O 25 de Novembro do 24 de Abril

Pode ler-se num cartaz do município lisboeta que “Lisboa recorda o 25 de Novembro de 1975”. Parece-me muito bem que a capital do país tenha boa memória e que todas as datas sejam estudadas, analisadas e até festejadas por quem as quiser festejar. A fotografia escolhida para o cartaz revela, entretanto, falta de estudo.

As diferentes correntes ideológicas têm todas, em princípio, direito à vida, a não ser que ponham em risco a vida dos outros. Quando o país republicano comemora o 5 de Outubro de 1910, os monárquicos preferem celebrar o 5 de Outubro de 1143, porque terá correspondido a um momento fundacional.

Note-se que não faltam, aos monárquicos, datas para comemorar, até porque a República portuguesa, com os seus 113 anos, é uma criança à beira de uma monarquia que durou mais de 700 anos. Ele é a bula Manifestis Probatum, ele é Aljubarrota, ele é a Restauração, datas, mais datas e ainda datas.

Mas porquê então comemorar o 5 de Outubro? Porque o objectivo é apagar a comemoração republicana. E está tudo certo, porque, felizmente, vivemos em liberdade por causa de uma certa data que não vou agora revelar, porque quero criar aqui algum suspense. [Read more…]

Renovação à vista no PSD?

Maria Luís Albuquerque, Aguiar Branco, Poiares Maduro, Teresa Morais e Castro Almeida deram à costa no montenegrismo. E parece que o dr. Arnaut, da ANA, também lá vai. Cheirará a poder? Ou a privatizações?

IRC, isenções fiscais e o SoCiaLiSmO

Ou seja: em Portugal, a tributação das multinacionais, em sede de IRC, é elevada. Depois aplicam-se umas isenções fiscais e mais uns quantos incentivos e a coisa fica ela por ela. Mas esses comunistas da OCDE entendem que o lucros são pouco tributados. Ninguém diria, a julgar pelos resultados mais recentes da banca e das Galps desta vida. Está um socialismo que não se aguenta.

Paulo Rangel e o equívoco de Madrid

E assim, de repente, vejo o Professor Doutor Paulo Rangel na televisão portuguesa aos berros num inenarrável castelhano em plena manifestação das direitas espanholas, em Madrid. Porquê?

O Partido Popular espanhol ganhou as últimas eleições legislativas espanholas. Contudo, não conseguiu a maioria absoluta. Nem somando os deputados eleitos pelo VOX. Ao todo, entre PP e VOX, 11 milhões de eleitores votaram na chamada “direita” e assim elegeram 169 deputados. Por sua vez, o PSOE e o SUMAR, as “esquerdas” somaram pouco mais de 10,7 milhões de votos e 153 deputados. Porém, o somatório dos partidos chamados “independentistas” que vão da Catalunha ao País Basco passando pela nossa bem conhecida Galiza, conseguiram mais de 1,5 milhões de votos. Ou seja, as esquerdas, em conjunto com os independentistas, conseguiram atingir a maioria absoluta e, dessa forma, o PSOE e o SUMAR formaram governo, recentemente empossado e representando mais de 12,5 milhões de eleitores. Eu não vou nem aqui nem agora discutir a “bondade” ou “maldade” da decisão. Em Espanha, a exemplo de Portugal, existe uma democracia e, de quatro em quatro anos, no mínimo, os eleitores são chamados a votar e decidir. Permitam-me apenas um pequeno esclarecimento, muito pequeno: tenho visto muitos comentadores televisivos, em Portugal, a dizer que o acordo com os independentistas foi uma surpresa para o eleitorado espanhol. Vivo em Espanha há mais de sete anos, antes disso estudei em Espanha e, tanto por questões familiares como até profissionais, sempre tive uma grande proximidade e um razoável conhecimento da realidade espanhola. Ora, afirmar que foi uma surpresa é, no mínimo, atrevimento. No passado, até o PP se aliou com os independentistas da Catalunha e do País Basco e, mais recentemente, o PSOE governou com o apoio de todos eles. A surpresa, a ter existido, foi o PP não ter conseguido ter maioria absoluta, nem somando os seus deputados aos do VOX…

