Postas para recortar e guardar:

O que terá a dizer o Abrantes sobre o “insuspeito homem de esquerda” que caça “perdizes ou coelhos em ambiente bucólico”, enquanto “declama com voz grave Os Lusíadas”? Até agora não vi nada, zero. – FAL no Albergue Espanhol.

Se é verdade que as leis laborais devem proteger os trabalhadores para contrabalançar o poder das empresas, porque é que em Portugal, que tem as leis laborais mais rígidas da Europa, temos salários tão baixos e desemprego tão elevado? – JCD no Blasfémias.

Sokrátes buscava o Conhecimento. O seu método para alcançá-lo era  o diálogo e a humildade de formular todas as perguntas. Sócrates prefere o Desconhecimento. O seu método para alcançá-lo é o monólogo e a arrogância de calar  todas as perguntas. – PQG no Corta-fitas.

Futebol pode ser muita coisa; mas o resumo, delicado e circunstancial é isto: na peida. Isto sim, foi uma pedrada nos lampiões. Eu bem disse que era preciso era mandar-lhes grinaldas. – FJV no A Origem das Espécies.

A Trampa-armadilha-jugular entretém-se com manifestos anti-Ratzinger, mas não é Ratzinger quem nos promete o céu na terra. CV no Cinco Dias.

Vítima "parisiense" na Duque de Loulé: Lisboa Arruinada


Mais uma futura vítima dos criminosos que vão de forma muito profissional, desmantelando a nossa cidade. Este edifício situa-se na Duque de Loulé, diante da Sociedade Portuguesa de Autores. O rés do chão possui um espaço comercial, outrora uma padaria, com paredes forradas a mármore. As águas furtadas têm um característico acabamento “à parisiense”. Não será possível criar-se um “Movimento pela Indignação” que o salve?
* Reparem no prédio recentemente construído e contíguo ao devoluto. Horrível, com uma fachada a lembrar um mictório público. Este sim, devia ser rapidamente demolido.

Ricardo Rodrigues inspira-nos

Nós, aqui no Aventar, gostamos muito dele. Este homem inspira-nos. Vejam aqui, aqui, aqui e, porque já me dói a mão, aqui.

Obrigado, sr. deputado, volte sempre!

Mudar de casa, de casa, de casa

Oh as casas as casas as casas

Ruy Belo

Há pessoas que nunca mudaram de casa. Outras, como eu, quase perderam a conta às casas que habitaram. Mudo agora para uma casa a pouco mais de quinhentos metros da anterior, onde vivi doze anos, um recorde absoluto para mim.

São doze anos de objectos acumulados, de coisas com maior ou menor valor, de lixo, de inutilidades guardadas, de pequenas preciosidades, de memórias, de artefactos que pensamos duas ou três vezes se levamos, ou não, para a casa nova. São dezenas de hesitações, bugigangas que deitamos para o caixote do lixo e, passados minutos, regressamos para recuperar e que, pouco depois, rejeitamos de novo.

Doze anos sem mudar de casa são, no meu caso particular, doze anos de papeis acumulados, fragmentos de poemas, frases com sentidos desconexos, pensamentos incompletos, rabiscos, desenhos em guardanapos, apontamentos, números de telefone sem a indicação do nome a quem pertencem, cartões de visita com apelidos e ruas que não recordo, os primeiros (e os segundos e terceiros) bonecos desenhados pelos filhos, as primeiras palavras caligrafadas, trabalhos do dia do pai, postais do dia da mãe, infantilidades do dia da flor. Novas hesitações porque aquelas representações não nos pertencem, somos apenas depositários delas em nome deles, algumas têm de ficar para trás, não podemos levar tudo, há que fechar os olhos e deitá-las fora, ou rasgá-las imediatamente para que o arrependimento não nos vença.

