europeus, vive momentos delicados.

Num contexto em que o papel dos Sindicatos é questionado em permanência, no meio deste tsunami social em que intencionalmente nos colocaram, os trabalhadores também sentem a importância do Sindicato, nem que seja como a última porta a bater depois de todas as outras se terem fechado.

No caso dos Professores há um problema de base que complica tudo – são mais de dez as estruturas sindicais que representam a classe. Existe a FENPROF, liderada por Mário Nogueira e que representa mais professores que todos os outros juntos, mas depois, entre os sindicatos mais pequenos contam-se mais de uma dezena de estruturas.

Maria de Lurdes Rodrigues  (página 11) for responsável pelo primeiro processo de aferição da representatividade sindical para distribuição dos tempos que poderiam ser usados pelos professores para a actividade sindical. Nessa altura, quando havia mais de 1200 dirigentes sindicais a tempo inteiro, a FENPROF tinha 15%. Quando o número foi reduzido para 450,  a FENPROF subiu para os 40% (180 dirigentes) e finalmente, em 2006, foram-lhe atribuídos 146 de 300.

A minha pergunta é simples: a quem interessa esta aparente divisão? [Read more…]

Eduardo Lourenço, Vasco Pulido Valente e eu

    
Não é todos os dias que temos no PÚBLICO a opinião de Eduardo Lourenço, vulto da cultura portuguesa, intelectual de primeira, filósofo respeitado. Mas do seu texto «Da não-Europa» (sobre o futuro da UE), publicado no passado dia 24 e redigido em Vence (França), onde vive a maior parte do tempo, eu percebi muito pouco, quase nada. Ficou-me apenas a ideia de que a Inglaterra tem, para além de outros adjectivos, o de ser “uma super-nação”.
Fiquei desiludida por não conseguir acompanhar o seu racionício. Falou-me numa outra «língua» a que não tenho acesso pela minha humilde formação.
Que pena, pensei. Que ignorante me fiz. Um desperdício: Eduardo Lourenço escreveu no PÚBLICO e eu não aproveitei : “Frankenstein histórico que é hoje a União Europeia “; “nada que se pareça com o sonho para ela “demoníaco” de Jean Monet verá a luz do dia”; “E estaríamos agora a viver — quem sabe — uma  pax britannica numa Europa predestinada desde os tempos de César aos divinos filhos de Albion… “; “uma Europa onde não triunfem apenas instâncias obscuras sem outra ideologia que a da gestão do “ouro do Reno” wagneriano, convertido em deus do coração humano”; etc. Lindo, mas não percebo nada!! [Read more…]

Alunos ainda sem professor

E o melhor de Nuno Crato continua a chegar à Escola Pública!

Claro que tudo isto agrada ao Primeiro-Ministro Vitor Gaspar e ao seu adjunto, Pedro Passos Coelho – sempre são uns milhares do lado da d-e-s-p-e-s-a…

Já sei que vão ler isto como o discurso do sindicalista e blá, blá, blá

Mas, pelo menos por uma só vez dediquem  um bocadinho do vosso tempo a olhar para o essencial – Nuno Crato inventou uma nova forma de colocar Professores. Qual é o resultado?

Chegamos ao fim de Novembro e ainda há professores por colocar – deixo-vos um exemplo para não vos incomodar com casos pessoais .

Admito que possam, neste momento, estar a pensar que a culpa é das Escolas ou dos professores – uns porque não desenvolvem os procedimentos mais correctos e outros porque não querem trabalhar! Errado!

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Tudo preparado para a Manif

É agora mesmo em frente ao Parlamento.

por Henrique Monteiro.

O devir histórico (5)

Continuando.