Porém, o meu artigo não é sobre o resultado das eleições espanholas. É sobre um outro facto: o de ter visto Paulo Rangel, vice-presidente do PSD, a discursar numa manifestação muito particular realizada em Madrid no passado fim de semana. Não se confundam, não era um comício do Partido Popular – e, mesmo que fosse, já teria muitas reservas em concordar – foi uma manifestação convocada por associações “cívicas” espanholas ligadas à direita e à extrema direita espanholas com o apoio do PP e do VOX. Vou repetir, organizada por associações cívicas de direita e de extrema direita. E a extrema direita espanhola é muito peculiar. Uma parte, muito pequena, do PP e mais robusta do VOX olha para Portugal de uma forma pouco….como direi….agradável. Não é a primeira vez, nem a segunda, tão pouco a terceira que surgem textos, panfletos ou cartazes dessas “direitas” em que no mapa de Espanha está incluído como parte integrante desta o nosso país. Quem está atento a algumas páginas de Facebook destas “direitas” espanholas onde estão alguns, poucos, militantes do PP e muitos do VOX e imensos membros de algumas das tais plataformas “cívicas” que organizaram a referida manifestação, sabe que o “apetite” pela integração plena de Portugal como região de Espanha não é nem escondido nem tão pouco disfarçado. Obviamente, os mais desmiolados da turba até advogam o uso da força se necessário. Mas “tolinhos” existem de ambos os lados. Só isto já deveria criar desconforto suficiente para um vice-presidente do PSD não se misturar em semelhante. 

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Nepotismo e falta de democracia interna na Iniciativa Liberal?

A acusação é de um grupo de militantes que abandonaram ontem o partido. André Ventura agradece.

3 factos sobre a subida do rating de Portugal pela Moody’s

Facto 1: as notas atribuídas pelas agências de notação valem perto de nada, condição para sempre comprovada pelo triplo A do Lehman Brothers, dias antes do colapso.

Facto 2: se isto tivesse acontecido com um governo de direita, teria sido vendido como um milagre do liberalismo económico, só possível por estarmos livres do socialismo.

Facto 3: isto acontecer quando a oposição à direita garante que a crise política destruiu a credibilidade do país no plano internacional é uma das mais belas ironias dos últimos dias.

Vítor Escária: has anyone followed the money?

Julgo que será mais ou menos consensual que ninguém esconde 75 mil euros em livros e garrafas de vinho, a menos que tenha algo a esconder.

E Vítor Escária tinha, pelo menos, uma coisa: evasão fiscal. Os 75 mil euros encontrados pelas autoridades no gabinete em São Bento não tinham sido declarados.

O que esconderiam?

Talvez nunca venhamos a saber. Em Portugal é assim.

O que sabemos, porque o seu advogado nos disse, é que os 75€ são provenientes de trabalho de consultoria para um cliente angolano.

Que cliente será esse, para Vítor Escária sentir a necessidade de esconder o dinheiro?

Julgo que deveríamos estar a olhar mais para isto do que para o montante.

Mas ninguém parece interessado em seguir o rasto dinheiro.

Estranho. Ou talvez não.

André Ventura e a farsa de ser anti-sistema

Questionado sobre se teria quadros para preencher tantos assentos parlamentares, o líder do Chega garantiu que sim: tem “muitos” que vieram do CDS, garantiu, e uma maioria que chega ao partido vinda do PSD e do PS – “os que governaram este país nos últimos 50 anos”, lembrou, desta vez como argumento para atestar a competência da governação.

(via Expresso)

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O incrível José Gomes Ferreira

Todos temos momentos infelizes, como, por exemplo, o guarda-redes que deixa entrar um frango. Se o mesmo guarda-redes, no entanto, começar a contribuir para a criação de um aviário, é natural que o treinador o sente no banco.