Mudar de casa é fazer contas à vida, sopesar o tempo, despertar memórias, confrontar-se com o apego e o desapego, triar o útil e o inútil, maldizer o consumo excessivo, sujar as mãos no passado, respirar o pó do que já fomos. [Read more…]

Azar é Furar o Pneu do Carro e Não Ter Sobressalente

“De repente, levantou-se da cadeira e saiu apressado. Antes, pegou discretamente os gravadores dos jornalistas da SÁBADO e meteu-os nos bolsos das calças.”

ps: agora chama-se “tomar posse“.

(agradeço ao Abnóxio a divina e católica inspiração que ilumina os meus dias)

Anti Imperialismo em Bilhetes Postais Ilustrados de 1900s de Leal da Câmara

Em 1889 Leal da Câmara, pintor e desenhador caricaturista, foi obrigado a emigrar para Espanha e depois em 1900 para França por sucessivas publicações suas terem sido proibidas pela censura real portuguesa e por as ameaças de prisão terem tornado a privação de liberdade uma possibilidade também ela bem real.

Aí, dedica-se a publicar caricaturas nas principais revistas de intervenção política. A imagem impressa tinha-se recentemente vulgarizado a baixo custo. A percentagem de analfabetismo era enorme. Terreno fértil para L.C. fazer da sua arte uma arma de intervenção política. A imagem impressa era atractiva e não necessitava de leitura para ser compreendida.

No principal jornal ilustrado francês de caricatura política da altura, L’Assiette au Beurre, fica com o maior número de capas de revista, competindo com nomes como Steinlen, Caran d’Ache, Capiello, Poulbot, Leandre, Benjamin Rabier.

Parente pobre da arte maior da pintura e desenho, o bilhete postal ilustrado funcionava como um meio de divulgação dessas mesmas artes.

No princípio do século, L.C. aproveitou-o também para expor e divulgar o seu pensamento político, nomeadamente o anti imperialismo, que como movimento de consciência tinha acabado de eclodidir na Europa, por oposição aos crescentes impérios coloniais europeus. Os movimentos de libertação dos anos 50 e 60 surgiram desta consciência, mas isso já é outra história.

Aqui reproduzo uma série de 12 postais editados em França entre 1900 e 1904.

Sem mais palavras, que as imagens falam por si.

Alemanha

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Ricardo Rodrigues, o deputado irreflectido

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“Quando um estúpido faz algo de que se envergonha, diz sempre que esse é o seu dever”

Bernard Shaw, em “César e Cleopátra”

Alguma coisa está mal quando um deputado, seja ele qual for, por não gostar das perguntas de um jornalista, “exerce a acção directa e irreflectidamente retira” os gravadores de jornalistas. Neste caso da revista Sábado. O deputado Ricardo Rodrigues explicou assim, com a citação indicada, o seu gesto de retirar da mesa os aparelhos de gravação que estavam a ser utilizados na entrevista que concedia à revista.

O caso aconteceu há dias. A Sábado divulgou-o hoje. Ricardo Rodrigues já comentou. Disse que se sentiu violentado pelas perguntas. Podia permanecer calado. Podia ter virado costas. Podia ter simplesmente abandonado a entrevista. Sentindo-se “violentado”, como referiu, só teria de sair da sala. Mas não. Resolveu de forma “irreflectida” retirar os gravadores, disse. Ora, como foi sem autorização, acaba por ser um furto ou uma apropriação ilícita, não?

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karl heinrich presborck marx e joseph ratzinger

Karl Heinrich Presborck, estudante em Iena

no aniversário do nascimento de Karl Marx…e da visita a Portugal de Ratzinger…

O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural.

O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazis açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.

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A Posta do mês!!!

As perguntas do 31 da Sarrafada a Sócrates!

Esta é genial:

94. Quem matou Laura Palmer?

maçãs, bravas, esmolfe

Portugal Badalhoco i-mediático

Com razão e propriedade, queixam-se de que o autocarro de um clube desportivo (?) foi apedrejado. Triste! Lamentável!