Ao longo da nossa história, a preocupação da posse e exibição de um título, de um sinal distintivo em relação aos demais, ou pelo menos à maioria, tornou-se um culto. Uma obsessão. Começou pelos títulos nobiliárquicos e desaguou-se nos académicos. De Terratenente, a Conde, até Doutor ou Engenheiro. Um fio condutor ao longo de séculos: destaque social. E se após a Revolução de Abril, a disseminação de licenciaturas fez perder o valor social dos títulos académicos, tal não foi o suficiente para não se fazer de tudo para se ter o “almejado” canudo: fosse a obter licenciaturas ao domingo ou por equivalências. Porque tal título continua a investir o portador numa espécie de distinção social. Aliás, somos, em bom rigor, o único país da Europa onde se trata as pessoas pelo título académico. Não importa o mérito das pessoas, a sua acção ou papel social. Aliás, nem o nome. Pois que é corrente tratar-se alguém por “senhor doutor” que nos foi apresentado como sendo o “senhor doutor”, e nem se chegar a saber qual o nome da pessoa em causa. Tal lusa excentricidade, só tem paralelo essa outra lusa tradição parola de se tratar pelo primeiro nome precedido do título: “o doutor Carlos”, o “engenheiro Manuel” ou o “arquitecto Francisco”. Também, infeliz caso único na Europa. Neste país o nome de família não vale nada. Vale, sim, o primeiro nome. Principalmente se precedido de um título académico. Mesmo que falso, pois trata-se por “doutor” quem é apenas licenciado. Saltando-se, até, por cima do mestrado, aliás banalizado com o Processo de Bolonha. Como banalizado está o ensino em geral, onde se perde mais tempo com a avaliação dos professores do que com a avaliação dos alunos. Onde o mérito parece extinto. E é neste país, obcecado com títulos académicos, que, agora, se aponta a fronteira, como caminho a quem gastou recursos ao Estado e à família para se formar. Corolário da falência mental a que se chegou, que é a razão primeira da nossa crise.

Coimbra,1969, os fascistas


28 de Maio: “Assembleia Magna que decidiu a greve. Votação “contra” – 190 votos.” Onde estão?

Imagem Secção Fotográfica da AAC.

“Pretendemos recrutar Fotógrafo Amador”

“Perfil

– Experiência razoável em fotografia;
– Possuir equipamento fotográfico digital, com a possibilidade de inserção de cartão de memória (a ser fornecido);
– Boa Apresentação e Simpatia;
– Dinâmico;
– Bom relacionamento interpessoal;
– Disponibilidade total para o dia do evento, bem como possuir meio de deslocação próprio, para acompanhar a empresa nas diversas actividades (+/- 5km de distância entre as actividades);”

ps: tenho uma máquina destas. Como sou “amador”, dá para a inserção de cartão de memória”?

Um clube à imagem de um país

Sporting Clube de Portugal!

Nunca o nome do Sporting fez tanto sentido – jogo após jogo, PEC atrás de PEC e o abismo cada vez mais perto.

A piada já corre – pior do que o onze do governo, só o onze do Sporting.

Há uns anos ouvi um especialista em economia a dizer que o nosso mercado não permitia a existência de 3 grandes – disse também que um teria que desaparecer.

Confesso que na altura não lhe prestei muita atenção. Hoje …

Sai treinador, entra treinador. Até trocam de Presidente, de Dirigentes, de Directores…

Estava quase na hora, como alguém dizia, de eleger novos adeptos.

Tenho dúvidas em identificar quem está pior – se o Sporting, se o país!

Quanto à primeira condição, posso eu bem – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica!

Quanto à segunda…

Eu que sou muito de intrigas

Ó Rodrigo, “sacas de batatas às costas“?

 

Carlos Fiolhais faz o panegírico de Nuno Crato

A revista XXI, Ter Opinião constitui, sem dúvida, um projecto meritório: num país e num mundo em que, devido à facilidade de publicar, existe excesso de opinião, poder ler textos em que essa mesma opinião é, em princípio, informada, é sempre refrescante.