José Gomes Ferreira, em directo, agarrou um tweet de uma conta falsa de António Costa e começou a comentá-lo como se tivesse sido escrito pelo ainda primeiro-ministro. Um director-adjunto de informação de um dos principais canais de informação da televisão portuguesa talvez devesse ser mais prudente, mas comunicar e comentar são hoje actividades mais importantes do que fazer jornalismo. A chamada comunicação social está cheia de comentadores políticos que são só políticos e de alegados jornalistas que são comentadores políticos, ou seja, só políticos. [Read more…]

José Luís Carneiro posicionou-se

Contra Pedro Nuno Santos, contra a Geringonça e a favor de deixar um governo minoritário PSD/IL governar, para manter o CH do lado de fora da cerca sanitária.

Boa sorte, Portugal

Marcelo fez, julgo eu, a coisa certa. Manter o governo em funções, após tantos casos, casinhos e agora este casão, seria a falência total do sistema.

Sim, apesar da maioria absoluta.

Porque a maioria absoluta, tendo legitimidade, não se sobrepõe ao normal funcionamento das instituições.

E faz tempo que as instituições não funcionam forma normal. [Read more…]

José Luís Carneiro

Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Mariana Vieira da Silva e até Duarte Cordeiro. E, claro, Pedro Nuno Santos. Todos eram falados, todos podiam suceder a Costa. Até que o tsunami aconteceu e o discreto José Luís Carneiro emergiu.

José Miguel Júdice: “tenho a perfeita convicção que António Costa é um homem sério”

Malhou no PM todas as semanas. Sem excepção. Ainda assim, saiu na sua defesa. O regime está estar mesmo por um fio.

As montanhas e os ratos

Imagem retirada do Facebook @alexandremartins

Agora, vamos falar mais ou menos a sério:

O Ministério Público (MP) não vale a ponta de um prego enferrujado e é, hoje, antes de tudo o resto, um instrumento político.

Um MP que anda há mais de 9 anos a tentar “caçar” um ex-Primeiro-ministro sem provas concretas, não me merece qualquer credibilidade.

E isto não desculpa o PS, porque não sou como o João Soares e não ponho as mãos no fogo por corruptos mais ou menos socialistas, mais ou menos social-democratas, mas deixa com ainda pior imagem o próprio MP.

Resumindo: como sempre, e graças ao sempre incompetente MP, a montanha vai parir um rato.

Siga a banda, seja com o P”S” ou com as suas derivações centristas e populares democráticas.

O cerco aperta-se: Lacerda Machado e Vítor Escária detidos

Lacerda Machado, consultor-in-chief da nação, foi detido. Dos muitos negócios de Estado em que esteve envolvido, terão sido os do lítio e do hidrogénio que algemaram o padrinho de casamento de António Costa.

Quem foi igualmente levado pelas autoridades foi Vítor Escária, chefe de gabinete do primeiro-ministro. Também aqui, avança a comunicação social, negócios relacionados com o lítio e o hidrogénio estarão por trás da detenção.

A informação é ainda escassa e divulgada a conta-gotas. Sabe-se que João Galamba e Matos Fernandes serão constituídos arguidos e que decorrem buscas em São Bento e em vários ministérios.

Veremos o que sobrará no fim. Uma coisa é certa: o cerco em torno do costismo está cada vez mais apertado.

A queda do império socialista segue dentro de momentos.

A trafulhice feita ideologia

Foto: Esquerda.net

Se a trafulhice fosse só a fotografia propositadamente tirada de forma a dar ideia que estavam presentes muito mais pessoas do que aquelas que realmente estavam, enfim, era demonstrativo, mas não era grave.

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O anátema que faz falta

Alguém explica porque é que este Senhor continua a ter palco e a comunicação social corre para o ouvir?

Este indivíduo é o líder de um partido anti-democracia cujo objectivo é a instauração de uma ditadura. É igual que o partido se chame comunista, fascista ou nacional-socialista.

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Esquerdista = Trafulha

Este inenarrável aldrabão é figura frequente e constante, pelo menos, na SIC Notícias. É apresentado como Professor de Relações Internacionais (que é uma espécie de ambiguidade académica onde quase todos, mesmo os que da vulgaridade nunca sairão, podem exibir para terem um título). Não sei se é ou não, sendo certo que dado o “modus operandi”, a probabilidade de, realmente, o não ser é grande.