Só é pena que nas televisões não haja nem tempo nem espaço para mostrar como ficou o comboio que transportou os “aficionados” lisboetas que foram ao Porto assistir a esse evento desportivo (?)

Há dúvidas?

O fenómeno da estupidez não é de agora nem é exclusivo de nenhum tropa fandanga; já ninguém se lembra de um tempo em que os adeptos portistas atiraram ferroviários fora do comboio, logo à saída de Campanhã. Tudo crimes sem castigo, para não destoar do Portugal modernaço e de fracos costumes.

A destruição das cidades

Dizia Paulo Morais há cerca de um ano que “é evidente que as pessoas vão para os shoppings porque eles têm hoje as condições de urbanidade que as cidades já não lhes dão, onde há manutenção, onde há limpeza, onde há segurança, onde há parqueamente, etc., onde há vivencialidade urbana“.

Os excelentes trabalhos de Nuno Castelo-Branco aqui no Aventar e de Rui Valente no As Casas do Porto (de onde “roubei” a imagem que ilustra este post) são dois exemplos concretos do que se passa em Lisboa e no Porto, e de certeza que podiamos acrescentar exemplos de (quase) todas as outras cidades do país.

Os motivos que levaram a esta degradação que são habitualmente referidos são, por um lado a legislação que não apoia a renovação e incentiva a compra de casas novas e por outro a lei das rendas que continua a permitir que haja quem pague uns 5 euros por mês por uma casa.

Convém no entanto referir em relação ao segundo ponto que nem essa lei foi caso único no mundo já que outros países europeus a praticaram, nem ela se aplicou no país todo (só no Porto e em Lisboa) e não é por isso que os centros historicos de Gaia, Matosinhos, para dar dois exemplos que conheço, estão muito melhor que o do Porto.

Também o argumento da legislação, esse entrave que emperra toda a nossa sociedade e que aparentemente só se resolve com mais legislação, fica um pouco fragilizado quando olhamos por exemplo para Guimarães. Que lei especial conseguiram eles para a sua cidade que lhes permitiu uma renovação urbana elogiada por todos?

Acho que nenhuma, o segredo, segundo Souto Moura é que a reabilitação só se consegue com bons técnicos e com uma fortíssima vontade política, como houve por exemplo com a reconstrução do Chiado.

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A não perder ESTE vídeo publicitário encontrado no PiaR do Rodrigo – um excelente blog para quem gosta de Comunicação e PR.

A verdade

Qualquer um de nós que mantenha respeito por si próprio manifesta uma saudável vontade e necessidade de tentar aproximar-se o mais possível da verdade, esteja ela onde estiver.

Só a verdade vos tornará livres, disse Cristo.

A mentira é a ofensa mais directa contra a verdade, diz a Igreja Católica, a despeito das fundamentais e colossais mentiras em que assenta.

É frequente ouvirmos comentários neste e noutros blogs, a dizer para deixarmos a Igreja em paz, e, se não lhe pertencemos, em nada temos que a criticar. Quem assim fala, obviamente que não reflecte, nem evidencia honestidade de pensamento. [Read more…]

A Pax Americana

Em primeiro lugar, com o declínio acelerado da União Europeia, a Pax Americana, cujo líder (ainda) são os EUA, encontra-se em vias de perder a sua “classe média e média alta”, ou seja, uma parte substancial do seu suporte no subsistema de liderança. Isto é muito grave e tanto americanos como europeios deviam reflectir sobre as causas dessa perda de poder no mundo (também já escrevi sobre esse tema).