Carlos Fiolhais faz, no número deste ano (pp. 186-188), um balanço sobre o mandato de Nuno Crato no Ministério da Educação e Ciência (MEC), num texto intitulado “Uma revolução tranquila” e subintitulado “Impulso reformista e cortes na despesa”. É fácil conhecer o curriculum vitae de Carlos Fiolhais e, entre outros aspectos, descobrir o seu papel como divulgador do conhecimento científico ou saber que desempenha de uma função tão prestigiante como a de director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Longe de mim querer negar a quem quer que seja o direito de exprimir as suas opiniões, mesmo quando versam tópicos que não são da respectiva área de especialidade, mas a verdade é que o texto de Carlos Fiolhais não é mais do que, perdoe-se-me a redundância, um panegírico acrítico das políticas de Nuno Crato. Limitar-me-ei a comentar algumas citações. [Read more…]

Autarca Modelo – em Gondomar

No seguimento da reflexão sobre as eleições autárquicas há um modelo que penso não ser para repetir – o Major Valentim Loureiro.

Hoje Rio Tinto acordou assim.

Na semana passada tinha estranhado, numa viagem matinal por Gondomar, a quantidade de lixo que fui vendo em diferentes locais. Esta semana o filme repetiu-se e o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins acaba de publicar fotografias no Facebook que dispensam grandes comentários.

Segundo Marco Martins,

em 2006, a CM  de Gondomar acabou com a recolha de lixo aos sábados (o dia em que se produz mais lixo doméstico), tendo e bem, retomado alguns circuitos ao domingo. Porém, nas últimas semanas, os circuitos de contentores ao Domingo, deixaram de ser feitos…

E o resultado está à vista: lixo espalhado pela via pública, má imagem, focos de contaminação, cães e gatos a rebentar sacos, etc, etc. Será para preparar a entrega aos privados, que custará cerca de 1,2M€ a mais por ano aos nossos impostos? [Read more…]

Clube dos Pensadores com Fernando Gomes

O Clube dos Pensadores continua a ser uma excelente ideia.

Hoje, às 21h30 em Vila Nova de Gaia, Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol é o convidado do Clube dos Pensadores.

Confesso que não vou muito à bola com alguém que me surge claramente como parte do problema do nosso futebol, mas de qualquer modo gostaria de lhe perguntar que estratégia tem para melhorar a relação entre a formação de jovens jogadores e o desporto escolar.

Será que não faria sentido que até aos 14/15 anos a formação fosse, do ponto de vista do financiamento público, apenas concretizada através do sistema escolar (público e privado), fazendo-se depois a ponte para  a competição através dos clubes locais, que alimentariam no escalão seguinte (juvenis) os grandes clubes?

Parafascismo e Paralelismos Abusivos

Em face das contingências a que estamos ancorados, não me parece justo nem mentalmente são apodar de fascista Pedro Passos Coelho, fascista a Troyka, fascista a Comissão Europeia, fascista o BCE, fascista o FMI. Não podemos nem devemos laborar na leviandade de esvaziar com paralelismos chocantes e abusivos a brutalidade e o datado de quaisquer fenómenos sócio-políticos mortos e enterrados. Palavras de indignação há muitas. Mesmo aquelas que os palermas empunham, na sua cegueira parcial, clubite partidária. As minhas Palavrossavras de angústia e revolta curiosamente vertem-se contra [e privilegiam] quantos, no passado recente, não zelaram por nós, não respeitaram o nosso direito a mais santa paz de espírito nem acautelaram o realismo das nossas vidas, comprometendo-as através de muitíssimas formas de sofreguidão e negligência, dolo e logro, impossíveis de caracterizar com eufemismos porque foram criminosas. [Read more…]

Sorte de Campeão


Acordei ainda feliz com a vitória do Porto em Braga, eu que há muito deixei de vibrar como dantes com o futebol.
O Porto entrou muito bem e podia ter marcado logo nos primeiros minutos, mas depois adormeceu. Não foi um grande jogo, o Porto não jogou especialmente bem, mas valeu a atitude de campeão. É nestes jogos que se ganham campeonatos. E sim, uma pontinha de sorte também é necessária.
O segredo está em acreditar até ao último minuto, mesmo quando tudo parece perdido. Aquele golo do James, que me fez levantar do sofá, é a prova disso mesmo. Hoje em dia, o Braga é o terceiro grande do futebol português – e ganhar em casa de um grande é derrotar um adversário directo na luta pelo título.
Mais uma vez, Vítor Pereira sai-se bem nos grandes jogos. E mais uma vez, tira um médio e mete um avançado quase no fim. É um sinal para o interior do campo, é a prova de que quer ganhar. Temos treinador. Só não vê quem não quer.