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O cheiro a trickle down economics pela manhã

EDP Renováveis, Galp, Jerónimo Martins e vários bancos portugueses, com destaque para BCP e BPI, continuam a anunciar lucros recorde, num ano em que os preços da energia e dos alimentos aumentaram sucessivamente, e em que a banca, que pontualmente resgatamos, e que oferece uma das piores taxas remuneratórias para depósitos a prazo da UE, obteve ganhos fabulosos resultantes do aumento dos juros impostos pelo BCE.

E vocês, também adoram o mercado a funcionar e o cheiro a trickle down economics logo pela manhã?

Workshop: Como viciar um concurso público

Passo 1: escolher o familiar, amigo ou potencial “doador” a quem se quer adjudicar determinado serviço.

Passo 2: pedir ao familiar, amigo ou potencial “doador” escolhido para criar um caderno de encargos com elevado grau de complexidade, de tal forma limitativo que garanta que será quase impossível aos possíveis concorrentes conseguir atender a todas as exigências em tempo útil. Excepto ao prestador previamente escolhido, conforme definido no Passo 1, que foi devidamente informado antes da abertura do concurso, para garantir que será o único a cumprir o caderno de encargos por si criado. [Read more…]

Foto-galeria: a extrema-esquerda e a legitimação dos crédulos

Imagens históricas de líderes extremistas de esquerda em visitas diplomáticas (mai$ ou m€nos). 

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Falsas equivalências

Enquanto ao comunismo e à extrema-esquerda não for imposto o justo, lúcido e lógico anátema que é imposto à extrema-direita, ao nazismo e ao fascismo, todas as discussões políticas estarão, à partida, viciadas.

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António Costa, o bom aluno

Tenho aqui uma reflexão para partilhar convosco.

É o seguinte:

O governo anunciou um excedente orçamental de 0,8%. Qualquer coisa como 2.190.000.000€.

Há quem olhe para isto e veja o copo meio-cheio.

Eu vejo um governo que optou por andar mais rápido do que aquilo que se propôs, para mostrar a Bruxelas que é o “bom aluno”, prejudicando, para o efeito, o funcionamento dos serviços do Estado.

Prejudicando as condições dos profissionais da Educação, da Saúde, da Justiça e da generalidade da Administração Pública.
Com as consequências que se conhecem: greves, escolas disfuncionais, urgências encerradas e processos adiados e prescritos.

E porquê? [Read more…]

Democracia representativa sim, mas só quando interessa ao PSD

Quando o PS ficou em segundo lugar nas Legislativas de 2015 e, ainda assim, conseguiu maioria parlamentar para governar, parte muito significativa da direita portuguesa traduziu “democracia representativa” para “golpe de Estado”. O PSD esteve na linha da frente da narrativa.

Anos mais tarde, quando o PSD ficou em segundo lugar nos Açores e construiu a sua própria geringonça, a narrativa do golpe de Estado desapareceu e foi substituída pelo som de grilos a cantar numa noite de Verão. [Read more…]

A mão invisível

É conhecida a teoria liberal, de que o mercado se regula por si mesmo.

No fundo, tudo se resume à ideia de que numa economia livre, o mercado regula-se por uma espécie de mão invisível que vai acertando, entre a oferta e a procura, o preço dos bens, sem necessidade de intervenção de terceiros – seja o Estado ou qualquer outra entidade.

Quem quiser perceber melhor a ideia, é ler “A riqueza das nações” e a “Teoria dos sentimentos morais”, de Adam Smith. E, depois, aconselho a apreciarem os resultados obtidos sempre que se optou por dar rédea solta aos mercados e abdicar-se da regulação. Uma dica: comecem pelo mercado financeiro.

Mas, adiante.

Olhando para o Orçamento do Estado apresentado pelo Governo para 2024 (numa sessão digna de entrega de Óscares), detecta-se que houve uma adaptação da lógica da mão invisível.

Neste caso, o que o Governo pretende fazer é recuperar com a mão invisível dos impostos sobre o consumo, a propriedade e outros, o que estará a dar (ou a não tirar tanto) com a alteração dos escalões do IRS.