Em segundo lugar, como já escrevi em 1998, a introdução prematura do euro foi mesmo um erro. Todavia, este erro podia ter sido facilmente corrigido – postulei isso – se na altura tivesse havido em simultâneo  uma mudança radical de estratégia/comportamento da UE, no sentido do meu esboço New Deal. Não foi corrigido, porque tanto o pessoal de Bruxelas como os seus chefes nas capitais europeias são gente de segunda e de terceira que marcam passo e apenas perseguem objectivos introvertidos. Isto ao longo dos anos acabou por transformar a UE de um sistema outrora aberto em um sistema fechado incapaz de aceitar novos conhecimentos. E agora a “Euro Trap” (cf. artigo abaixo de Paul Krugmann) ameaça a fechar. [Read more…]

There’s no business like show business

Peter Lorre (1904-1964) foi um grande actor, embora nunca tenha conseguido dar o salto para os papéis principais.

Depois de uma longa carreira em Hollywood, que era, já por essa altura, o centro da indústria cinematográfica, ressentiu-se do facto de não lhe concederem mais protagonismo, e decidiu voltar à sua Alemanha natal, onde esperava que a indústria de cinema local, consideravelmente mais pequena mas também mais criteriosa, reconhecesse o seu valor.

Mas o filme que co-escreveu e realizou na Alemanha, e que pretendia fosse o trampolim para uma nova fase da sua carreira, foi considerado demasiado depressivo e ultrapassado pelo público alemão. E a Lorre não restou outra alternativa senão regressar ao star system de Hollywood, devorador e ingrato, do qual se queixara e quisera abandonar, mas o único que lhe permitia ganhar a vida. Isto é, cumprir a sua arte.

Hollywood castigou-o com papéis ainda menores, deixando claro que não lhe perdoava.

Os mecanismos da memória têm coisas do arco-da-velha, não é preciso ser neurocientista para saber isso. A que propósito me haveria eu de lembrar do Peter Lorre quando lia o anúncio da candidatura de Manuel Alegre, não me dirão?

Porto Canal

O Porto Canal já pode ser visto em directo na net em www.portocanal.pt

Luciano Cordeiro (3): Lisboa Arruinada

Pequena, mas bonita casa de família, situada na união da Duque de Loulé, com a Luciano Cordeiro. Parece ser construção da viragem do século, e já possui autorização para “construção nova”, sórdido eufemismo inventado pela corrupção generalizada que nos vai roubando a cidade. Esta casa foi sede da Editora D. Quixote, de Snu Abecassis. Neste preciso momento, já está a ser demolida, dando o acesso a uma “futura garagem”.

Ainda vou penhorar o Partenon

foto-partenon

Não há como uns dias fora do país para, no regresso, me sentir privilegiado por viver num país rico. Não que tenha ido à Somália ou Etiópia, apenas porque no regresso descobri que Portugal é o 19º melhor país para se ser mãe. E descobri que, sem que alguém me perguntasse algo, vou emprestar 200 euros à Grécia.

Melhor, descobri que todos os portugueses, desde o António Mexia até ao mais simples receptor do rendimento de inserção, vão emprestar dinheiro, também 200 euros, à Grécia.

Dizem-me que, dentro de três anos, se correr bem, posso receber o dinheiro de volta e com juros. Aviso, pois, que quero mesmo receber esse rendimento do empréstimo. E aí da Grécia que não devolva a massa. Vou lá e penhoro o Partenon.

A figura carismática

não é preciso perguntar por quem os sinos dobram, porque quando dobram, dobram por ti.

Para os meus discentes de Antropologia da Educação do ISCTE-IUL

Ernest Hemingway baseou o seu livro de 1940, Por quem os sinos dobram, numa ideia do seu amigo e companheiro de luta, John Dos Passos, que tinha escrito em 1930 a frase ninguém é uma ilha, todo o ser humano é um Continente, pelo que não é preciso perguntar por quem os sinos dobram, porque quando dobram, dobram por ti.