A História de Peter Rabbit, de Beatrix Potter

Conheço estas histórias há muitos anos. Tenho, inclusivamente, em casa alguns livros em Inglês das aventuras do Peter Rabbit. Tenho t-shirts estampadas com as magníficas ilustrações dos livros, reminiscências de quando trabalhei como agente têxtil, com algumas das pessoas mais fantásticas que até hoje conheci.
Em Portugal houve uma tentativa de lançar estas aventuras, com o nome de Pedrito Coelho, mas nunca com o sucesso alcançado noutros países, vá-se lá saber o motivo.
Este Pedro Coelho é, juntamente com a sua família e os seus amigos, uma personagem fabulosa, doce, um bocadinho atrevidota, diria mesmo malandreca, um pouco larápia, mas um sonho de Coelho. [Read more…]

O devir histórico (4)

Continuando.

A lógica da política palaciana, do clientelismo, tomou conta dos partidos políticos desde os primeiros passos do parlamentarismo, enraizando-se com a República, e bolorizando com o Estado Novo. E, infelizmente, a Revolução de Abril nada fez nesta matéria. Aliás, o clientelismo e as lógicas de interesses absolutamente estranhos ao interesse nacional, adquiriram elevados graus de sofisticação em plena democracia. Ao ponto de termos uma classe política cada vez mais descredibilizada. Não sendo estranho, por isso, que as manifestações populares de descontentamento agreguem mais gente não quando são convocadas pelos partidos políticos ou por centrais sindicais, mas sim pelas redes sociais. Por entre radicalizados discursos do “não pagamos” e “que se lixe a troika” e outros tantos que, alucinadamente, fazem da austeridade a solução e o ponto de partida para o crescimento económico, vai-se percebendo que a verdade estará algures no meio onde ainda nenhum partido foi nem será capaz de chegar. E não irá chegar porque há muito que a luta partidária, perdeu o interesse nacional como sua referência. Seja por dogmatismo ideológico ou por capitulação a interesses privados. A verbalização do combate político entre partidos, soa cada vez mais estranha aos ouvidos do povo, porque se reconduzem, sempre e tanto, à lógica da conquista do poder. O que nos deixa apenas a cidadania como solução. E para isso as instituições de representação política têm de se abrir ao cidadão, e libertarem-se do monopólio partidário. Da mesma forma que se deverá assegurar que quem lá está, prossegue o interesse público e não qualquer outro. Desde logo é tempo de alterar o regime electivo e funcional do Parlamento, permitindo candidaturas independentes, e obrigando à absoluta exclusividade dos deputados, não se podendo estar com um pé a defender o interesse público, e outro pé a defender interesses privados em actividades paralelas. Acabar com assessorias, motoristas e demais mordomias. Aproximar os representantes políticos, das condições reais em que os representados vivem. É urgente acabar com o monopólio dos partidos políticos. É urgente abrir a política à cidadania, a candidaturas independentes. Talvez a “ concorrência” sirva para trazer os partidos de volta ao povo. Ao fim de tanto tempo, já vai sendo hora.

Alguns até tinham o descaramento de ter emprego

Primeiro-ministro diz que quem mais contesta o Governo é quem mais privilégios tinha antes da austeridade

“Relvistas”

Gosto da expressão: chama a si tudo o que é bom.

Viva a Catalunha, e a República

Viragem à esquerda, descida das direitas. Independência, porque não?

Que autarcas queremos?

As autárquicas já estão a mexer com os partidos políticos e parte desse movimento começa a chegar à esfera pública. No actual quadro social não  me sinto capaz de adivinhar o que vai acontecer daqui a um ano, até porque sou dos que pensam que o Governo vai tentar arrastar o país para uma crise política algures entre o Carnaval e a Páscoa.

De qualquer forma há alguns factos que me parecem certos:

– a agregação de freguesias foi pensada por quem tem o poder e por isso vai, fundamentalmente, diminuir a dispersão partidária;

– os presidentes que podem continuar (sem limitação de mandatos) normalmente ganham as eleições;

– os partidos no poder, especialmente o PSD, serão muito penalizados pelo voto de protesto contra o Governo.