Na verdade, não está bem a recuperar: está superar. Pois que, na prática, e pelas contas apresentadas por diversos economistas, aquilo que o Governo espera arrecadar com a mão invisível, supera aquilo que anuncia dar (ou não tirar tanto dos bolsos) aos contribuintes na tributação sobre os rendimentos singulares.

No fundo, é tirar aos ricos para dar aos pobres, numa versão cínica de Robin dos Bosques, pois que os ricos e os pobres são exactamente os mesmos: a classe média. [Read more…]

Montenegro com pipi?

Foto: LUSA/RODRIGO ANTUNES

À falta de conteúdo sobre a proposta de Orçamento do Estado de 2024 – e muito independentemente de todas as críticas sólidas que haja a fazer ao mesmo, e há -, Montenegro agarra-se, para ser ouvido, a uma linguagem ridícula e populista com que espera apanhar moscas. Pipi??? A única coisa a que chamávamos pipi era aos órgãos genitais externos das meninas pequenas. O pipi das meninas e a pilinha dos meninos.

Pelos vistos era mesmo preciso traduzir, como pediu Medina e Montenegro apressou-se a debitar a sua definição.

Mas tanto faz, a demagogia e o vazio daquela cabecinha PSDesca ficaram mais uma vez expostos e comprovados. Pode ser que haja gente que acabe por perceber. Embora… parece que muitos até gostam assim do básico.

O País mais imbecil do mundo

Público/ Daniel Rocha

Se não somos, andamos lá perto. Estão a ver uma desgraçada que se farta de levar “arraiais de porrada” e acredita sempre e sem excepção nas palavras do FdP do companheiro que lhe promete que nunca mais o fará? Pois, de certeza que acham que, pelo menos, à segunda (exagerando porque nem 2ª oportunidade devia ser concedida) a Senhora devia virar costas, ir à Policia e colocar o “anormal” na cadeia. Estou certo, não estou?

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Contra o Orçamento do Estado para 2024

Dich, teure Halle, grüss’ ich wieder,
froh grüss’ ich dich, geliebter Raum!
Elisabeth

I walk the valleys by the Cerne
on a path cut fifteen hundred years ago
and I know these chalk hills will rot my bones
PJ Harvey

***

O espectáculo repete-se.

Efectivamente, continua tudo na mesma, com o poder político a sorrir, a encolher os ombros, a assobiar para o ar e a tapar o sol com a peneira. Por isso, não admira que o episódio de hoje seja idêntico aos anteriores, aquando dos textos apresentados para os anos de 20122013201420152016201720182019, 20202021, 2022 [1] e [2] e 2023. Os papéis são os mesmos e o enredo mantém-se. Os actores, sim, de vez em quando mudam. Os intervenientes de hoje, todavia, já vão na terceira representação desta cena.

Foto: Bruno Gonçalves (https://shorturl.at/fntM7)

E qual é o resumo do enredo? É muito simples: todos os anos, duas personagens sorriem, enquanto uma entrega um texto a outra. E por que motivo sorriem? Não faço a mínima ideia. Provavelmente, não conhecem o conteúdo do texto. Pior, no caso em apreço, desconhecerão o conteúdo das duas propostas anteriores: OE2022 (2/2) e OE2023. Se estes membros da classe política portuguesa lessem aquilo que todos os anos entregam e recebem, saberiam que há um problema. Um problema que se arrasta há imenso tempo. Um problema grave.

Vejamos, pois, uma pequeníssima amostra das pérolas que só não viu quem não leu o conteúdo do Relatório (pdf) que acompanha a Proposta de Lei n.º 109/XV/2 — Aprova o Orçamento do Estado para 2024: [Read more…]

O domínio do PS explicado às criancinhas

O artigo do Pedro Magalhães, no Expresso, é o resumo perfeito do país que temos e, sobretudo, do país que a maioria dos portugueses quer ter. Ide ler que não tem paywall.

República, Sempre!

Há quem defenda que isto da República não é lá grande coisa, porque até existem monarquias onde se vive melhor do que aqui.

E é verdade.

Como é verdade que existem outras tantas onde se vive muito pior.

Mas o ponto, para mim, não é esse. [Read more…]