Somos seres sociais, não existimos sós, formamos parte de um lar, mais tarde reparamos na existência de outros parentes, para continuarmos pelos amigos com os amigos de rua, mais tarde os íntimos, até ficarmos com a pessoa mais perto da nossa afectividade e, na base da mesma, somos capazes de reproduzir. Parece ser que o destino do ser humano é não ser indivíduo: é ser um ser social. Já Daniel Defoe em 1719 tinha experimentado, com base na vida de Alexander Selkirk, o náufrago que viveu só e isolado numa ilha do Pacífico, criar a figura do indivíduo, capaz de ser autónomo e de se servir e sustentar a si próprio inserido na natureza. No entanto, a realidade foi mais forte e, após várias páginas de aventuras e descobertas heroicamente isoladas, Defoe teve que criar outro ser humano, Sexta-Feira, nativo da ilha sem o qual Robinson não subsistia. [Read more…]

Prioridade para o mar: Áreas Protegidas Marinhas

Nos «posts» anteriores: O Hipercluster do mar, Os portos, Centros Náuticos e Exploração Energética


Outras propostas são a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas e a identificação do valor económico associado; gestão integrada do mar e das zonas costeiras; programas lúdicos de educação ambiental; aplicação da inovação tecnológica à protecção do ambiente; e criação de competências em Engenharia Ecológica.
Monitorização do Litoral: é necessário um programa de monitorização do litoral e dinamizar a produção de levantamentos topo-hidrográficos, assim como promover a defesa costeira e a valorização das praias. Desenvolver a extracção de inertes em offshore e divulgar cursos especializados em projectos e planeamento de portos de recreio.
Identidade Marítima: plano sistemático de cariz educativo e formativo para recuperar a identidade marítima da sociedade, que revitalize a cultura marítima como parte integrante do Património nacional. Planos sistemáticos de comunicação, conferências, congressos ou temas académicos que identifiquem Portugal com o mar, lançando marcas associadas a esta área.

O paradigma da Grande Mesquita de Cordoba

Mesquita de Cordoba 2

Interior da Mesquita de Cordoba

A história do Al-Andalus desperta sentimentos e emoções apaixonadas, discussões acesas e opiniões contraditórias.  E apesar de, numa visão superficial, ser uma história de antagonismos e conflitos, o Al-Andalus foi um espaço de aprendizagem de vida comunitária de várias realidades étnicas, religiosas e sociais, um espaço de convivência, de aplicação de modelos de organização social e política, de experiências espirituais, de florescimento cultural. Esta realidade esteve inclusivamente presente durante o processo de arabização da Península e também, de forma transitória, no período inicial do processo de conquista do Al-Andalus pelos Reinos Cristãos, conforme atestam inúmeros documentos da época.

Mas a realidade é que as disputas territoriais entre cristãos e muçulmanos terminaram invariavelmente com a demolição dos locais de culto de uns e outros. Inclusivamente na (erradamente) chamada reconquista cristã”, assiste-se invariavelmente à demolição das mesquitas e construção no mesmos locais de igrejas. Mesmo nos casos em que as mesquitas eram inicialmente “purificadas” (termo usado por alguns cronistas da época) para nelas se celebrar o culto cristão, e mesmo nas situações em que a vontade era a de adaptar a antiga mesquita a igreja, a mesquita acabava por ser demolida, salvo raras excepções. E demolida porquê? Simples ódio religioso, intolerância ou violência gratuita? Ou seja, apenas por razões ideológicas? [Read more…]

Concursos de Professores e avaliação

Admito e por isso evito.
Admito que está tudo farto de ouvir falar de professores.
Evito falar para não tornar ainda mais presente o ódio latente em algumas almas.

Há umas semanas, por alturas da abertura do concurso de Professores vim aqui procurar explicar o erro que o ME tinha cometido – afirmei, por querer ser rigoroso, que a questão era técnica.
Essa, tarde e a más horas, mas está resolvida.

A FENPROF, organização a cuja Direcção não pertenço desde o último Congresso, procurou desde o primeiro dia usar o argumento acima referido, mas tendo em mente um objectivo maior: impedir que a avaliação tivesse efeitos na graduação para concurso.