O debate em torno das candidaturas que vierem a ser apresentadas em cada uma das freguesias e em cada um dos concelhos terá como pano de fundo o contexto do país – não poderá ser de outra maneira. Continuarão a ser feitas promessas e haverá candidatos que vão continuar a dizer o que as pessoas querem ouvir. É da natureza da nossa política. Já sabemos que as pessoas estarão sempre primeiro e que agora é que vai ser. Para uns, os que querem ficar no poder, a palavra será continuar. Para outros, os que lá querem chegar, a palavra será mudar. [Read more…]

De Eduardo Cintra Torres

A cilada dos relvistas para controlar a informação.

Educação: as prioridades do Governo

Com o ano lectivo a chegar ao fim do primeiro terço, Nuno Crato quer proceder à criação de mais mega-agrupamentos, o que implica alterações na organização e na gestão dos estabelecimentos de ensino que forem sujeitos a essas medidas.

Nuno Crato, com a desfaçatez dos insensíveis, terá declarado que isso não provocará “perturbação no funcionamento” das escolas.

Concorde-se ou não com a criação dos mega-agrupamentos, a verdade é que as escolas têm um ritmo próprio e a preparação de um ano lectivo deve fazer-se com a maior antecedência possível, para bem de toda a comunidade educativa. A alteração profunda que implica a criação destes novos agrupamentos deveria obrigar à sua preparação com cerca de um ano de antecedência, o que não tem acontecido.

Por maioria de razão, é completamente absurdo proceder a alterações deste calibre, enquanto está a decorrer um ano lectivo. É evidente que Nuno Crato não ignora nada disto, mas já se percebeu que a Educação não faz parte das suas preocupações.

Entretanto, há cada vez mais notícias de crianças que passam fome, o que não impede o governo de continuar a fazer cortes, também sob a forma da criação de mega-agrupamentos. No fundo, é uma questão de coerência: um governo que não se preocupa sequer com a simples sobrevivência das pessoas não poderia ter a Educação ou a Saúde como prioridades.

Sócrates com queimaduras de terceiro grau no nariz

‘Pinóquio’: Afinal mentir altera mesmo o nariz

Mulheres no Aventar

Corro o risco de ser politicamente incorrecto, mas vou procurar escrever sobre algo que, admito, poderá não ser motivo para um texto – as mulheres no Aventar.

Não há qualquer tipo de novidade na presença feminina na web, mas parece-me que há ainda uma relação muito desigual entre os dois géneros, ou não?

Nas últimas semanas temos tido a felicidade de ver entrar na nossa equipa alguns novos aventadores, todos eles a escrever no feminino. Não creio ter havido por cá uma negociação em torno da paridade que até se encontra legislada  – esta Lei  de Agosto de 2006 vem estabelecer

“que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos.”

E a nova realidade do Aventar levou-me a pensar de que modo está ou não mais igual a participação das Mulheres na nossa sociedade, no  seu sentido mais amplo. Será que hoje a Mulher saiu realmente do espaço doméstico para o espaço público? Será que faz algum sentido discutir esta temática?

Há quem ache que sim: Sofia Silva apresenta na sua Tese de Mestrado um estudo nesta área e procura pensar a relação entre as vidas pessoais e profissionais sob o ponto de vista feminino.

Em diferentes espaços sociais tenho percebido que é menos fácil a participação das mulheres – nas associações de pais, nos clubes e associações, nos sindicatos, nos partidos…

Que factores concorrem para essa realidade?

Lá está, o costume! Escrevi, escrevi e não disse nada… Confesso que tinha uma ideia na cabeça quando comecei, mas com o percurso dos dedos no teclado fui-me afastando e já não consigo regressar…

Sejam bem-vindas.

O Relvas era menino

para fazer as 24h de Le Mans em 15 minutos.

O Sporting a minimizar estragos?

Godinho Lopes disponibiliza equipa para ajudar a minimizar estragos do tornado no Algarve

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