E se a táctica se percebe, o resultado é mais uma vez um desastre: a avaliação vai mesmo contar.
Memorando, luta pela não candidatura ao conselho geral, luta para não entregar objectivos, acordo e agora isto…
Sou dos poucos, pelos vistos, que pensa ter havido uma sucessão de erros na condução destas estratégias. Não sei se havia alternativas – mas, por aqui não iria certamente…
Uma classe que luta com 150 mil trabalhadores tem o dever de conseguir mais e melhor.

Impunidade e justiça

Ele não morreu nem matou ninguém. Do mal o menos. Atrás de mim, ele esbracejava como um possesso. Mesmo sem nada ouvir, eu não tenho dificuldade em traduzir as palavras que esses gestos significavam: anda p’ra frente , lesma, mexe-te filha da puta, ó velho do caralho! O carro vinha mesmo em cima do meu, ameaçando, já não digo abalroar-me, mas tocar-me. Seguia pela marginal do Douro, do Freixo a Entre-os-Rios, estrada com muitas curvas e quase sempre com traço contínuo.
Sessenta, setenta era a velocidade do meu carro, velocidade legal e perfeitamente adequada ao trajecto. Acima desse valor tornava-se não só ilegal como perigosa. O gajo queria passar sem mal nem morte, e só não o fazia, mesmo nas curvas e no risco contínuo, porque a fila de carros em sentido contrário tornava a manobra impossível. Então, o bode expiatório do seu desespero era eu. Atirava-me com gestos obscenos, e gritos que eu não ouvia, perfeitamente condizentes com o fácies de atrasado mental que eu conseguia enxergar pelo retrovisor. [Read more…]

UE – efeito dominó

A diferença :

Os políticos que nos levaram ao atoleiro querem seguir a seguinte estratégia:

Pedir créditos para evitar a bancarrota, poupar, cortar despesas, etc. Resultado: poupa-se alguma coisa nas despesas de estado mas a falta de qualquer mensagem de nova fé, esperança e motivação junto do povo fazem encolher tanto as receitas externas (exportação) como internas (impostos). É como uma empresa que entra em dificuldades e recebe um emprestimo bancário sem contudo mudar a a sua estratégia de negócios. Com a falta de mudança de estratégia o efeito dominó é despoletado e a bancarrota é quase uma certeza.

A estratégia proposta por mim.

Implementar desde já as medidas acima referidas absolutamete necessárias para evitar a ruptura de tesouraria. Ao mesmo tempo iniciar e publicar uma mudança de estratégia (New Deal) capaz de criar novas expectativas, nova fé, esperança e motivação para o povo saber que os sacrifícios são apenas passageiras e que o sacrifício vale a pena e é um bom investimento. Assim se geram novas receitas a nível interno e externo. Essa nova estratégia deverá incluir entre outras medidas uma radical reforma fiscal – dica: flat tax.

Rolf Damher

A vinda do Papa não vai ter protestos

Como seria de esperar o bom senso voltou à terra e Bento XVl vai ter uma tranquila peregrinação a Portugal. As manifestações que se anunciavam de protesto renunciaram todas,  por uma simples razão. Trata-se de um Chefe de Estado soberano com quem Portugal tem relações diplomáticas ao nível de embaixadas e, não menos importante, é um símbolo religioso reconhecido por milhões de Portugueses.

E os ex-manifestantes vêm dizer que não querem ofender os milhões de católicos e que se vão ficar pelos debates.

Quem segue para a frente com a iniciativa são a gente jovem do Facebook que vão distribuir 25 000 preservativos, mas fora das vistas do Papa e da comitiva, em Lisboa e no Porto, nos acessos aos locais das cerimónias religiosas.

Mas isto é muito curioso, enquanto a vinda do Papa, representante da religião no seio da qual todos crescemos levanta uma celeuma de todo o tamanho, os véus e as burkas e os minaretes na Suiça, símbolos de uma religião que pouco nos diz, até por ignorância, são acolhidos de braços abertos.

Um dia vou perceber!

Prioridade para o mar: Exploração energética

No «post» anterior: Centros náuticos


Devem ser definidas áreas com potêncial de exploração energética (de recursos fósseis e renováveis) e biotecnológica e criados centros de investigação.
Avançar com as tecnologias já disponíveis de aproveitamento do vento em off shore e da energia das ondas. O nosso mar tem áreas de grande potencial quer de vento quer da ondas, e há vários projectos e investidores que já mostraram o seu interesse.
Acresce que com esta energia limpa e inesgotável vai ser possível avançar com a dessalinização da água do mar e tornar esta tecnologia viável economicamente.
Toda a água consumida em Porto Santo já provém do mar e no futuro esta oportunidade, com a escassez de água, que é certa, pode tornar o país altamente competitivo.
INVESTIGAÇÂO APLICADA – são sugeridas a integração de linhas de investigação aplicadas, a criação de uma base de apoio à investigação oceonográfica no Atlântico, parcerias internacionais na área das pilhas de combustível e promoção da certificação de escolas de formação profissional.

R. Luciano Cordeiro (2): Lisboa Arruinada


Mais um prédio a aguardar a destruição. Situa-se Situa-se na R. Luciano Cordeiro, à Duque de Loulé e é um típico exemplar daquilo a que se chamava “prédio de rendimento”, próprio do final da Monarquia Constitucional. Os vizinhos informam que pertence ao sr. Belmiro de Azevedo. A ser verdade e conhecendo as características das construções pela SONAE apadrinhadas, sabemos bem o que poderá crescer naquele terreno. Mais uma infâmia.

Onde Manuel José de Jesus é mais famoso que José Mourinho


“De onde és?”. A pergunta, em inglês ou num surpreendente espanhol, era normal. É daquelas interrogações que qualquer turista, visitante ou viajante é contemplado pelos anfitriões no momento do primeiro contacto. “De Portugal.”, respondia. “Portugal…?, Manuel Joséeee”. A reacção era imediata e quase sempre a mesma. Por vezes com algumas variantes, quase tanto como a qualidade do inglês de cada interlocutor, como “Ah, conheces Manuel José. Muito bom treinador”.

De vez em quando, um ou outro avançava com o nome de José Mourinho, o segundo mais citado, Cristiano Ronaldo, o terceiro, e Figo, para os de memória mais longa. Mas Manuel José é que era.

O homem deixou marcas no Al Ahly, clube no qual ganhou três campeonatos do Egipto, quatro Ligas dos Campeões Africanos, duas Supertaças de África e duas Supertaças do Egipto. Também deixou saudades. Os adeptos do mais popular clube do país, cujo nome significa O Nacional, gostavam que voltasse. É certo que o clube continua a dominar no país e voltará a ser campeão este ano, mas os adeptos sentem saudades do bom futebol que a equipa jogava e sobretudo querem regressar aos tempos das quatro finais africanas dos campeões, com três triunfos.
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Inês de Medeiros para primeira ministra!

Tal como os últimos primeiros ministros Durão, Santana e Sócrates, Inês de Medeiros também é perita a exigir uma coisa coisa e o seu contrário, especialista a dizer agora uma coisa e desdizê-la a seguir, a trocar princípios por circunstâncias, a ser incoerente nas suas lutas e reivindicações.

Inês não teve visão de futuro e foi atropelada por este, não tem postura de estado, confunde interesse pessoal com erário público. Inês de Medeiros brinca com a política e levanta tempestades em copos de água.

Inês de Medeiros faz o país perder tempo a debater questões acessórias e levanta querelas das quais desiste a seguir. É determinada a mudar de rumo depois de o ter imposto. Reúne todas as condições para ser primeira ministra de Portugal.